Curso de medicina passará de 6 para 8 anos | Fábio Campana

Curso de medicina passará de 6 para 8 anos

Da Folha de S.Paulo:

O governo fará uma mudança nos cursos públicos e privados de medicina. Além de cursarem os seis anos hoje previstos, alunos que ingressarem na graduação no início de 2015 trabalharão dois anos na rede pública de saúde antes de conseguirem o registro definitivo de médico.

Nesse período extra, chamado de “2º ciclo” pelo governo, o médico continuará em formação, trabalhando exclusivamente em postos de saúde, pronto socorros e no Samu, sempre vinculado à instituição de ensino original. Ou seja, não poderá dar plantão por fora nem abrir consultório. Receberá uma bolsa do Ministério da Saúde, com valor ainda não definido –a expectativa é que fique entre R$ 3 mil e R$ 8 mil.

Essa medida faz parte de um pacote de ações na saúde que serão anunciadas, na tarde desta segunda-feira (8), pela presidente Dilma Rousseff. Entre elas, está ainda a vinda de médicos estrangeiros para o país.

O Ministério da Saúde diz ter se inspirado no modelo do Reino Unido para criar o novo formato do curso de medicina. O objetivo, segundo o ministério, é melhorar a formação do médico na atenção básica.

Apesar de o discurso oficial não ter esse foco, a expectativa é que o “2 ciclo” despeje 20 mil médicos na rede básica e pública de saúde em 2021.

A alteração será feita via uma medida provisória que será publicada no “Diário Oficial” da União de terça.


27 comentários

  1. José Carlos
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 16:22 hs

    Puta que Pariu….. MAIS UMA BOLSA. O governo chama de bolsa por que é pequena e cabe pouco dinheiro …. para os Políticos chama-se mala….. obviamente cabe mais …..

  2. José Carlos
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 16:24 hs

    Alguém sabe me dizer quantas bolsas existem no governo da Dilma …. já perdi a conta ….. Mala eu sei que tem 39 …. 40 com ela.

  3. José Carlos
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 16:26 hs

    Forma rápida e fácil de resolver o problema dos médicos. Ao invés de pagar um salário descente vão obrigar os médicos a trabalhar dois anos e pagar uma mixaria. Duvido muito que os Cubanos aceitem isso …..

  4. José Carlos
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 16:29 hs

    Se isso não for uma ditadura não sei mais o que pensar. Imaginem uma pessoa passar 5 anos estudando, e ter que trabalhar dois para governo. Deviam fazer isso com os Políticos. Experimente colocar um político para trabalhar em prol do povo e pagar uma bolsinha de 3 ou 8 mil reais pra ele. Se bem q

  5. wal
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 16:30 hs

    muito dinheiro pra não fazer nada, esses burguesinhos da medicina são contra o bolsa familia pra quem precisa de verdade

  6. MISTER PASSEATA
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 16:40 hs

    Tomô, era melhor ter vindo os cubanos e enfiados lá no meio da mata amzonica. Agora quem terá que ir serão nòs. Há mas sempre tem um mandadozinho de segurança pos mais abastados.

  7. Doutor Prolegômeno
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 16:45 hs

    Mais uma salada russa de autoritarismo. Mal assessorada como sempre, madama presidenta quer exigir que os estudantes de medicina de cursos particulares que pagam a baba de 4 a 5 mil reais por mês em faculdades privadas vão trabalhar a leite de pato para em estabelecimentos públicos precários. Quando muito, no limite do totalitarismo, que o exija de quem faz cursos em universidades públicas. Isso faz parte do temperamento nazifascista do lulopetismo, que no fundo queria braços estendidos, passa de ganso e sieg-heil.

  8. Anibal Lado
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 16:47 hs

    Concordo com esta medida… porém o correto seria os alunos que estudaram com bolsas ou em universidades públicas devolver a população os investimentos que fizeream para os mesmos se formarem … quem pagou por conta própria particular não!

