Ney Leprevost não aprova importação de médicos cubanos | Fábio Campana

Ney Leprevost não aprova importação de médicos cubanos

O deputado Ney Leprevost, líder da Frente Estadual da Saúde e Cidadania, fez pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa contra a intenção do governo federal de importar 6 mil médicos cubanos para o país. O Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira também já haviam repudiado a medida anunciada pelo ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota.

“Sou contra por razões técnicas e também políticas”, afirmou Leprevost. O parlamentar expressou desconfiança em relação a medida: “não será surpresa se esse pessoal estiver vindo para doutrinar novos militantes de acordo com a cartilha dos irmãos Castro seguida pelos setores mais radicais do PT”, disse.

Ney explicou que de fato faltam médicos em municípios do interior do Brasil, mas que isto deve-se a ausência de atrativos financeiros e, principalmente, profissionais. “O Brasil tem 371.788 médicos e a maioria deles é muito competente. Se o governo é incapaz de garantir salário digno, insumos, remédios, equipamentos e locais com assepsia adequada para os médicos trabalharem no interior e atenderem as pessoas com dignidade, a culpa é de quem administra mal e desvia dinheiro público, não dos profissionais de saúde”, afirmou Leprevost.

Segundo ele a qualidade técnica dos profissionais formados em Cuba também é questionável: “Só 9% dos médicos graduados em Cuba conseguem ser aprovados no exame de revalidação no Brasil. É lamentável que as mesmas pessoas que quando ficam doentes vão se tratar com os excelentes médicos brasileiros no Albert Einstein e no Sírio Libanês, desejem submeter os brasileiros mais humildes a isto”.

Como solução para falta de médicos nas regiões de menos densidade demográfica, o deputado Ney Leprevost defende que o governo federal crie um programa de incentivos e benefícios para fixar médicos em pequenos municípios e áreas carentes.


18 comentários

  1. zeca
    quarta-feira, 15 de maio de 2013 – 19:18 hs

    Resumiu de forma cabal a situação e as intenções do governo.

  2. NA CORDA BAMBA
    quarta-feira, 15 de maio de 2013 – 20:00 hs

    Parabens ao lúcido Ney Leprevost. Com esta medida maluca o PT tenta
    transformar o Brasil em Cuba. Quem viver verá …

  3. R. NORTE-SUL DO PARANA-
    quarta-feira, 15 de maio de 2013 – 22:23 hs

    QUME NAO VE QUE ISSO NAO PASSA DE ARTIMANHA POLITICA DO PT, PARA QUE ESSES MEDICOS ENSINEM A CARTILHA DO PT E DA DILMA, PASSANDO ASSIM A CABOS ELEITORAIS EXTEMPORANEOS, VISANDO AS ELEIÇOES DE PRESIDENTE. SE FAZ NECESSARIO FORMULAR DENUNCIA AO TSE, COMO PROPAGANDA EXTEMPORANEA E PORTANTO PASSIVEL DE PUNICAO. E A OPOSIÇAO NAO VIU ISSO AINDA PORQUE. NO BRASIL AS COISAS SAO ASSIM. ABRE O OLHO LEPREVOT…

  4. silvajr
    quarta-feira, 15 de maio de 2013 – 23:18 hs

    O que á a falta de conhecimento. Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.

    Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.

    Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.

    Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue. Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.

    A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos moradores do interior preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.

    Os médicos do Brasil não querem atender as áreas pobres, os grotões, além dos médicos cubanos, médicos espanhóis têm interesse de trabalhar nessas áreas.

  5. Associação dos Gestores
    quarta-feira, 15 de maio de 2013 – 23:28 hs

    O deputado Leprevost, como sempre , enxergou a frente de seu tempo. Análise perfeita.

  6. Valter do Portão
    quarta-feira, 15 de maio de 2013 – 23:29 hs

    Engraçado né, Fábio. Porque o Lula e a Dilma não foram se tratar com médicos cubanos ?

  7. Dr. Alaor
    quarta-feira, 15 de maio de 2013 – 23:30 hs

    Ta aí um deputado que defende o povo e luta pela saúde.
    Parabéns, Ney Leprevost .

  8. Libanio
    quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 0:03 hs

    A cada dia que passa cresce minha admiração pelo deputado Ney Leprevost.
    Jovem dotado de grande inteligência e cultura, demonstra imensa coragem em suas opiniões.
    Honesto e competente, faz muito pela saúde da nossa gente e está sempre trabalhando pela inclusão social dos mais humildes.

  9. Cícero
    quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 0:12 hs

    O Ney Leprevost fala com a autoridade de quem foi eleito pelo Conselho Brasileiro de Cirurgiões ” GUERREIRO DA SAÚDE DO PARANÁ”.

