Manifestantes invadem plenário da Câmara dos Deputados | Fábio Campana

Manifestantes invadem plenário da Câmara dos Deputados

Dezenas de manifestantes invadiram, no final da tarde desta terça-feira (20), o plenário da Câmara dos Deputados, local onde as votações são realizadas e em que é permitida apenas a presença de deputados e assessores. A sessão da Câmara foi suspensa após a invasão.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu “respeito” aos manifestantes, que apitavam, cantavam o Hino Nacional e gritavam palavras de ordem no plenário. “Não é assim que vão conquistar os votos desse plenário. Eu faço um apelo para aqueles que querem ver essa matéria votada, sem discurso fácil e demagógico, retirem-se do recinto.”

Após cerca de 10 minutos, os manifestantes deixaram o plenário.

Mais cedo, os manifestantes já haviam ocupado o Salão Verde da Câmara dos Deputados, o corredor das comissões, além das entradas do Congresso Nacional.

Há manifestantes representando policiais, que defendem a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 300, que estabelece o piso nacional para policiais militares e bombeiros. Outro grupo representa médicos que querem a derrubada do veto ao projeto de lei do Ato Médico; e um terceiro bloco é formado por profissionais de 13 categorias da área de saúde, que defendem a manutenção do veto.

Sob vaias, Alves afirmou que assumiu um compromisso com a categoria dos policiais e que irá retomar a votação da PEC 300 até meados de setembro.

“Com a autoridade do presidente da Câmara, quero declarar aos que estão aqui me ouvindo, de maneira respeitosa e democrática, que hoje me reuni com grupo de representantes daqueles que lutam pela votação da PEC 300. Assumi de forma séria e responsável um compromisso: demos um prazo para até o dia 16 de setembro encontrarmos uma alternativa para colocar em votação a proposta.”

Enquanto Alves pedia a calma e a saída pacífica dos manifestantes, eles saíam e gritavam “a casa é do povo”.

Com a retirada dos ativistas, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, reiniciou os trabalhos de votação da medida provisória 614/13, que faz ajustes na reestruturação das carreiras de magistério superior em universidades e de ensino básico, técnico e tecnológico nas demais instituições federais de ensino.

Mais cedo, os plenários e corredores das comissões também foram tomados por indígenas, que são contra a PEC que transfere ao Congresso o direito de homologar terras indígenas.


5 comentários

  1. terça-feira, 20 de agosto de 2013 – 21:36 hs

    As manifestações foram ligítimas e respeitosas. Tanto é que os manisfestantes retiraram-se do Plenário da Câmara a pedido do presidente, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), ocupando o Salão Verde da Câmara dos Deputados. A PEC 300 que estabelece o piso salarial nacional para policiais militares e bombeiros, provavelmente, terá votação até 16 de Setembro/2013. Sob pressão, Câmara e Senado votarão algumas medidas com maior rapidez e urgência. Assim deveria ser o comportamento ético dos senhores parlamentares sem a necessária pressão popular. Dia 7 de Setembro haverá uma gigantesca manifestação cívica em todo o país pela moralidade, brevidade e ética no trato das coisas públicas. Câmaras, Assembléias e Congresso Nacional estejam preparados. Um grito retumbante ecoará pelos céus do Brasil.

  2. JÁ ERA...
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 4:42 hs

    Infelizmente apesar de ser uma atitude condenável, cheguei à triste
    conclusão que aqui no Brasil os políticos safados só funcionam na
    base da “porrada” mesmo. Manifestações de rua, invasão da Camara
    dos Deputados e Senadores não são legais porem na hora que a
    mer_ a bater no nariz dos caras eles vão sentir que o buraco é bem
    mais embaixo… Políticos !? já era !!!

  3. Parreiras Rodrigues
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 9:00 hs

    Um trator pro prefeito da base e pronto, tá mudado o voto do nosso representante.

  4. Vigilante do Portão
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 11:35 hs

    Enquanto isso, o criador da tal PEC 300, LULA, fica caladinho.

    Está desaparecido.

    Lula, oportunista, incentivou a PEC 300.
    Era véspera da eleição da Dilma e de governadores.

    A tal PEC daria reajuste para a Polícia Militar dos Estados.

    A despesa, logicamente, ficaria por conta dos novos governadores.

    Não vingou.
    Governadores (alguns pleiteando reelição), inclusive da base aliada ao governo, fizeram o Congresso “esquecer” a PEC.

  5. Mané do sudoeste
    quarta-feira, 21 de agosto de 2013 – 16:06 hs

    Esse é país do faz de conta. O governo e sua thurma faz que vai pagar, os deputados e senadores também, mas uma Emenda dessas,tem estados que não tem capacidade de pagar estes salários,e os nobres edis sabem.Então todo mundo faz de conta.

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