Médicos paralisam atividades em quase todo o Paraná, segundo CRM | Fábio Campana

Médicos paralisam atividades em quase todo o Paraná, segundo CRM

Do G1 PR:

Médicos de várias regiões do estado paralisaram as atividades nesta terça-feira (23) seguindo o calendário de paralisações programado pelas entidades médicas nacionais, conforme o Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRM-PR). A decisão foi tomada em assembleia na noite de segunda-feira (22). Os atendimentos de emergência e urgência estão funcionando normalmente. Segundo o CRM-PR, os médicos de algumas regiões do estado não aderiram à paralisação. Porém, estão solidários à causa e trabalham de preto ou, então, com uma faixa preta no braço.

Em Maringá, no norte do Paraná, não houve paralisação – assim como nos municípios da região metropolitana, como Sarandi, Paiçandu e Mandaguari.

Também não houve paralisação dos médicos em Foz do Iguaçu e em Cascavel, no oeste do estado. Às 19h, será realizada uma reunião na Associação Médica de Foz do Iguaçu para os médicos avaliarem as decisões tomadas por Curitiba.

Já em Londrina, no norte, a adesão à mobilização nacional é baixa, já que a assembleia para definir a paralisação foi realizada apenas na noite de segunda-feira, segundo o presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Antônio Caetano de Paula. Ele afirma que não houve tempo necessário para avisar autoridades representativas da classe médica – Secretaria Municipal de Saúde, 17ª Regional de Saúde e Prefeitura de Londrina, por exemplo.

“Não esperamos uma grande porcentagem de adesão à paralisação, já que a orientação foi passada apenas na noite de ontem [segunda-feira]. Não houve tempo hábil para que os médicos soubessem. Mesmo assim, alguns colegas fecharam os consultórios hoje [terça-feira]. A expectativa é que façamos outros atos nos dias 30 e 31 de julho, aí sim com participação bem maior da classe”.

Até as 10h30, cerca de 500 médicos estavam reunidos na sede da Associação Médica do Paraná, na capital parananese, para decidir o que será feito ao longo do dia, de acordo com o CRM-PR.

Os médicos pedem são pela derrubada dos vetos à regulamentação das competências médicas (Lei do Ato Médico) e da MP 62, que institui o programa Mais Médicos, e por mais investimentos do governo na saúde – defendidos pelo projeto Saúde +10. Melhores condições de trabalho e criação de plano de carreira para os médicos do SUS também estão entre as reivindicações da categoria.

Além da greve desta terça-feira, com a decisão da assembleia, a paralisação dos médicos paranaenses deve ocorrer novamente nos dias 30 e 31, conforme deliberação da Federação Nacional dos Médicos, Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina.


11 comentários

  1. wal
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 15:30 hs

    QUE POUCA VERGONHA, NÃO QUEREM É TRABALHAR

  2. sergio silvestre
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 15:33 hs

    Os médicos que cobram 300 reais a consulta tambem pararam?

  3. tadeu rocha
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 16:41 hs

    PARABENS PARA OS MÉDICOS, A DILMA ACHA QUE OS MÉDICOS DO PARANA SAO BURROS, DILMA VOLTAR ATRAS NUNCA MAIS…….

  4. PAULO
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 17:41 hs

    o problema caro fabio e que falta medico até na capital, imagine no interior.
    a falando em governo federal, esta mal mesmo, com todo problema internacionall120,0000 nova vagas de emprego registradas em junho

  5. pedrosilva
    quarta-feira, 24 de julho de 2013 – 8:00 hs

    Os médicos so querem ver o lado deles e uma vergonha isso que estão fazendo com o povo, so pensam no BOLSO querem fazer um monopólio para ganhar mais. ACHO SmI QUE ESTA CERTO O GOVERNO, O BACHAREL EM DIREITO TEM QUE FAZER PROVA DA OAB, POR QUE NAO PODEM TRABALHAR NO SUS? nao e de graça iram receber.

  6. wal
    quarta-feira, 24 de julho de 2013 – 9:17 hs

    tadeu, vc é médico ou só puxa saco de quem gosta de ferrar pobre?

  7. Gardenal
    quarta-feira, 24 de julho de 2013 – 9:59 hs

    A classe média-alta também deveria protestar contra as grandes empreiteiras. A construção civil está importando mão-de-obra da Bolívia e Haiti para fazer casas e edifícios de alto padrão. E olha que as condições de trabalho dos nossos operários não são exatamente de primeiro mundo. Mas se for pra fazer um “Business Center Qualquer Coisa” ou “International World Mall of Batel”, aí pode.

  8. 'ademir "
    quarta-feira, 24 de julho de 2013 – 11:19 hs

    Médicos são poucos, a grande maioria é de médicus, filhinhos
    de papai saídos de escolas particulares fazendo medicina por
    status e em busca de muito dinheiro. ” máfia branca ” !

  9. verdade
    quarta-feira, 24 de julho de 2013 – 12:08 hs

    Medicos não faltam! O que falta eh boa vontade para atender os doentes…se você tem 300 reais aparece médico de todo canto para atender. Caso contrário… Tem excelentes hospitais em Curitiba mas o tratamento que os médicos dão aos pacientes eh pior de clínica veterinária!

  10. Parreiras Rodrigues
    quarta-feira, 24 de julho de 2013 – 12:26 hs

    A gente conhece uma porrada de novos médicos que querem trabalhar em suas cidades de origem.
    São os filhos dos roceiros ou dos comerciantes que sabem dos calos nas mãos dos seus pais para sustentá-los na faculdade, nas repúblicas.
    Desistem quando conhecem as instalações dos postos de saúde, das unidades sanitárias, a falta de aparelhos.
    Não colocarão em risco a confiabilidade que devem preservar, pela falta dum aparelho de raio-x.

  11. paulo
    quarta-feira, 24 de julho de 2013 – 13:13 hs

    se verificar, a população esta com o governo. a “importação” não e um caso brasileiro, muitas nações utizam deste espediente.

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