  9. Rosana
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 18:03 hs

    VAI SOBRAR PARA OS MÉDICOS, QUANDO A CULPA É DO PRÓPRIO GOVERNO.

  10. Mr.Scrooge
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 21:09 hs

    Que ótima ideia, assim depois de passarem pela realidade dos Postos e Unidades de Saúde, muitos médicos verão que o Serviço Publico não é lá aquelas coisas. E vão perder a vontade de arranjar com um boquinha nele. Se isto é bom? É mais do que bom, é ótimo. Sei do que falo, fui servidor do MS por 38 anos, e como conheci muito medico que só ia dar uma passadinha na seção, isto quando assinava o ponto.

  11. jobalo
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 21:12 hs

    Mais um tenebroso equivoco do nefasto e corrupto governo Petralha, Vejam que os ditadores(zinho) do Pt , nem consultaram a principal classe interessada , os Médicos , que País é este Meu Deus, êles tem uma diarréia mental e já passam para o papel e querem enfiar goela abaixo , Mas agora não vai ficar assim não, vai ter muita luta judicial , e espero que a classe médica sia ganhando.

  12. Da Rua
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 21:32 hs

    Governo Picareta da nisso, prejudica a saúde no Brasil , atrasa nossos médicos para trazer guerrilheiros para dar chazinho aos nossos doentes, açougueiros para cirurgias e aloprados para catequizar os menos favorecidos
    VAMOS PRA RUA NOVAMENTE CONTRA O GOVERNO DO PT

  13. J&P
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 23:34 hs

    Inconstitucional, nazista, stalinista.

  14. Fernando
    segunda-feira, 8 de julho de 2013 – 23:44 hs

    Nada democrática esta medida em que pese a real necessidade.
    Se pago a faculdade de medicina de meu filho, acredito que o encaminhamento de seu futuro à ele pertença…
    Porque o governo não convoca os “cotistas”, bolsistas e outros para esta compensação obrigatória do que eles usufruíram, não seria mais justo com a sociedade ?
    E haverá suporte material do governo para estes profissionais ? Ou continuará faltando, agulhas, seringas, fios de sutura, gaze, esparadrapo, remédios básicos e outros nas unidades de saúde ?

  15. Marcos Leandro
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 0:49 hs

    Como tudo que o governo faz ,mais um improviso , medidas tomadas no apagar das velas , depois de 10 anos que mudaram o País agora se descobriu que falta médico , e vamos dar uma canetada , teremos “Faculdades de Medicina até em Curiúva “, bom , claro que já temos os professores muito qualificados e prontos para dar aulas a estes alunos , como também já temos a estrutura física pronta para implantação dos cursos , como também já temos a previsão no orçamento para as despesas decorrentes desta magnifica canetada , e tudo isso feito a partir de um rigoroso planejamento , aliás , gostaria de saber com relação a outra magnífica ideia de importar Médicos , vai pagar 10 mil , descontando imposto de renda e INSS , que de certo como todo cidadão ele vai ter que pagar sua renda ficará uns 7 mil por mês , quem virá trabalhar no Brasil , com exclusividade , nos confins do País ?
    Será que um médico na Espanha ou Portugal que tenha uma boa qualificação ou especialização , recebe menos que isso lá? Porque se não for por dinheiro , que motivação teria de se deslocar para o Brasil nas condições apresentadas ?
    A não ser que o Governo Dilma esteja planejando fazer um convenio com a ONG médicos sem fronteiras , não teremos por aqui grandes profissionais do exterior.

  16. VISIONÁRIO
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 5:43 hs

    Este governo maldito do PT tenta novamente enquadrar o povão co-
    mo se fossem lixo. Importar Cubanos ou espanhois mal qualificados
    para trabalhar nos confins é simplesmente dar uma faca e alguns pu-
    nhados de milho e jogar o cidadão dentro da mata Amazonica.
    É um erro de diagnóstico catastrófico. Os médicos não vão para o
    fim do mundo porque simplesmente não há condições de trabalho
    condizente com o atendimento do ser humano. Deste jeito o melhor
    seria se desse essa “bolsa medicina” como ajuda de custos aos ín-
    dios pagé !!!

