Câmara de Ponta Grossa volta atrás e não arquiva caso Ana Maria | Fábio Campana

Câmara de Ponta Grossa volta atrás e não arquiva caso Ana Maria

Do G1 PR:

O caso da vereadora Ana Maria de Holleben (sem partido), de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, acusada de forjar o próprio sequestro após a cerimônia de posse, em janeiro deste ano, vai continuar sendo investigado pela Câmara Municipal. Em sessão extraordinária, realizada na noite desta segunda-feira (24), 17 vereadores votaram contra o arquivamento do processo e três foram a favor. Ana Maria não participou da sessão e deve ser notificada sobre o resultado.

A vereadora já foi investigada pela Polícia Civil, que concluiu que o suposto sequestro dela foi simulado com a ajuda de assessores. Apesar de ter negado as acusações, o caso chegou a ir para a Justiça. No início de junho, a parlamentar fez um acordo e não vai responder por falsa comunicação de crime e fraude processual já que as penas não somariam mais de um ano de prisão. Esta medida está prevista em lei.

A votação desta segunda é resultado de um parecer protocolado por membros da Comissão Parlamentar Processante (CPP), na quarta-feira (19), que investiga o caso. Marcio Schirlo (PSB), Rogério Mioduski (PPS) e Julio Küller (PSD) somam os três votos a favor do arquivamento. Os parlamentares são os mesmos que fizeram o parecer.

Com a continuidade da investigação, a CPP vai elaborar um relatório final e encaminhar novamente ao Plenário. “Vamos supor que novamente a CPP diga que ela é inocente, se tiverem 16 votos para que derrube o relatório, a vereadora pode ser cassada pelo Plenário”, explica o presidente da Câmara, Aliel Machado (PC do B).

Manifestantes pedem a cassação
Em frente à Câmara Municipal, manifestantes se reuniram para pedir a cassação da vereadora. A Polícia Militar e a Guarda Municipal reforçaram a segurança para assegurar tranquilidade durante a votação. Todas as pessoas que entraram no legislativo foram revistadas.

No sábado (22), ponta-grossenses que vivem nos Estados Unidos aproveitaram a série de manifestações no exterior para protestar contra o arquivamento do processo. O aposentado Marco de Moraes, que mora em no país há mais de 20 anos, levou às ruas de Nova Iorque um cartaz mostrando a indignação sobre o caso. Para ele, esta foi a saída encontrada para mostrar a vontade de ajudar a cidade natal.

Ele acredita que a continuidade do processo de investigação é apenas uma das repostas pedidas pela população . “O resultado positivo momentaneamente foi alcançado. Com isso, nos dá mais ânimo para continuarmos no caminho da luta pela impunidade em nossa Ponta Grossa. E quem sabe assim, consigamos outras vitórias, como melhorias no transporte coletivo”, argumenta.

Sem partido
Ana Maria de Holleben está sem legenda desde 8 de junho, quando foi expulsa do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão foi tomada após um parecer da Comissão de Ética da legenda, que indicou a saída da parlamentar. Segundo o PT, a expulsão está amparada nas normas estabelecidas no estatuto do partido. A vereadora poderia recorrer da decisão, mas decidiu negociar a afiliação com outros três partidos.


Um comentário

  1. Pedro Rocha
    terça-feira, 25 de junho de 2013 – 20:42 hs

    Só pra cara dessa turma de vereadores de PG. Cara, nem os sabujos do PT querem essa tiazinha, e os manos se encolhendo?
    Cria vergonha, cara! – Respeite Ponta Grossa, sua história; e principalmente o incauto que votou em vc!

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