Sciarra envia nota de esclarecimento | Fábio Campana

Sciarra envia nota de esclarecimento

O deputado Eduardo Sciarra enviou nota de esclarecimento ao blog em que explica sua ausência na votação sobre a cassação do mandato de Ntan Donadon e diz votou a favor da cassação de Donadon em votação aberta na CCJ. Leia a íntegra da nota que segue abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O líder do PSD, deputado federal Eduardo Sciarra (PR), esclarece que não esteve presente à sessão de ontem (29) da Câmara dos Deputados por compromissos previamente agendados. O deputado participou das atividades durante o dia e embarcou às 18h50 para São Paulo, e, por esse motivo, constava na lista de presentes na Casa. Esclarece ainda que votou favoravelmente à cassação do deputado Natan Donadon em votação aberta ocorrida na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania.

À frente da liderança ontem à noite, estava o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ), também relator do processo de cassação de Donadon. Ele defendeu a perda de mandato e disse que “a conduta pela qual Donadon foi condenado é gravíssima e o impede de permanecer como parlamentar”.

Sciarra destaca ainda que a bancada do PSD é a favor da Proposta de Emenda Constitucional nº.196-A, do Senado Federal, que determina votação aberta para a perda de mandato. Ressalta ainda que trabalhará para que a medida seja aprovada o quanto antes.

“Em todas as reuniões de líderes chamo atenção para a necessidade de implementarmos o voto aberto logo e evitar esse constrangimento que estamos passando agora. Votei pela perda de mandato de Donadon por uma questão óbvia. É uma grande vergonha a não condenação pela Casa”, disse o deputado.


9 comentários

  1. toninho
    quinta-feira, 29 de agosto de 2013 – 17:21 hs

    Explica mas não justifica. O seu compromisso maior é com o Congresso Nacional, para o qual foi eleito. Deveria, sim, estar na sessão, ainda mais sabedor que a votação seria secreta. E que existia o risco de acontecer o que aconteceu. Ele não nasceu ontem, político de há muito tempo sabe como funcionam as sessões onde parte dos deputados não merecem estar onde estão.

  2. Mané do Sudoeste
    quinta-feira, 29 de agosto de 2013 – 17:37 hs

    Que desculpinha esfarrapada……Eu também sou eleitor do meu município, não fui votar dia da eleição,ah.tive que ir a um restaurante,e meu candidato perdeu por 01 voto.Entenda deputado.Ser simplesmente a favor é uma coisa,e não votar é outra…….

  3. Alvino
    quinta-feira, 29 de agosto de 2013 – 20:53 hs

    Essa é uma justificativa daquela “prá boi dormir”, será que a votação era menos importante, ou ainda, não era dia de trabalho, afinal nós pagamos os deputados para trabalharem, agora, o deputado vai trabalhar algemado ou a sessão será transmitida do presídio?

  4. Albert
    quinta-feira, 29 de agosto de 2013 – 22:16 hs

    Mais uma mancada. Oh Eduardo! o que você vai usar para pedir votos na próxima. Trabalho, dedicação, honestidade….????? Todo dia mais distante, das tuas atitudes e ações.

  5. A Sociedade Responde
    quinta-feira, 29 de agosto de 2013 – 22:46 hs

    Lamentável. Transitado em julgado, fim de papo: perde o mandato, segundo a Constituição e não precisaria, a bem da verdade, a Câmara se pronunciar.

    Afinal, Donadon perdeu os direitos políticos. E sem direito político, obviamente, não pode exercer mandato. Claro, não? Uma vergonha para o país que acaba de criar o primeiro DEPUTADO PRESIDIÁRIO do Brasil. Para o mundo ver e se horrorizar!!!

    Esse é o populismo descarado a serviço da desmoralização das instituições, da ética e do respeito ao decoro. O Congresso a cada dia se torna cada vez mais indecoroso.

    E ainda: se analisar friamente o que aconteceu ontem naquela Casa de Leis, foi um arranjo para salvar o mandato do infeliz, e corrupto Donadon.

    É só verificar o número de deputados presente, o número de votantes, os que se abstiveram de votar e os faltosos que lá deveriam estar, mas fizeram de conta que não era de sua responsabilidade o voto para honrar a Casa, o eleitor e à própria calça que veste. UMA VERGONHA, senhores parlamentares.

    Um vexame e todos que permitiram a farsa são farsantes na mesma intensidade. A sociedade é quem perde, sempre, quando a vigarice está acima dos interesses constitucionais e do cidadão em geral. Esperemos que às eleições do próximo ano repare os equívocos e também a má-fé dessa gente travestida de parlamentar. Sem dúvida, é para lamentar!

  6. ANTONIO
    quinta-feira, 29 de agosto de 2013 – 23:03 hs

    Explica, porem nao justifica. Lugar de Deputado que se prese estar presente para pelo menos tentar mudar coisas que o povo deseja. Seu filme ja queimou deputado, asssim vc mostra que nao merece confiança de eleitor algum, O chara ta certo parabens, Toninho, penso da mesma forma. Os paranaenses deveriam todos saber disso, para exluir esse cidadao de qqualquer possibilidade de enganar alguem. Ganha para nao fazer nada… e o povo que se dane..

  7. SOMBRA
    sexta-feira, 30 de agosto de 2013 – 8:12 hs

    Certamente o povo tem que repensar na hora de votar.

  8. Camboim
    sexta-feira, 30 de agosto de 2013 – 10:01 hs

    Concordo com o Toninho. Conheço o Deputado Sciarra e fico triste em saber que faltou a uma reunião de cassação de um deputado corrupto, condenado pelo STF. Seria bom o Deputado dizer que “compromissos previamente agendados” foram esses que o impediram de deixar a Câmara quase na hora da votação. Não sei se já foi divulgado, mas gostaria que o Fábio Campana trouxesse os nomes dos demais ausentes, porque no ano que vem haverá eleições e daí teremos como bater, pois, nesse país, só nos resta o voto consciente, sério e bem direcionado (para alguns eleitores, é claro).

  9. José Eugênio Maciel
    sexta-feira, 30 de agosto de 2013 – 14:48 hs

    A obrigação primeira e acima de tudo de um parlamentar é comparecer às sessões, dar expediente, enfim exercer o mandato público com dedicação, denodo, transparência e competência. Ademais, a votação de um deputado com sentença que não mais cabe recurso e está preso é um imperativo ético e moral que não pode servir de desculpas para não comparecer. Ter votado abertamente na CCJ é não ter comparecido à sessão é como “vestir calça de veludo com as nádegas de fora”.

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