  17. Koba
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 6:42 hs

    Até que enfim, a Dilma esta ouvindo as Ruas.
    Ótima iniciativa.

  18. HAMILTON LUIZ NASSIF= LONDRINA
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 6:43 hs

    Cutucaram no vespeiro ! Sai de baixo.

  19. Julio
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 9:59 hs

    Nada mais justo, nós brasileiros pagamos a universidade destes futuros médicos e normamente eles se formam e nunca prrestaram algum serviço para a saúde pública, esses dois anos seria uma forma de compensarem o que receberam na universidade. Parabens a presidenta Dilma, até que enfim uma proposta descente.

  20. Rodrigo
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 10:12 hs

    Parabéns Presidenta!! Finalmente a primeira medida decente do governo Dilma!!
    Normal o esperneio e a gritaria dos médicos. Nada que não esteja previsto na Constituição (artigo 200, inciso III) e na Lei Orgânica do SUS (lei 8.080/90, artigo 6º, inciso III). Não nem que se falar em diferenciação entre estudantes de universidades públicas e privadas, pois as universidades privadas se beneficiam de isenções de impostos e portanto são também financiadas pela sociedade.
    A principal função deuma universidade é formar conhecimento e mão de obra qualificada para ajudar a construir o país e o desenvolvimento humano. Não sepresta a universidade a formar tão simplesmente para o mercado. Não é diferente com relação às profissões da saúde. A saúde é um direito de todos e a universalização do acesso aos serviços de saúde se constitui num dos objetivos da República.
    Tal medida do governo deveria ser ainda mais abrangente e incluir todas as profissões da saúde. Só será possível construir um SUS com o mínimo de qualidade com a participação dos profissionias de saúde. Médico não deve ser um produto a exposição na vitrine do mercado, assim simplesmente. O médico e demais profissionais de saúde devem colaborar para construir o serviço público de saúde, devem participar como cidadãos e profissionais, afinal no fim das contas também são usuários do sistema. Aliás, todos os brasileiros são usuários do SUS, até os que pagam planos de saúde. Ou alguém acha que não? Quem é que fiscaliza as ações de vigilância sanitária, epidemiológica, ambiental?? 98% dos transplantes de órgãos no país são realizados pelo SUS. 100% dos atendimentos de emergência no caso de acidentes e trauma são atendidos pelo SUS.
    Países como Noruega e Suécia só são o que são hoje porque seus cidadãos assumiram também o papel de protagonistas na construção das suas nações.
    Essa medida além de levar médicos aos cantões, de garantir um mínimo de assitência para os cidadãos, gera empregos e fomenta a descoberta de profissionais com vocação para se construir um SUS de qualidade, tanto em relação à sua gestão quanto na prestação de serviços de saúde propriamente ditos.
    Boa Dilma!!! essa foi na gaveta!!!

  21. carlos a.r.
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 10:58 hs

    Concordo, todo estudante bolsista e formado em faculdades publicas devem sim pagar pelo estudo gratuito que receberam da nação.Não só medicos deveriam se inclusos todos os cursos. engenharia, farmacia, quimica etc.Afinal quem paga para eles estudarem somos nós.Sem essa de comunismo, nos postos ele vão conhecer a medicina de verdade.

  22. Tisa Kastrup
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 11:07 hs

    Antes foram os negros, agora são os médicos. Escravidão disfarçada de bolsa-médico.

    Que a presidANTA mande também os advogados recém-formados em universidades públicas para exercerem a advocacia dativa no interior, para assim resolver o problema da inexistência de defensoria pública.

    Ridícula, não sabe ouvir nem as ruas muito menos as autoridades no assunto em questão: nem ao menos consultou o Conselho Federal de Medicina.
    Só faz m&red@ mesmo!

