Verri critica corte de recursos das universidades estaduais | Fábio Campana

Verri critica corte de recursos das universidades estaduais

Em discurso nesta quarta-feira (21) na Assembleia Legislativa, o deputado Enio Verri (PT) demonstrou preocupação com os cortes de recursos do governo Richa nas universidades estaduais. O parlamentar destacou que a crise que as universidades estão atravessando afeta a produção científica e, como consequencia, o desenvolvimento do Paraná.

Verri disse que não existe desenvolvimento econômico e social sem pesquisa científica. De acordo com o deputado, que é professor licenciado da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ao contrário dos países desenvolvidos, onde a inovação é financiada pela iniciativa privada, no Brasil a responsabilidade é do estado.

“Me causa uma grande preocupação os cortes de recursos do governo do estado nas universidades. Quem faz ciência, pesquisa e inovação no Brasil são as universidades públicas. Também me preocupa quando ouço que o governo está debatendo a autonomia universitária. No Paraná, autonomia significa redução de repasse de recursos. Isso irá acabar com a qualidade do ensino e da pesquisa das nossas universidades.”

O deputado criticou o governo pelo decreto que cortou R$ 19,5 milhões das universidades estaduais e remanjeou o dinheiro para a Rádio e Televisão Educativa do Paraná (E-Paraná). Pelo decreto 8.718, de 13 de agosto, o governador Beto Richa (PSDB) cortou R$ 4,6 milhões que seriam investidos em obras de infraestrutura nas universidades, além de R$ 14,9 milhões do saldo financeiro do ano passado da área de Pesquisa Científica e Tecnologia.

“O governo chama de remanejamento orçamentário. Na prática, significa que estão tirando recursos previstos para gastar nas universidades para gastar na E-Paraná. Isso é muito sério, nós estamos falando do futuro do Paraná. Sem ensino, sem pesquisa, sem inovação, não tem avanço na ciência, não tem desenvolvimento. O Paraná chegou onde está em razão das nossas universidades. O que está acontecendo é um retrocesso que ficará marcado na história do nosso estado.”

Verri cobrou uma mudança na postura do governo. Ele elogiou o professor João Carlos Gomes, reitor Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), que irá assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

“Universidades tão premiadas, respeitadas pelos seus doutores, mestres e pelas pesquisas que são feitas, estão passando por uma crise gigantesca. O professor João Carlos Gomes conhece a realidade, tem seriedade e é preocupado com a ciência e tecnologia. Espero que seu trabalho traga bons resultados.”


13 comentários

  1. antonio carlos
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 17:34 hs

    Concordo com o deputado, nos países do Terceiro Mundo é assim mesmo, o empresariado não põe a mão no bolso quando o assunto é pesquisa científica. Mas não entendi porque o deputado é contra a autonomia universitária, porque deputado? Você deve saber, afinal de contas é professor. Será porque daí a responsabilidade aumenta quando da aplicação dos recursos orçamentários? Será que é por causa disto deputado?

  2. Pedrão
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 18:15 hs

    O professor Verri, que não dá mais aulas na UEM, só esqueceu de dizer que o Paraná é um estado de investe R$ 2 bilhões ao ano em ensino superior, que é uma obrigação do governo federal, mas o governo federal se recusa a ajudar o Paraná a fazer o custeio deste investimento em educação superior.
    professor, tá fazendo pesquisa na assembleia…..?

  3. jobalo
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 18:21 hs

    Pergunto ao petralha/??? porque não faz a mesma pergunta para Dilmar, quantos cortes essa mulher fez e continua fazendo

  4. Marcio
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 20:55 hs

    Eu sempre achei que pela contituição, quem deveria garantir o ensino superior seria o governo federal.

  5. carlos a.r.
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 21:01 hs

    É educação não tem muito valor na jestão do Betão.Ele precisa de midia propaganda, quanto as faculdades que se danem.

