Crescimento de partidos menores pode provocar segundo turno | Fábio Campana

Crescimento de partidos menores pode provocar segundo turno

De Fernando Rodrigues, Folha SP:

A pesquisa Datafolha divulgada ontem teve a recepção esperada no governo e na oposição. Petistas argumentam que Dilma Rousseff ainda é bem avaliada e ganharia no primeiro turno se a eleição fosse hoje. Tucanos acham que a queda de oito pontos na popularidade presidencial é o prenúncio de uma derrocada mais adiante.

Governo e oposição estão apenas fazendo apostas. Nunca no Brasil contemporâneo a sucessão presidencial esteve definida com tanto tempo de antecedência.

Um aspecto ainda indefinido é que ninguém sabe quantos candidatos estarão na corrida presidencial de 2014. Quanto mais nomes competitivos, maior a chance de a decisão ir ao segundo turno –que ocorre se nenhum dos postulantes obtém, pelo menos, 50% mais um dos votos válidos.

Em 2010, havia três candidatos competitivos: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (então no PV e hoje montando a Rede). Para 2014, até o momento, há quatro nomes tradicionais pré-lançados: Dilma, Marina, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

Entre os partidos menores, já se declarou pré-candidato a presidente Everaldo Pereira, pastor evangélico e vice-presidente nacional do Partido Social Cristão –do polêmico deputado Marco Feliciano. Essa agremiação cresce a cada eleição.

Em 2002, o PSC elegeu um deputado federal e teve 500 mil votos no país inteiro. Em 2006, foi a nove cadeiras. Em 2010, dentro da aliança que deu a vitória a Dilma Rousseff, avançou mais e chegou a 17 deputados –com 3,1 milhões de votos no total.

Desde 2010 já não vigora mais a verticalização. Instituída em 1998, essa regra impedia que dois partidos aliados na disputa pelo Planalto apoiassem partidos divergentes nos Estados –e vice-versa. Agora, vale tudo.

Com o fim da verticalização, o número de nanicos voltou a subir. Em 2002, só houve dois microcandidatos na disputa pelo Planalto. Em 2006, foram quatro. Em 2010, chegaram a seis –mas com votação diminuta.

A fragmentação só ajuda a levar a eleição para o segundo turno se partidos pequenos e médios, estruturados como o PSC e o PSB, lançarem nomes próprios à disputa pela Presidência. Por enquanto, esse é o cenário Que vai surgindo.


Um comentário

  1. Mr.Scrooge
    segunda-feira, 10 de junho de 2013 – 18:18 hs

    Matérias como está me deprimem, porque sei que amanhã os ministérios vão ser comandados por incompetentes, despreparados quando não corruptos. E o País vai continuar insistindo em andar de lado. Mas a gente só tem o que merece.

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