  23. Professor
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 12:04 hs

    UM AVALANCHE DE ASNEIRAS.
    Um médico formado hoje pelas nossas faculdades não sabe nem aplicar uma injeção.
    Todos eles procuram fazer uma resid|ência ou uma especialização para poderem se inserir no mercado de trabalho com vantagem, se não fizerem isso irão passar o resto da vida como boia-fria da medicina, fazendo plantões e mais plantões, porque hoje nem um médico sai da faculdade com capacidade plena de atender uma clínica geral.
    Dou o maior apoio para que os médicos formados passem por um estágio de aprendizagem. E este estágio pode ser o serviço preconizado pelo governo.
    Vejam só:
    Um médico fazendo residencia deve ganhar uma bolsa de R$ 1.800,00 por mes, o que o governo propõe é um emprego com salário de até R$ 10.000,00.
    O que esta classe quer?
    Não dá para entender.
    A sim, o que os médicos querem é ganhar da prefeitura municipal R$ 5.000,00 por mes por 20 horas semanais e trabalhar apenas alguns minutos, no máximo um plantãozinho de 6 horas.
    Assim não há prefeitura que aguente e tambem não pode nem pensar em construir um plano de carreira.
    Tambem sou a favor de que os médicos formados passem por um exame de suficiência, assim como advogados e contadores.
    Deixem de ser corporativos e pensem na população que depende de vocês.
    Para uma consultinha de 2 minutos no posto de saúde, é melhor procurar a benzedeira do bairro que pelo menos o cliente sai mais conformado, pois o benzimento dura uns 5 minutos.
    Outro absurdo ouvi hoje no bom dia Paraná. Um grandão da Associação Médica dizendo que o médico não pode consultar apenas com um estetoscópio e um aparelho de medir pressão. Em pontos até concordo com ele, pois os médicos que saem das faculdade hoje não possuem o conhecimento de uma anamnese, não existe mais a cultura do conhecimento próprio do médico. Se não entendeu o barulhinho do pulmão lá vai: raio X, tomografia, ressonância, exame de escarro, hemograma, etc…. E o coitado do cliente do SUS vai fazer tudo isso, só que leva um ano para poder ser atendido pelos laboratórios. Aí descobre que não tem nada, era apenas uma gripe.
    Hoje dá para ser médico por catálogo.
    Vejo alguns sintomas, peço um caminhão de exames e os analiso. Qualquer pessoa alfabetizada pode fazer isso.
    MÉDICOS; VÃO TRABALHAR

  24. Alessandro
    terça-feira, 9 de julho de 2013 – 13:07 hs

    Mais uma vez, uma lição de autoritarismo da Dilma.
    Fernando está coberto de razão. Quem paga do bolso para fazer medicina não tem nada que trabalhar à força pro Governo.
    E não bastam médicos, necessita-se de estrutura.
    Uma vergonha esse Governo da Dilma.

  25. ENFIM A REVOLUÇÃO
    quarta-feira, 10 de julho de 2013 – 12:01 hs

    O PT NÃO RESPEITA A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA PQ ESSA FOI ESCRITA PELA ELITE!! O POVO QUER A DITADURA DO PROLETARIADO!! O PT ESTÁ CERTO EM TIRAR A LIBERDADE DESSES MÉDICOS ELITISTAS E RICOS!!! É A VEZ DELES SEREM ESCRAVIZADOS!! TODA A BURGUESIA DEVE SER SUBJUGADA AO CONTROLE DO ESTADO COMUNISTA E TRABALHAR 2 ANOS DE GRAÇA PARA O POVO!! PENA DE MORTE SE COMETEREM UM ERRO MÉDICO!! DILMA TEM MEU RESPEITO E APOIO TOTAL!!

  26. maria do carmo campos
    quinta-feira, 11 de julho de 2013 – 18:26 hs

    COM MAIS ESSA DIFICULDADE PARA O ESTUDANTE EU QUERO VER É QUEM VAI QUERER ESCOLHER ESSA PROFISSÃO!

