Eduardo Campos aposta na crise econômica | Fábio Campana

Eduardo Campos aposta na crise econômica

Campos anuncia que está construindo um entendimento para decidir sobre a candidatura no início de 2014, até por causa dos companheiros que, “por circunstâncias locais”, não poderiam se decidir agora, “apostando que o tempo vai me ajudar a acumular forças”.

Ele confia em que “as contradições regionais e a situação da economia” possam favorecê-lo e, por isso, adiou o anúncio da decisão, que seria em setembro deste ano.

“Uma decisão agora, com a rede rasgada dentro do partido, seria expor o partido a um racha. Por mais que a gente ganhe, não pode rasgar ao meio”, argumenta.

O prazo de setembro, um ano antes da eleição presidencial de 2014, serve, porém, para testar “quem está num projeto partidário e quem está num projeto pessoal. Quem está num projeto regional e pessoal pode esperar setembro para tomar seu destino. Aí, fazemos certa depuração”.

Ele se refere ao prazo mínimo para filiação a outro partido a fim de se candidatar nas eleições do ano que vem. “Setembro é uma data que começa a complicar quem está fazendo o jogo do PT. O cara vai ver que, se o partido tomar um rumo, e ele, outro, a situação vai ficar difícil para ele. Quem ficar depois de setembro vai ter o compromisso com o projeto do partido.”

O governador pernambucano acha que foi por essa questão de tempo que o governo deu “essa pressão toda”, movido não só por interesse próprio, “como também por gente que está aqui dentro do PSB”. O grande fato que Campos comemora é que está fazendo um ano que o PSB decidiu enfrentar o PT lançando um candidato à prefeitura de Recife (Geraldo Julio, que venceu no primeiro turno) e em outros estados do país.

“Nestes 12 meses, quem foi que ganhou?”, pergunta, para responder: “Nós (PSB) aumentamos de tamanho, passamos a estar no tabuleiro nacional, nosso pessoal passou a ser prestigiado, e o que é que eles ganharam nestes 12 meses? Tirando São Paulo, não ganharam a eleição municipal, estão metidos em uma situação muito mais complicada do que 12 meses atrás, com muito mais evidência de que há contradições na aliança, sobretudo nos quadros regionais.”


3 comentários

  1. cesar de barraquinha
    domingo, 16 de junho de 2013 – 16:26 hs

    Bem falou o Frei da minha Paróquia, Cristão, ou que seja este fiasco chamado campos, torcer para dar errado, para chegar ao poder. Um homem desses ai, ama o Brasil? Quer o Melhor para o Brasil? O que ele tem para oferecer ao Brasil e ao seu Povo? Oráculos???? É mais no meio da multidão que se deu bem graças aos parentes e fortunas..

  2. antonio
    domingo, 16 de junho de 2013 – 18:46 hs

    Esse é do ditado de quanto pior melhor. Mas é assim que funciona a política, infelizmente. Prá ter vez o que está no momento tem que dar errado.

  3. OCIMAR
    segunda-feira, 17 de junho de 2013 – 9:29 hs

    QUALQUER COISA QUE TIRE OS BANDIDOS VAGABUNDOS DO PT DE CENA,É VALIDO.

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