    Fala com a autoridade de quem sempre trabalhou pelos mais humildes, tendo sido aos 25 anos de idade presidente da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

    Fala com a autoridade de quem fez uma linha de ônibus para atender os mais pobres que precisam ir até os hospitais.

    Fala com a autoridade de quem fez uma lei para garantir as gestantes o direito de terem acompanhante durante a internação hospitalar.

    Fala com a autoridade de quem lutou pela aprovação da Emenda 29, que garante investimento mínimo de 12 % da receita do estado em saúde.

    Fala com a autoridade de quem luta para que todos os paranaenses tenham acesso gratuíto a vacina contra a gripe A.

    Fala com a autoridade de quem destina 90 % das suas emendas parlamentares para os hospitais que atendem aos mais carentes.

    Fala com a autoridade de quem está em todos os momentos ajudando a pediatria do hospital do câncer.

    Fala com a autoridade de quem não vendeu a alma como muitos que estão na política do Paraná.

  10. sergio silvestre
    quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 7:49 hs

    Se o distinto deputado conseguisse acabar com as filas,e trabalhar para que se tenha saude decente o menos favorecido,concordaria.
    Filantropia para aparecer não ajuda em nada,e os médicos cubanos com certesa se embrenharam nos grotões onde a saude é zero.
    Os medicos hoje tratam as doenças ,enquanto os cubanos curam,pois eis que dias destes fui em um dermatologista ver uma pinta no rosto,me cobrou 250 reais e quando falei de outra nas costas me disse que isso era para outra consulta.Virou meu ex medico.
    Que venham os cubanos.

  11. Tisa Kastrup
    quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 9:03 hs

    Bem isso: os cubanos estão vindo para doutrinar o povo do interior. Que atraso! E nós é que vamos pagar caro por isso duas vezes.

  12. QUESTIONADOR
    quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 9:18 hs

    -Parabéns ao nobre deputado pelo seu pronunciamento claro e oportuno. O deputado está coberto de razão, o que não podemos afirmar do governo federal, que tenta tapar o sol com a peneira….
    -Inportar médicos, mesmo sendo que estes, sejam capazes, não resolveria nada, o grande problema, da saúde, pelo contrário, médicos evitariam de exercer sua profissão em lugares sem nenhuma condição básica de trabalho e isto o Brasil está farto…a saúde está combalida e enferma no corredor à espera de governantes que realmente façam o que prometem, e não simples balela….

  13. jobalo
    quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 16:04 hs

    A única cisa que presta em Cuba , é o seu povo, e dentre esses, a Escola de medicina, mas não é só Cuba , tem médicos da Espanha , Portugal equador rep, dominicana, e etc, Se o rchu tchu ca esta contra então ele que arrume médicos para suprir as necessidades dos mun icipio principalmente os pequenos , que mesmo pagando um sla´rio de 18 mil esta dificil de arrumar . Contra porqu?????????

  14. Diogo
    quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 18:26 hs

    Parabéns deputado Ney Leprevost. Ainda bem que ainda existem homens corretos como o senhor .

  15. quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 19:43 hs

    De deis anos para cá,o Brasil e tocado na base da cachaça,diante de tantas barbaridades administrativas,Ate quando agüentaremos???

  16. silvajr
    quinta-feira, 16 de maio de 2013 – 22:43 hs

    Uma das polêmicas mais surpreendentes levantadas pela autoproclamada “imprensa brasileira” – um reduzido conjunto de agências bilionárias de propaganda política e ideológica – versa sobre anúncio feito na semana passada pelo chanceler Antônio Patriota de que o Brasil deve “importar” seis mil médicos cubanos para suprir a trágica carência desses profissionais nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, nas pequenas cidades, enfim, nos grotões do país.

    A situação é alarmante. O índice de médicos por mil habitantes no Brasil é de 1,8. Apesar de o país ter quase 400 mil médicos e formar mais de uma dezena de milhares deles ao ano, sabe-se que 70% desse contingente atuam no Sul e no Sudeste. Ou seja: o sujeito se forma em uma universidade paga por todos os brasileiros e não devolve nada à coletividade.

    Há, inclusive, um projeto de lei do senador Cristóvam Buarque para obrigar médicos recém-formados em universidades públicas a exercerem a profissão por dois anos em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.

    Esses setores da “imprensa” nacional, no entanto, passaram a encampar a costumeira gritaria de entidades de médicos como a Academia de Medicina de São Paulo e o Conselho Federal de Medicina contra a importação de médicos sobretudo de Cuba.

    Trata-se de puro corporativismo, claro, mas, ainda assim, inexplicável.

