Dilma, em fogo brando | Fábio Campana

Dilma, em fogo brando

Por Paulo Guedes

A piora na economia atingiu em cheio a popularidade da presidente Dilma Rousseff. Mais inflação e menos crescimento derrubaram a aprovação de seu governo nas pesquisas de opinião pública. A estagflação, essa mistura de estagnação econômica com a persistente alta de preços, é uma ameaça à sua reeleição em 2014.

Caíram as intenções de voto na presidente, embora continue sendo a favorita em todas as simulações contra Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

A desaceleração do crescimento e a reaceleração dos preços confirmam uma tese em que tenho insistido. A de que somos prisioneiros da armadilha social-democrata do baixo crescimento.

A inapetência por reformas de modernização, a desatenção com o regime fiscal e com as metas monetárias, a regulamentação inadequada em setores de energia e infraestrutura, tudo isso desestimula o ritmo de investimentos na economia.

Apesar da queda nas intenções de voto, Dilma tem ainda o suficiente para vencer seus adversários no primeiro turno. Nas simulações em que Lula é o candidato do PT em seu lugar, a vantagem dos petistas fica ainda maior.

A esperteza política dos tucanos, de mexer na Constituição para permitir a reeleição de FH, tornou-se uma verdadeira maldição eleitoral para seus candidatos.

O melhor cenário para os oposicionistas na eleição de 2014 é que a estagflação cozinhe em fogo brando a candidatura de Dilma, sem derrubá-la a ponto de tornar necessário reconvocar Lula. Nesse caso, uma subida gradual das intenções de voto em Marina, Aécio e Campos poderia forçar o segundo turno. E só uma aliança oposicionista poderia derrotá-la.

Dilma enfrenta agora um problema com sua equipe econômica. O pífio desempenho da produção e o agravamento das expectativas inflacionárias adversas nos últimos meses levaram a uma vertiginosa perda de credibilidade de seu ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central.

A Fazenda reduziu impostos para amaciar os índices de inflação. E só agora o Banco Central deu sinal de vida, acelerando a alta dos juros. Mas, com o anúncio iminente de crédito bombando para baixa renda na aquisição de móveis, geladeira, fogão etc., torna-se difícil a reversão das expectativas inflacionárias. A equipe é fraca, e suas políticas, erráticas.

Paulo Guedes é economista.


4 comentários

  1. OS BEBÊS DE ROSEMARY
    terça-feira, 11 de junho de 2013 – 8:59 hs

    terça-feira, junho 11, 2013

    O jornalista Augusto Nunes vai direto ao ponto em apenas 1 minuto!

    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

  2. Gardel
    terça-feira, 11 de junho de 2013 – 10:19 hs

    Desrespeito e negligência para com a população e os malefícios dessa imposição. Tem sido gritante sua ascendência sobre o congresso. A Dilma devia aprender com FHC cujo maior legado, foi a estabilização da moeda.

  3. Pedrenrique
    terça-feira, 11 de junho de 2013 – 11:22 hs

    Crise econômica maior ou menor, e incompetência goverrnamental, sempre tivemos; e nem por isso nossos governantes foram excecrados em Pça Pública. Atravessamos inflação de 80% ao mês com Sarney, e ele está aí até hoje, belo e formoso.
    Oque acontece é que o povo está farto da patifaria petista em todos os escalões do governo, com denúncias gravíssimas toda semana, sem uma ação sequer de Dilma e sua turma, –
    A outrora “faxineira”, faxinou, faxinou, jogou tudo sob o tapete presidencial, para em seguida reaproveitar todo aquele lixo imundo ali depositado
    O petismo é uma farsa, e o povo brasileiro não é bobo!

  4. salete cesconento de arruda
    terça-feira, 11 de junho de 2013 – 19:39 hs

    E o Aécio?
    Cresceu menos do que o tal pibinho.
    Rsrsrsrsrsrs
    E quem vai ser o candidato da oposição agora que jogaram fora as MÁSCARAS do Joaquim?
    Pois é.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*