Se Dilma sair do páreo, PSD apoia Serra, diz dirigente | Fábio Campana

Se Dilma sair do páreo, PSD apoia Serra, diz dirigente

Do Erich Decat, O Estado de S.Paulo: A queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT), dificuldades políticas e econômicas enfrentadas pelo governo levam o comando do PSD a fazer cálculos para as eleições de 2014. O apoio a uma eventual candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) é tido como certo pelo secretário-geral do partido, Saulo Queiroz, na eventualidade de Dilma não concorrer à reeleição. Na análise do dirigente, caso a popularidade da presidente continue em baixa nas pesquisas isso poderá levar o PT a tirá-la do páreo. “Se a Dilma não se recuperar, o PT poderá descartá-la. E, nesse momento, o jogo zera e estaremos livres para buscar o nosso caminho. Nosso apoio é à Dilma e não ao PT”, afirmou Queiroz. Dentro do xadrez eleitoral, ele acredita que, por falta de espaço no PSDB, Serra poderá deixar o ninho tucano até outubro e ingressar no PPS para disputar a Presidência. No PSDB, o candidato natural é o senador Aécio Neves (MG). “A filiação no PPS é como se fosse um ingresso para o Serra participar do jogo. Se ele tiver sensatez, ele compra o ingresso. Amanhã, se ele se viabilizar, podemos seguir com ele”, afirmou Queiroz. O PSD até especula sobre quem poderia integrar a eventual chapa de Serra na condição de vice. O dirigente cita, sem titubear, a senadora Katia Abreu (TO): “Ela é acima da média”. Ele também fez prognósticos para o presidente nacional da legenda, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. “É lógico que o Kassab é candidato ao governo de São Paulo.” Apesar da avaliação de que seu partido poderá apoiar Serra, o dirigente descartou a hipótese de o tucano migrar para o PSD. Isso poderia causar “racha na legenda”, justifica. Com Lula. Num cenário remoto, em que Dilma não disputaria a reeleição, o secretário-geral do PSD avaliou duas possíveis saídas para o PT em 2014. Uma óbvia com a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outra, sem o ex-presidente e sem Dilma. “Se for o Lula, lutarei loucamente para o partido ir com o Serra”, avisa. Para Queiroz, se o petista entrar no páreo, ele anula a possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). “Você terá um jogo fantástico com dois candidatos de oposição, Aécio e Serra, disputando para chegar no segundo turno com o Lula.” Sem Lula e sem Dilma, o PT, na avaliação do secretário-geral do PSD, teria o nome de Eduardo Campos como alternativa. “O que o PT poderá fazer? A única saída será o Eduardo Campos, que é o cara que pode equilibrar as forças”, considerou. Questionado sobre um possível apoio do PSD a Eduardo Campos, o dirigente ponderou: “E por que iríamos com o Eduardo? Para ser o quarto partido? Uma eventual aliança com o PSDB também é tida como pouco provável diante da previsão de disputas acirradas entre as duas legendas nos Estados. “Temos experiência de parcerias com o PSDB. Caminhar com Aécio nos abriria poucos espaços para candidatos aos governos estaduais, senadores e deputados”, analisou Queiroz.


3 comentários

  1. silvajr
    quinta-feira, 25 de julho de 2013 – 20:15 hs

    Jornal do Brasil, isso sim é jornal, Campana.

    O mundo inteiro passa por uma crise econômica e social, decorrente da ganância dos banqueiros, que controlam o valor das moedas, o fluxo de crédito, o preço internacional das commodities.
    Diante deles, os governos se sentem amedrontados, ou cúmplices, conforme o caso e poucos resistem.
    A União Europeia desmantela-se: o fim do estado de bem-estar, o corte nos orçamentos sociais, a desconfiança entre os países associados, a indignação dos cidadãos e a incapacidade dos governantes em controlar politicamente a crise, que tem a sua expressão maior no desemprego e na pauperização de povos.
    Se não forem adotadas medidas corajosas contra os grandes bancos, podemos esperar o caos planetário, que a irresponsabilidade arquiteta.
    A China, exposta como modelo de crescimento, é o caso mais desolador de crescente desigualdade social no mundo, com a ostentação de seus bilionários em uma região industrializada e centenas de milhões de pessoas na miséria no resto do país. Isso sem falar nas condições semiescravas de seus trabalhadores – já denunciadas como sendo inerentes ao “Sistema Asiático de Produção”.
    Os Estados Unidos, pátria do capitalismo liberal e neoliberal, foram obrigados a intervir pesadamente no mercado financeiro a fim de salvar e reestruturar bancos e agências de seguro, além de evitar a falência da General Motors.
    Neste mundo sombrio, o Brasil se destaca com sua política social. Está eliminando, passo a passo , a pobreza absoluta, ampliando a formação universitária de jovens de origem modesta, abrindo novas fronteiras agrícolas e obtendo os menores níveis de desemprego de sua história.
    Não obstante esses êxitos nacionais, o governo está sob ataque histérico dos grandes meios político-financeiros.
    Na falta de motivo, o pretexto agora é a inflação. Ora, todas as fontes demonstram que a inflação do governo anterior a Lula foi muito maior que nos últimos 10 anos.
    O Jornal do Brasil, fiel a sua tradição secular, mantém a confiança na chefia do Estado Democrático e denúncia, como de lesa-pátria, porque sabota a economia, a campanha orquestrada contra o Governo – que lembra outros momentos de nossa história, alguns deles com desfecho trágico e o sofrimento de toda a nação.

  2. Mané do sudoeste
    sexta-feira, 26 de julho de 2013 – 10:00 hs

    Eita partidinho criado só para estar no poder. Já estão abandonando o barco do então governo. Cambada de oportunistas este tal de PSD.Esses deputados e governadores da sigls não tiveram nenhum voto pela legenda, vieram de outros partidos.

  3. Irineu
    sexta-feira, 26 de julho de 2013 – 17:46 hs

    Infelizmente a Dilma ainda não notou que está sendo fritada pelos seus próprios subordinados, inclusive Lula com seus escândalos (Rosemary,Petrobrás, seu filho milionário da noite para o dia e outras coisitas más).

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