Vereadores autorizam Fruet a mexer no orçamento | Fábio Campana

Vereadores autorizam Fruet a mexer no orçamento

Apenas dois vereadores votaram contra o projeto de autoria do Executivo municipal (Foto: Anderson Tozato/ Câmara de Curitiba/ Divulgação).

Do G1 PR:

Os vereadores de Curitiba aprovaram em primeira discussão, nesta segunda-feira (13), o projeto de lei que autoriza a prefeitura da cidade a mexer no orçamento vigente. A abertura de crédito de R$ 114 milhões visa, de acordo com o texto, o pagamento de dívidas do Executivo deixadas pela gestão do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB). A segunda votação da proposta deve ocorrer nesta terça-feira (14).

De acordo com a Prefeitura de Curitiba, o Executivo deve R$ 571 milhões, sendo que mais de R$ 350 milhões sem previsão orçamentária ou sem empenho. Ao todo são 211 credores. Conforme o projeto que tramita no legislativo municipal, os recursos serão retirados do caixa da prefeitura. Os valores são provenientes do superávit financeiro e excesso de arrecadação. Ainda conforme o texto, R$ 103,5 milhões virão do orçamento previsto para as secretarias municipais do Governo, do Abastecimento, do Meio Ambiente, de Obras Públicas e do Esporte; o Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC); o Fundo de Urbanização de Curitiba e o Fundo Municipal de Assistência Social.

O dinheiro realocado deve ser destinado a credores prestadores de serviços de saúde e contratação de obras. A maior fatia será destinada a cobrir despesas da prestação de serviços do SUS (R$ 75 milhões), seguida de despesas com obras de mobilidade urbana (R$ 17 milhões) e de tratamentos de saúde de funcionários (R$ 13 milhões).

Ainda devem ser destinados recursos para despesas de serviços de recuperação e implantação de asfalto em vias (R$ 4 milhões); reforma da Rodoferroviária e melhorias no transporte público e particular (R$ 2,5 milhões); serviços de instrução e qualificação dos Liceus do Ofício (R$ 800 mil); revitalização de parques (R$ 500 mil); consultorias (R$ 470 mil); construção de áreas esportivas (R$ 220 mil); e reforma do Mercado Municipal (R$ 160 mil).

Apenas dois parlamentares votaram contra a proposta: a líder da bancada de oposição ao prefeito Gustavo Fruet (PDT), Noemia Rocha (PMDB), e Professor Galdino (PSDB). Segundo Galdino, os valores apresentados pela prefeitura estão distorcidos. Ele afirma que a dívida real da administração municipal é de R$ 19 milhões e que Ducci deixou R$ 416 milhões em caixa. Ainda segundo o parlamentar, o governo federal atrasa repasses.

Segundo crédito adicional
Este é a segunda abertura de crédito solicitada pela Prefeitura de Curitiba e aprovada pelos vereadores da cidade. Em fevereiro, foram aprovados R$ 63,7 milhões. O texto determinou que R$ 27 milhões devem ser destinados para despesas contratuais com fornecimento de oxigênio, insumos laboratoriais e de medicamentos, consertos de equipamentos médicos e serviços prestados ao SUS pelos hospitais, R$ 19,2 milhões para a reforma da rodoviária e R$ 11,1 milhões para obras da Linha Verde.

Ainda serão destinados R$ 3,7 milhões para pagamentos atrasados de convênios com creches e escolas municipais, R$ 1,1 milhão para convênios de atendimento a crianças, adolescentes, famílias e pessoas com deficiência, R$ 677,9 MIL para os restaurantes populares, R$ 394,9 mil para acompanhamento de obras financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), R$ 118,7 mil para fornecimento de hortifrutigranjeiros e o mesmo valor para promoção da agricultura familiar.


2 comentários

  1. Vigilante do Portão
    terça-feira, 14 de maio de 2013 – 18:00 hs

    Esses débitos, segundo o FRUET, não estavam empenhados e não constavam do Orçamento.

    DUVIDO!

    Então, os Hospitais aceitariam prestar os serviços, SEM a GARANTIA de RECEBER?

    As Construtoras, calejadas em lidar com a Prefeitura, tocariam as obras, mesmo sem estar no Orçamento?

    Vamos esclarecer melhor esses valores.

  2. torto
    terça-feira, 14 de maio de 2013 – 23:26 hs

    é pura enrrolação, massa de manobra,
    não sabem o que estão votando. o chororô continua.

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