Gasto com pessoal toma 73% do orçamento federal | Fábio Campana

Gasto com pessoal toma 73% do orçamento federal

De Fernanda Bompan, DCI:

Estudo elaborado pelo economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, revela que os gastos da União com salário de servidores passaram de 39% do orçamento executado em 1987 para 73,6% em 2012. Ou seja, em 25 anos, despesas como as de investimentos foram absorvidas pelo custeio da máquina pública.

De acordo com o levantamento, os investimentos realizados em 1987, da ordem de 16% do Orçamento da União para aquele ano, recuaram para 5,8% em 2012. Ao mesmo tempo, os recursos direcionados para área da saúde, conforme determina a Constituição Federal devem ser 8% do orçamento, foram exatamente este percentual nesses dois anos.

“Se abrir mais o orçamento executado no ano passado, 39% foram de INSS, 12,9% foram para o pessoal (funcionário público) na ativa, mas 10,2% são para aqueles que estão inativos. Já os gastos da União voltados para assistência da população de menor renda, ou seja, a despesa com o Programa Bolsa Família, representam 2,6% do orçamento realizado”.


9 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    segunda-feira, 2 de setembro de 2013 – 16:48 hs

    Um dos ítens para o Totalitarismo é o aparelhamento do Estado.
    O outro é fomentar a luta entre classes.
    Tem também a prática do assistencialismo, a desqualificação dos demais poderes.
    O Brasil é sim, um país sob o regime Totalitarista, com as bençãos de Fidel.

  2. segunda-feira, 2 de setembro de 2013 – 16:58 hs

    Em qualquer empresa, como em órgãos públicos, quando o custeio supera o investimento por muito tempo, está se decretando o fim da sustentabilidade do negócio. No caso dos governos é ainda pior, o elefante vai engordando e ficando cada vez mais lento e comilão.

  3. segunda-feira, 2 de setembro de 2013 – 18:32 hs

    Nao esquecendo que no governo do Parana o valor e de 81 %

  4. Jorge Hardt Filho
    segunda-feira, 2 de setembro de 2013 – 21:03 hs

    Viva a “nova república”.

  5. Parreiras Rodrigues
    terça-feira, 3 de setembro de 2013 – 12:10 hs

    Ninguém está aplaudindo o inchamento do quadro de pessoal no governo do Paraná, pelo contrário. Como sempre, a busca de erros para justificar erros.

  6. QUESTIONADOR
    terça-feira, 3 de setembro de 2013 – 12:40 hs

    -De fato comprovado não agora, mas de outros tempos.
    -Qualquer governo tende a se extinguir com o inchaço da máquina pública…investimentos cada vez menores nas diversas áreas.
    -Mas tudo isto não é coincidência e sim estipulado para acontecer o quanto antes. Tudo é orquestrado de forma a acaber com o governo na forma na qual conhecemos…

  7. Inês
    terça-feira, 3 de setembro de 2013 – 15:58 hs

    tem jeito para isto, é só reduzir o nº de argos comissiondos. ou melhor “” o cabide de emprego”””

  8. Inês
    terça-feira, 3 de setembro de 2013 – 15:59 hs

    tem jeito para isto, é só reduzir o nº de cargos comissionados. ou melhor “” o cabide de emprego”””

  9. Luiz
    terça-feira, 3 de setembro de 2013 – 21:57 hs

    “9% foram de INSS, 12,9% foram para o pessoal (funcionário público) na ativa, mas 10,2% são para aqueles que estão inativos.”

    Ué?…mas os funcionários já não pagaram para sua aposentadoria e inss?
    Tá cheirando mal esse estudo neoliberal.

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