  27. Sou médica e apoio os 8 anos..
    quinta-feira, 18 de julho de 2013 – 1:06 hs

    Mandar os recém formados em Direito fazer dativo por por 2 anos antes de se formar? Que piada. Os advogados fazem defensoria dativa POR TODA A CARREIRA, por míseras URH’s (ganha-se em média 10x a menos do que o estipulado pelos serviços pelas tabelas da OAB). É um desprestígio ao trabalho? É! E não é por dois anos, é por toda a carreira, é rotina do advogado. E eles reclamam? Não, porque eles têm consciência que seu serviço é essencial à administração da justiça e, consequentemente, para o próprio funcionamento de um dos três poderes basilares da democracia.
    Quanto aos médicos, podendo acumular plantões e mais plantões em diversos hospitais e ainda, paralelamente, atuar no setor privado, compreensível que se reclame do “estágio no SUS”.
    O médico é essencial para o adequado prestacionamento do serviço de saúde pública. Tá faltando formação humanitária para os médicos. Hoje em dia se faz o curso por prestígio, por status, por dinheiro e até mesmo por desafio pessoal e autoafirmação (por ser difícil de passar e cursar) e esquece-se da vocação, do lado humanitário, do altruísmo. Quero salientar que sou médica há 17 anos, tendo atuado no SUS por mais de 10 anos. Posteriormente cursei Serviço Social e Direito, sendo que hoje sou médica assistente do Centro de Apoio do Ministério Público do PR. Isso me permitiu uma visão mais global do tema..
    Acompanhando alguns Inquéritos Civis de todas as Promotorias de Justiça Especializadas em Saúde Pública do Estado do Paraná, tive a oportunidade de notar que a falta de médicos, quase que em regra, dá-se pelo fato de nem haverem inscritos suficientes nos concursos públicos. Provavelmente desestimulados por faltas de recursos. O resultado é um problema social quase que insanável: os que passam nos concursos, passam com notas baixíssimas, o que os revela despreparados e desmotivados a trabalhar na rede pública. Pior! Para poderem manter clínicas particulares de maneira paralela à rede pública, negligenciam e agem com descaso com a rede pública, muitas vezes cometendo atos de improbidade administrativa, devido ao fato de serem funcionários públicos. Vc pode me dizer que isto não é regra, mas fazendo um levantamento de todo o estado do Paraná, por exemplo, mais da metade dos médicos tem investigações e processos por improbidade. É comum, é rotineiro.
    Faltam recursos? Evidentemente. Eu passei e convivi com isso. Porém, vejo como correta a medida como um paliativo, até que sejam sanadas as deficiências estruturais e defasagem tecnológica do SUS, o que demanda tempo, por depender de todo um rígido procedimento administrativo (licitação, empenho, etc) para a aquisição de material.
    Insisto, tá faltando humanidade e senso de coletividade para os médicos. Os médicos precisam urgentemente parar com o elitismo que sobe nas suas cabeças e compreender que até corrigir a própria estrutura do SUS, a competencia para construir uma rede publica de qualidade é toda nossa, dentro dos limites dos nossos sacrifícios. Ademais, como cidadã agora eu afirmo: não adianta ir às ruas gritar por mudanças e exigir até as calças do Estado se você não fizer a sua parte e ajudar a construir um novo país. Democracia não é só esbravejar direitos, mas também contribuir com a coletividade. Não vamos ver nosso país melhorar se não fizermos certos sacrifícios, e isto demanda atitudes de toda a coletividade. No caso dos médicos, prestando serviços no SUS a fim de atender à demanda da rede pública, suprindo a falta de médicos de maneira obrigatória.
    Por essas e outras que digo que pensando exclusivamente como médica, também seria contra, por achar um desrespeito as condições de trabalho dadas. Pensando como assistente social, como bacharel em Direito e, principalmente, como médica que exerce a profissao por amor ao próximo, sou totalmente favorável à medida, não de forma permanente, mas de forma paliativa.
    Acho isso…

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