Lucro das empresas de ônibus é de R$ 104 milhões por ano, diz URBS à CPI | Fábio Campana

Lucro das empresas de ônibus é de R$ 104 milhões por ano, diz URBS à CPI

Da Banda B com CMC:

O diretor de Transporte da Urbs, Rodrigo Binotto Grevetti, prestou depoimento nesta quinta-feira (1º) à CPI do Transporte Coletivo, na Câmara Municipal de Curitiba. Sob juramento, ele afirmou que a tarifa técnica custeia todo o serviço prestado e também prevê a rentabilidade das empresas, que pode chegar a R$ 104 milhões por ano.

Segundo Grevetti, o item “rentabilidade justa do serviço prestado” considera os investimentos das contratadas em veículos (R$, 6,629 milhões) e instalações (R$ 2,034 milhões), com impacto de 11,46% na tarifa. Anteriormente, o engenheiro Antonio José Vellozo, do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), disse à CPI que as empresas têm prejuízo na operação do sistema.

“O lucro equivale a R$ 0,34 de cada passagem e a mais de R$ 104 milhões por ano”, disse o presidente da comissão especial, Jorge Bernardi (PDT).

Ilustração: Felipe Lima para a Gazeta

O relator da CPI, Bruno Pessuti (PSC), lembrou que algumas das informações prestadas por Grevetti quanto à bilhetagem eletrônica são contraditórias em relação às declarações do advogado do Setransp, Sacha Reck. “A CPI do Transporte Coletivo precisa investigar como esse sistema pode ser mais transparente e eficiente”, disse.

Interrupção

Após questionamento do vereador Rogério Campos (PSC), que solicitava a presença de mais pessoas em plenário para acompanhar os trabalhos da CPI, a sessão foi suspensa. Os membros da comissão de inquérito se reuniram para avaliar a situação e optaram por autorizar a entrada de somente 150 pessoas (capacidade máxima definida pelo Corpo de Bombeiros para o auditório do Anexo II).

Depois da deliberação, a sessão foi reaberta. Bernardi classificou a situação como um “fato isolado” e descartou a possibilidade de mudar o local das reuniões. “Nós vamos agir com rigor contra quem tentar impedir o funcionamento da CPI”, advertiu. Na opinião de Campos, todas as pessoas têm o direito de fiscalizar, em especial os trabalhadores do transporte coletivo. “Se aqui não há condições de receber o público, que estas reuniões aconteçam em outro local”, insistiu o parlamentar.

Linhas de investigação

Com o objetivo de tentar baixar a tarifa, a CPI do Transporte Público da Câmara Municipal de Curitiba está focada em quatro linhas de investigação. Uma delas é o suposto lucro excessivo das empresas, que, segundo Jorge Bernardi, pode passar de R$ 100 milhões. O segundo é o processo licitatório, com indícios de irregularidades. Há a desconfiança, entre os integrantes do colegiado, de que foram concedidos benefícios para empresas que já estavam no sistema.

Investiga-se também a composição tarifária. “Há suspeita de superfaturamento no processo de manutenção das catracas, conforme admitiu a Dataprom”, complementou o presidente da CPI. A quarta linha de investigação é sobre a suspeita de falta de recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) das empresas do sistema.


6 comentários

  1. Teo Lima
    sexta-feira, 2 de agosto de 2013 – 11:57 hs

    Pelo que se vêm quem paga a conta desse lucro absurdo somos nós os usuários do sistema. Afinal, quem concedeu tamanho ganho- é a pergunta que os homens de confiança de Richa (Gighone e Isfer) estão na obrigação de responder

  2. bruno santos
    sexta-feira, 2 de agosto de 2013 – 12:10 hs

    E qual o retorno sobre o patrimonio? qual o valor investido pelas empresas? é assim que temso que avaliar. o Numero absoluto não mostra nada… mostra que o sistema é saudavel, ou alguem aqui trabalha de graça ou pra ter prejuizo?

  3. Saul de Lima Brenzink
    sexta-feira, 2 de agosto de 2013 – 13:28 hs

    É um lucro grandioso para quem opera com ônibus sucateados ou em precárias condições de manutenção. E o pior de tudo são os baixos salários de motoristas e cobradores. Da para baixar as tarifas e melhorar os salários. É só saber dividir o pão.

  4. Gardel
    sexta-feira, 2 de agosto de 2013 – 15:13 hs

    Os barões do transporte publico pelo jeito nadam no dinheiro.

  5. denilson pawowski
    sábado, 3 de agosto de 2013 – 9:04 hs

    Uma verdadeira mina de ouro aonde poucos desfrutam de toda essa fortuna arrecada diariamente. Esta mais do que na hora de transformar isso em investimentos para um melhor atendimento aos usuários que realmente pagam por tudo .

  6. ALAOR
    sábado, 3 de agosto de 2013 – 13:02 hs

    As empresas ganham é pelo KM rodado pra elas tanto faz, se fizermos uma comparação com uma carreta que leva 27 toneladas ate São Paulo por um valor que gira em torno de 1000,00 mil reais e vai gastar uns 2 dois dias no minimo contando o tempo em carga e descarga, sem contar com maior desgaste e o perigo que mil vezes maior. E o desgastes também muito alem do que de um ônibus. Ai tirem sua conclusões, o quanto é vantajoso este negocinho.

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