Mulher de prefeito do PR é presa por guardar incorretamente remédios | Fábio Campana

Mulher de prefeito do PR é presa por guardar incorretamente remédios

Do G1 PR, em Paranavaí:

A primeira-dama e secretária municipal de Assistência Social do município de Alto Piquiri, no noroeste do Paraná, Maria Célia de Araújo Silva, foi presa em flagrante nesta terça-feira (16) por suspeita de armazenamento irregular de 11 caixas de remédios de uso controlado no Centro Social da cidade.

O Ministério Público prendeu a primeira-dama porque não encontrou a nota fiscal de compra dos remédios e a receita médica na sede da secretaria. A esposa do prefeito Elias Pereira da Silva (PV) foi liberada após prestar depoimento na Delegacia de Alto Piquiri. O juiz entendeu que não havia necessidade da prisão.

De acordo com o delegado de Xamberê, Valdir Balan, que atendeu e acompanhou a ocorrência, a prisão ocorreu por um descuido da prefeitura que não deixou as notas fiscais de compra e a receita médica na própria secretaria. Segundo ele, assim que a primeira dama foi encaminhada para a delegacia, a prefeitura apresentou todos os documentos necessários. “A prefeitura trouxe a nota fiscal da compra, a receita médica e o próprio promotor entendeu que não era necessária a prisão e pediu para o juiz liberá-la”, explica.

O MP de Alto Piquiri recebeu informações, através de denúncia anônima, que a Secretaria de Assistência Social estaria distribuindo o medicamento Ritalina, utilizado para amenizar os sintomas de déficit de atenção, sem a utilização de receita médica e que o local onde esses remédios eram guardados não era adequado.

Em inspeção no local, o promotor, que não quis gravar entrevista, identificou que o espaço não era seguro e que não havia o controle da distribuição desses medicamentos registrados em livros oficiais, o que é exigido por norma sanitária. Por isso, decidiu pela apreensão das 11 caixas de remédio e instauração de inquérito para apurar a situação.

Além disso, ainda conforme o MP, esses remédios deveriam estar sob a responsabilidade técnica da Farmácia Municipal, órgão responsável pela guarda e distribuição de medicamentos comprados pela cidade. Isso impede, segundo ele, que qualquer pessoa tenha acesso a medicamentos controlados.

O secretário municipal de Saúde, Edvaldo Nunes da Silva, explica que as caixas estavam na Secretaria de Assistência Social para serem distribuídas a famílias que não têm condições de comprar o remédio, que custa R$ 19 a caixa. “Temos famílias no município que não têm condições de comprar todo o mês esse medicamento e por isso o município ficou responsável pela compra e distribuição”, afirma. “A secretaria de Assistência Social ajuda na entrega, pois sabe o endereço dessas famílias e pode entregar a medicação em segurança”, argumenta.

O prefeito de Alto Piquiri argumenta que os remédios estavam trancados em um armário e identificados com os nomes das pessoas que receberiam o remédio. De acordo com ele, a secretaria faz isso porque a farmácia municipal está sobrecarregada de serviço e não conseguiria entregar os remédios. ”A minha mulher também é farmacêutica e ela faz esse repasse para facilitar a entrega para as famílias, isso tudo foi um mal entendido”, defende. Ele acredita que a denúncia partiu da oposição que quer desestabilizar seu mandato. “Essa denúncia é infundada. É a secretaria de assistência social que fica com o cadastro e controle das famílias que precisam da medicação e nós distribuímos corretamente o remédio”, conta.

O Ministério Público vai investigar o caso e a secretária de Assistência Social, Maria Célia de Araújo Silva, vai responder judicialmente por guardar e entregar remédios, mesmo que gratuitamente, sem autorização da Anvisa.


5 comentários

  1. A Sociedade Responde
    quinta-feira, 18 de julho de 2013 – 10:44 hs

    Um absurdo, não é mesmo? Desse prazo para a Sra. apresentar a documentação necessária como nas melhores democracias.

    Agora, ela deveria entrar com ação de danos morais e pedir indenização. A isso se chama pressa para mostrar serviço. Nada mais do que isso. Não contribuiu em nada para o aprimoramento do serviço público. Não nesse caso e dessa forma.

  2. ATA
    quinta-feira, 18 de julho de 2013 – 11:05 hs

    este mp………………

  3. Alessandro
    quinta-feira, 18 de julho de 2013 – 11:10 hs

    Abuso de autoridade.
    É mentira que livros oficiais sejam obrigatórios. Essa norma já era!
    Hoje só é obrigatório o SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados).
    A secretaria possuía notas fiscais e as receitas médicas, além de estarem como exigido pela Vigilância Sanitária, armazenados em armários trancados e identificados, sob a responsabilidade de farmacêutica.

  4. Antenor
    quinta-feira, 18 de julho de 2013 – 13:37 hs

    Como são machões quando se trata de pessoa comum.
    Se fosse criminoso perigoso, sequer iriam atrás.

  5. ivan
    sexta-feira, 19 de julho de 2013 – 10:42 hs

    . Esse MP é um verdadeiro ‘Mistério’ . Aki na ALEP, por exemplo, nunca investigaram nada . Quem investigou e denunciou foi a GAZETA DO POVO .

    . E nos últimos 10 anos , desviaram da ALEP (DINHEIRO PÚBLICO, CLARO) só 200 milhões, REPITO 200 MILHÕES .

    . ONDE ANDAVA O OPERANTE E DESTEMIDO ( rsrsrs…) MPE … ??????

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