Governo vê risco de apagão em 2014 | Fábio Campana

Governo vê risco de apagão em 2014

Do Correio Braziliense:

O governo alertou para o risco de haver blecautes e até racionamento de eletricidade em 2014, caso não consiga encerrar o impasse judicial em torno do custo extra da energia termelétrica, em razão da escassez de água nos reservatórios de hidrelétricas, no ano passado. A conta já alcança R$ R$ 5 bilhões este ano. A imposição de um rateio de metade de todo o gasto com a energia fornecida por usinas a óleo e gás entre geradoras e comercializadoras já resultou em 10 liminares contrárias ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Para especialistas, todos os desfechos possíveis indicam, em algum momento, prejuízo certo para o bolso do consumidor.

A Advocacia-Geral da União (AGU) tenta, há pouco mais de um mês, perante o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, cassar as decisões favoráveis às empresas do setor, alegando que a derrubada da instrução do CNPE criaria um “vazio regulatório”. AGU argumenta que a manutenção do imbróglio impedirá o acionamento de outras térmicas, o que poderá deixar o país às escuras, afetando inclusive a Copa do Mundo de 2014. A energia térmica adicionada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) é bem mais cara que a das hidrelétricas.

Consumidor
“Até a Petrobras reagiu contra essa decisão arbitrária e sem qualquer lógica jurídica ou mercadológica”, observou Andrew Storfer, da América Energia. O maior receio do Planalto é que a revogação da norma do CNPE derrube de vez o propalado esforço governamental para baratear a conta de luz de empresas e de famílias. No fim do mês passado, a briga em torno dos custos das termelétricas chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), com a União tentando os últimos recursos para derrubar decisões e julgamentos provisórios em favor das associadas de entidades que contestam a partilha compulsória. Antes, o gasto adicional em nome da segurança energética era coberto só pelos usuários do sistema .

As indefinições sobre o preço da energia negociada no mercado livre poderão também representar pesados passivos para as empresas, a curto prazo. “A exposição a mais um inesperado custo ampliou o risco regulatório do setor. Os impactos dessa intervenção poderão se refletir no bolso do consumidor, com encarecimento de tarifas nos próximos leilões de energia nova”, avaliou Walter Fróes, da CMU Energia. Para o executivo, os empreendimentos novos deverão buscar proteção para eventuais novas imposições do Planalto. “A judicialização é fruto da falta de diálogo”, resumiu.

» Solução para distribuidoras

O governo quer definir até agosto os critérios de renovação das concessões de distribuidoras, encerrando logo período de incertezas no setor elétrico, iniciado no ano passado. A tendência é renovar antecipadamente os contratos de empresas que apresentem bons indicadores de desempenho. No caso das companhias com deficiências graves de qualidade no serviço prestado, uma das propostas é fixar metas de ajuste até a data de vencimento, sobretudo de 2015 a 2017. Quem atingisse os objetivos, teria a renovação. Nos demais casos, as concessões seriam retomadas pela União. Neste período vencem os contratos de 37 das 63 distribuidoras em atividade no Brasil, entre as quais as rebeldes Cemig (MG) e Copel (PR), além das federalizadas controladas pela Eletrobras.


9 comentários

  1. Mr.Scrooge
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 12:09 hs

    O quê, apagão ? Isto não é coisa de tucano? Quem te viu e quem te vê não é mesmo? Cuspir pra cima dá nisto.

  2. tadeu rocha
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 12:10 hs

    governo federal ve a risco de apagao em 2014, sera que ele ve os salários dos dep. senador etc, para um risco de apagao, sera que o governo ve esses mensalao etc, na verdade quem vai pagar isso samos nós brasileiros de novo, isso é uma vergonha…….

  3. Astolfo
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 13:40 hs

    De novo??? Isso é coisa de tucano.

  4. Parreiras Rodrigues
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 13:56 hs

    As concessionárias, entre elas a Copel, que se recusaram a reduzir suas tarifas, foram azucrinadas pelos lulistas, dizendo-as voltadas para o lucro dos seus acionistas, eticeraetal.
    Dona Dilma lavou a égua faturando politicamente durante sua aparição em rede.

  5. avatar
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 15:56 hs

    Que tal desligar a luz daqueles que são contra a instalação de usinas hidroeletricas no país?

    Ora, nada mais justo!!!

    são contra as usinas, mas são os que mais gastam energia…conheci uma ambientalista que ficava duas horas no banho.

    falam uma coisa e fazem outra!!!

  6. fiscalde realeza
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 20:05 hs

    isso é coisa de tucanos ate promessa a globo e seus seguidores para continuar as estiagens para ter apqagao mas isso nao aconteçeu agora ficam inventado para ver o povo ficar preocupado mas deus é do pt e trabalho berm feito que eles vem fazendo as mandingas da pig jamais pegara

  7. Pedrão
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 20:07 hs

    Cadê a mulher do PIG, será que o apagão é coisa do PIG?. Toma Dª Salete.

  8. Silva
    terça-feira, 23 de julho de 2013 – 23:52 hs

    Apagao geral…de eletrcidade…de portos..de aeroportos..de hospitais…PT nunca mais !

  9. Mané do sudoeste
    quarta-feira, 24 de julho de 2013 – 10:46 hs

    Mas há 10 anos atrás, falaram que apagão nunca mais….Palavras da então Ministra e Energia da época Dilma…..O que será que está acontecendo ? Outra coisa, foi vender a idéia para Santa Santidade que o país só existe de 10 anos para cá..Até para esse ela mente e mente.Enquanto isso, a vida continua.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*