Vítimas de suspeito de pedofilia estariam sendo ameaçadas | Fábio Campana

Vítimas de suspeito de pedofilia estariam sendo ameaçadas

De Guilherme Batista, Redação Bonde:

O advogado Marcos Colli, preso na segunda-feira (20) suspeito de pedofilia em Londrina, era conhecido no jardim Novo Perobal, na zona sul, como uma pessoa que costumava ajudar as famílias mais carentes.

O presidente afastado do Partido Verde (PV) tinha um projeto assistencial voltado justamente às crianças e aos adolescentes. Informações apuradas pelo Bonde dão conta de que as mães das supostas vítimas do advogado estariam sendo ameaçadas pelos demais moradores do bairro. Como eram ajudados pelo político, os habitantes do jardim estariam inconformados com a prisão do mesmo. Grande parte deles acredita na inocência do acusado.

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A prisão preventiva do suspeito foi solicitada – e acatada pela Justiça – justamente para que ele não motivasse os moradores contra as vítimas. “Um dos motivos foi a garantia da segurança dessas crianças”, disse a promotora da 6.ª Vara Criminal de Londrina, Suzana de Lacerda.

Entrevista concedida pela mãe de algumas das vítimas teria inflamado ainda mais os ânimos no bairro. A mulher estaria apavorada e as crianças, supostas vítimas do suspeito, com medo de sair às ruas.

A promotora lembrou, ainda, que o caso é amplo. “São dezenas de crianças”, resumiu. Muitas já foram ouvidas. Outras só foram descobertas através da perícia dos computadores apreendidos nos locais por onde Colli costumava passar. “Em alguns casos, só temos as imagens.”

As supostas ameaças também devem ser apuradas. “É só ela (mãe) vir me procurar. O que mais queremos agora é garantir a proteção devida às vítimas”, destacou.

Marcos Colli segue preso em uma sala do quartel do Corpo de Bombeiros da rua Tietê. A defesa dele prepara pedido de habeas corpus.

A Justiça já acatou denúncia por estupro de vulnerável (quando a vítima tem menos de 14 anos) contra o advogado.


Um comentário

  1. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 24 de maio de 2013 – 10:55 hs

    Mais ou menos o que acontece nas comunidades – eufemismo de favela – dominadas pelo narcotráfico. Elas, desassistidas pelo Estado e “assistidas” pelos marginais – remédios, comidas, roupas, algumas contas de luz, água – elegem-nos como seus líderes e protetores.
    Mais ou menos o que acontece nos países onde funciona o paternalismo, o assistencialismo. No Brasil, por exemplo, aos beneficiários das bolsas e das cotas, pouco ou nada se lhes interessa os roubos, as corrupções, a situação da Saúde, da Educação, da Segurança.
    O infelicitado ai, embora membro do meu partido, o PV, compra favores sexuais de inocentes pagando pelo silencio e pela a cumplicidade das famílias carentes. Mundo cão!

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