  6. BRASILEIRO
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 22:01 hs

    É PROFESSOR ENIO, VOCÊ TEM QUE COBRAR TAMBÉM A PRESIDENTE DILMA, HOJE VEMOS NO BRASIL UMA POLÍTICA PARA ACABAR COM O ANALFABETISMO RIDÍCULA. SÓ PRA INGLÊS VER.

    ACORDA ENIO

  7. quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 22:06 hs

    Esse PTista está mal informado, o Paraná é o estado que mais investe e bem na Educação em todos os graus, mas a inveja é tanta de Verri/PT que ataca sem conhecimento de causa

  8. Ranciaro
    quinta-feira, 22 de agosto de 2013 – 0:07 hs

    Um assunto que preocupa. Mais investimentos em infraestrutura, mais concursos, mais TIDEs para os agentes, (UM ABSURDO), menos aulas aos Doutores, mais produção científica….Todos os Reitores querem autonomia…., mas esquecem de analisar o seu produto final……o acadêmico. Passam no vestibular e fazem suas matrículos 40 acadêmicos em cada CURSO /TURMA…. e somente se formam 10 ou 15, em determinadas áreas. Outras apenas 2 ou 3. Pedagogia é a que possue maior número de graduados em final de curso. Dos 40 em cada Turma, são graduados 30 a 35. E O CUSTO SÓ SOBE E OS GRADUADOS SÓ CAEM!!!!!!

    Os Reitores não aceitaram a cobrança do Governo por produtividade. Dissem que são autônomos. Mas na hora do aumento salarial, dizem ser funcionários públicos.
    Os Reitores, devem repensar….o dinheiro é do Orçamento do Estado às Autarquias Universitárias. Parece que foi coisa do Lerner, para reduzir o impacto na folha do Estado. Mas o TCE determinou que as Autarquias e Fundações (Adm.Indireta), entrassem no art.55 da LRF.

    Existem muitos Doutores ministrando apenas seis aulas na semana ganham um cargo administrativo e fazem pesquisa. Um Professor do Ensino Fundamental tem que ministrar 25hs. ou 20hs/aula na semana.

    Só que o primeiro ganha R$ 7 a 9 mil e o outro R$ 715,00 .

    Isso é um PROBLEMA….QUE VAI RESOLVER…….

  9. Vigilante do Portão
    quinta-feira, 22 de agosto de 2013 – 5:12 hs

    O Farsante não dizia nada quando o Requião arrochava as Universidades.

    Do mesmo modo, não reclama com o governo da Dilma para que libere verbas para ajudar nossa Universidades.

  10. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 22 de agosto de 2013 – 8:44 hs

    Vixi, Verri. O tiro arregaçou o cadarço, furou o sapato, a meia, a sola e o assoalho do gabinete.

  11. ÊITA!!!
    quinta-feira, 22 de agosto de 2013 – 9:34 hs

    Desenvolvimento científico???? Quá quá quá! Alguém pode me dizer o que foi desenvolvido e aproveitado nessas “universidades”???? Não estão entre as as 100 melhores do Brasil! De vez em quando um ou outro curso desponta e olha lá! Se continuar assim, a gente acaba com universidade só fica com faculdade mesmo.

  12. Professor da Rede Estadual
    quinta-feira, 22 de agosto de 2013 – 10:52 hs

    Enio Verri!

    Por que vc não questiona o seu “Governo Federal” com relação ao fim das APAE´s no país? a “quase aprovação” da Lei da inclusão?

    Vc Enio Verri como professor, deve ter um minimo de vergonha com relação a falta de sensibilidade desta atitude ridicula de inclusão educacional.

    Antes de criticar Deputado, pense no seu rabo!

  13. JÃO
    quinta-feira, 22 de agosto de 2013 – 11:27 hs

    Não há dinheiro pra tudo. Mesmo assim, parabéns sr. Verri, não dá moleza.
    PS.: quando terminarmos com as fases dessa empreitada contra a corrupção vai ter mais dinheiro para aplicar. E hahahaha para os que pensam que vão encontrar outros caminhos para burlar a lei. A GUERRA TÁ DECLARADA!

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