Dilma: população tem direito de se indignar e cobrar mudanças | Fábio Campana

Dilma: população tem direito de se indignar e cobrar mudanças

Presidente disse que o governo trabalha para aprofundar os cinco pactos já propostos por ela como resposta às mobilizações de junho, entre eles o de reforma política

Ricardo Della Coletta – O Estado de S. Paulo

Brasília – Na véspera do 7 de setembro, quando são esperadas novas manifestações populares no País, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a população tem o direito de se indignar e de cobrar mudanças. “Infelizmente ainda somos um país com serviços públicos de baixa qualidade”, reconheceu a presidente, citando o tema que desencadeou os primeiros protestos de junho nas ruas das principais cidades brasileiras.

A presidente fez um apelo, porém, para que “uma capa de pessimismo” não cubra os avanços do Brasil nos últimos anos. “Mas há, igualmente, um Brasil de grandes resultados, que não podemos deixar de enxergar e de reconhecer”.

Em resposta à má qualidade dos serviços, Dilma disse que o governo trabalha para aprofundar os cinco pactos já propostos por ela como resposta às mobilizações de junho. A presidente realizou seu pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite desta sexta-feira, 6, em comemoração ao Dia da Independência.

A presidente comentou cada um dos pactos. Citando a aprovação do projeto de lei que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação, Dilma Rousseff disse que esse será um dos maiores legados do seu governo e que garantirá benefícios à população brasileira por, no mínimo, 50 anos.

Em sua fala, Dilma disse que o pacto pela educação garantiu 50% do Fundo Social do petróleo, uma espécie de poupança para a área. Este foi, no entanto, um tema em que o governo teve de ceder, uma vez que vinha defendendo que apenas os rendimentos desse fundo tivessem como destino a educação.

Outro pacto que mereceu destaque da presidência foi o pela Reforma Política. Segundo ela, esse pacto deu “um bom passo” com a proposta de decreto legislativo para a convocação de um plebiscito popular sobre o tema. “Queremos mais transparência, mais ética, honestidade e mais democracia”.

O decreto que tramita na Câmara dos Deputados, no entanto, é uma versão esvaziada da intenção original do Planalto sobre a reforma política, que pretendia também tocar em outros pontos como o fim das coligações partidárias, o voto secreto no Congresso e o fim da suplência para senadores.

O texto a que Dilma se refere, elaborado pelas bancadas do PT, PCdoB, PDT e PSB, prevê a consulta da população de apenas três temas: o financiamento de campanha, a coincidência de eleições e a participação da população no processo democrático pela internet.

Já sobre o transporte, Dilma disse que o pacto proposto por ela após os protestos resultará em obras para melhorar o transporte coletivo nas grandes cidades do País. “Isso significa mais metrôs, monotrilhos, corredores de ônibus e VLTs”. A presidente também fez uma rápida menção ao pacto pela estabilidade fiscal, ao dizer que ele tem por objetivo “manter a inflação sob controle e as contas públicas equilibradas


3 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    sábado, 7 de setembro de 2013 – 11:26 hs

    O palanque eleitoral montado por Dilma em cadeia nacional se valendo do pretexto de celebrar a data da Independência, escancarou um reconhecimento do atraso e da incompetência do governo para resolver problemas nas áreas da Saúde, da Educação, da Segurança e da Infraestrutura – tiveram dez anos para cumprir as promessas do
    P erda T otal – e foi o aproveitamento para o desfile das promessas de sempre, pré-sal salvando a lavoura e alçando o Brasil ao lugar de país mais rico do mundo.
    Quem está salvando a lavoura, dona Dilma, é a lavoura.

  2. Gardel
    domingo, 8 de setembro de 2013 – 10:56 hs

    O governo central esta infestado por parasitas obsessivas que se estabeleceram desde que o PT se apoderou do poder. A miséria de longa data tem facilitado a dominação da população ignorante. A indiferença ao sofrimento do povo fica gritante, quando roubam e deixam roubar, esta na hora de derrubar as pesadas muralhas das imposições para que embreve ira brilhar a aurora da liberdade plena. VOLTE FHC!

  3. sandra arendt
    segunda-feira, 9 de setembro de 2013 – 11:36 hs

    Se ainda somos um País com serviços de baixa qualidade, devemos isso a incopetĉia dos governantes, que ao invés de fazerem o trabalho para o qual foram designados pelo voto popular, com a decência, honradez e respeito a “coisa” pública, estão mais preocupados em desfilar nas vitrines das vaidades tão comuns neste meio. Quanto aos cinco pactos para melhorar tal situação, já imagino o que vem por aí. Quanto ao pedido de que a “capa de pessimismo” não cubras os avanços do Brasil, pergunto: que avanço significativo, digno de palmas, pode ser apontado? As bolsas “pobreza”? A saga popular para colocar atrás das grades os mensaleiros? A corrupção que cresce como mato em todos os cantos? Os “não sabia”, herança lulopetista? A preocupação com fatos irrelevantes para o povo? Sinceramente, não adianta estratégias para trabalhar a transparência pública, enquanto tapetes persas pagos com nossos recursos servirem de coberta para tantos desmandos, tantos “poucos casos” com a ação quadrilheira que se instalou por todos os cantos do nosso abençoado Brasil, como um cancêr linfático, que por onde passa, arrasa .
    Não é uma questão de pessimismo, é uma questão de enxergar a realidade, tal como é. E só não está pior, porque DEUS É BRASILEIRO, e com certeza não vai permitir que esta Terra com mapa em forma de coração, pare de funcionar. Entretanto, cabe a nós cidadãos eleitores, fazermos direito nossa parte e promover a limpeza geral .

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