EUA preparam ofensiva contra 50 alvos militares na Síria | Fábio Campana

EUA preparam ofensiva contra 50 alvos militares na Síria

De O Globo:

WASHINGTON — Apesar de nenhuma decisão final ter sido tomada até agora, é provável que os ataques militares dos Estados Unidos à Síria não seja focados em locais de armazenamento de armas químicas – embora o governo Obama afirme que o uso deste tipo de armamento pelo exército sírio seja o gatilho para um possível ataque. Como qualquer esforço para atingir esses locais poderia causar um desastre humanitário ou ambiental, a ofensiva teria como foco unidades militares que podem ter realizado ataques químicos, de foguetes ou artilharia. De acordo com o jornal “New York Times”, a lista de alvos incluiria pelo menos 50 pontos – entre eles bases aéreas de fabricação russa onde helicópteros de ataque são fabricados.

Segundo um alto funcionário americano, postos militares convencionais também estariam entre os alvos. De acordo com o “Washington Post”, qualquer eventual ataque esperaria a saída da equipe de inspetores da ONU do país. Nesta terça-feira, a Casa Branca já disse que a intervenção não seria tomada para derrubar o regime do presidente Bashar al-Assad.

– É uma operação complicada e arriscada. Nosso interesse é manter as armas químicas em segurança – afirmou o oficial ao “New York Times”.

Funcionários afirmam ainda que a primeira rodada de ataques seria seguida por uma pausa – para avaliar os danos e a resposta do regime de Assad -, antes de uma eventual segunda onda de ofensivas militares. Com poucos recursos de inteligência humanos em terra, a inspeção de alvos atingidos seria conduzida por aeronaves ou por satélites de vigilância capazes de voar acima da faixa de sistema de defesa aérea da Síria.

Os EUA têm, atualmente, quatro navios de guerra no Leste do Mediterrâneo. Ao todo, USS Mahan, USS Barry, USS Gravely e USS Ramage carregam cerca de 430 mísseis Tomahawk Block III. Cada unidade dos artefatos custa cerca de R$ 1 milhão e tem um alcance de 2.414 quilômetros.

Há temores de que militantes do Hezbollah, apoiadas pelos iranianos, possam intensificar o terrorismo na região em retaliação. Por isso, a Casa Branca deixou claro nesta terça-feira que o ataque seria um alerta a Bashar al-Assad, mas qualquer esforço para derrubar o ditador foi descartado.

– As opções que estamos considerando não são uma mudança de regime – disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. – Estamos avaliando como responder a uma clara violação de uma norma internacional que proíbe o uso de armas químicas.

Defesa antiaérea russa
Uma fonte diplomática, no entanto, lembrou que a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos poderia encontrar dificuldades na ofensiva, graças aos sistemas de defesa antiaérea russos que a Síria possui.

– Se os militares dos EUA e da OTAN iniciarem uma operação contra a Síria não irão conseguir uma vitória fácil. Os sistemas antimísseis Buk-M2E, da Rússia, e outros meios de defesa antiaérea poderiam dar uma resposta a altura aos agressores – afirmou à agência Interfax.

Segundo ele, a Síria tem 10 divisões de antimísseis, capazes de derrubar alvos a uma distância de entre 15 e 25 quilômetros. Os Buk-M2E são destinados à “cobertura de tropas e objetivos industriais e administrativos dos ataques da aviação inimiga, mísseis, bombas guiadas e aviões não tripulados”, informou a fonte.


3 comentários

  1. antonio carlos
    terça-feira, 27 de agosto de 2013 – 21:41 hs

    Tio Sam novamente vai soltar o macaco em casa de louça. Começar sabemos como começa, mas terminar ….

  2. quarta-feira, 28 de agosto de 2013 – 9:02 hs

    Tá na Hora Senhor Obama de dar um Basta nesse Presidente Sírio.
    Chega de tanta matança de inocente.

  3. QUESTIONADOR
    quarta-feira, 28 de agosto de 2013 – 14:06 hs

    -Como sempre, os EUA colocam a culpa em quem não tem para justificar um intervenção militar….foi assim na Segunda Guerra Mundial, na Guerra da Coréia, na Guerra do Vietnã, na Guerra do Kwait, na Guerra do Afeganistão….enfim em quase todos os conflitos do século XX…eles manipulam os acontecimentos invertendo-os. Quem me diz que os ataques de armas químicas pelas forças armadas da Síria, não tem algum envolvimento de americanos e ingleses na surdina, para depois trair seus aliados e começar uma intervenção armada????
    -Quais os objetivos de americanos e ingleses na Síria??? O que interessa para eles, foram o petróleo(para manter sua planta energética por muitos anos), minérios, nióbio??? O que interessa realmente??? Se nada interessa, não acredito no altruísmo da farsa do presidente Obama(que talvez nem americano seja, pois até hoje sua certidão de nascimento é controversa!!!).
    -Olho vivo pessoal, as notícias nem sempre são o que parecem…é necessário ler nas entrelinhas….

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