    A grande pergunta que surge, diante da oposição de entidades como o CFM à atuação de médicos estrangeiros – não só cubanos, pois o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diz que se pretende trazer médicos também da Espanha e de Portugal –, é sobre por que essa corporação, que só enxerga o próprio umbigo, não quer médicos estrangeiros atuando onde os médicos brasileiros não têm interesse em atuar.

    O cretinismo político-ideológico é o que parece estar por trás da gritaria contra uma medida que pode resolver uma tragédia social que obriga legiões de brasileiros a se deslocarem o tempo todo de regiões em que não há médicos para os grandes centros urbanos do Sul e do Sudeste.

    Para torpedear uma medida que poderia melhorar a vida de muita gente – o que, evidentemente, renderia dividendos políticos ao governo que a adotasse –, a corporação médica está recebendo apoio de pistoleiros autoproclamados “jornalistas”

  17. Brasileira
    quarta-feira, 26 de junho de 2013 – 11:05 hs

    Parabéns, Ney Leprevost! Você representa os brasileiros!
    E vc, Silvajr, precisa abrir a cabeça e entender uma questão muito grave: os médicos de “segunda classe” (médicos sem diplomas válidos pelos conselhos de medicina do Brasil) poderão atender (ou seja, praticar iatrogenias) apenas às populações carentes. Ou seja, não será permitido que a Dilma, ou os grandes executivos de nosso país corram o risco de cair nas mãos de médicos despreparados.
    Silvajr, não existe “meio-médico”, ou o médico é capaz de atender a todos ou ele não é médico. E o governo mais uma vez tentando ludibriar a população que ainda acredita que Ele está fazendo algo para a saúde do Brasil. Tal medida é tão eficiente quanto tratar um câncer com um xarope para tosse.
    A população carente brasileira não quer ser tratada por estes pseudomédicos!!!!! O que ela quer é investimento em infraestrutura e em todos os setores da área da saúde, educação, transporte e segurança, para que, assim, lugares antes inóspitos passem a atrair não só a médicos, mas também aos diversos outros profissionais que contribuem para o desenvolvimento das periferias rurais e urbanas.

  18. edu
    sexta-feira, 28 de junho de 2013 – 0:13 hs

    Sou médico, e gostaria de comentar alguns pontos:
    “No Brasil, o apego às grandes cidades”
    – não se trata de apego as grandes cidades, mas porque a maioria dos lugares muito retirados dos grandes centros querem medico, mas não tem medicações,
    Não tem equipamento de urgência(desfibrilador, monitor cardíaco, oximetro) no caso da ginecologia e obstetrícia, não tem anestesista para cirurgias, não tem pediatra. E obviamente o medico que atua em todas as especialidades nos dias de hoje esta exposto a levar processo, por exemplo um parto sem pediatra se ocorrer óbito o obstetra acaba sendo condenado ou então um medico clínico que faz anestesia por falta de anestesista se ocorrer qualquer problema também e condenado. Se o medico tivesse uma carga horaria de trabalha justa e digna, tivesse toda a estrutura física e também pudesse contar com a ajuda de outros especialistas, com certeza , teria medico que iria o interior. Outro ponto importante é que no interior é muito comum tentar usar médicos e enfermeiros para favores políticos, por exemplo , experiências de amigos que trabalharam no interior(por exemplo mato grosso, amazonas ,Para, rondonia, etc), que foram obrigados a dar atestado sob pena de pagarem com a própria vida. Ou então serem demitidos por exemplo porque um politico exigia uma receita controlada para um eleitor que usava aquela medicação como droga e não como remédio, e muitas outras situações dessas.
    Outra questão e que oferecem um carga horaria absurda aos médicos, já vi ofertas de trabalho medico no próprio site do conselho federal de medicina, em que o medico trabalha todos os dias 08horas por dia, faz sobreaviso todos os dias. Para quem não sabe sobreaviso e um sistema de trabalho em que o medico pode ficar em casa e ir so tiver paciente, para quem não e medico parece muito pratico e comodo. Infelizmente na pratica o sobreaviso significa muitos pacientes para atender. Alem disso o medico ainda tem que fazer um plantao de final e mais uns dois de sobreaviso, ai se pergunta quando o medico dorme, quando fica com a família , com os filhos, ou alguém acha que medico é igual a aparelho de celular ?, que é so botar o carregador na tomada.
    – Pessoas o que vocês acham que é saude?
    Saude não e só encher de medico e enfermeiros, saúde e ter alimentação saudável para comer, ter roupa para vestir e não passar frio, ter lazer, ter família, ter agua potável para tomar, ter casa para morar , e ter esgotado e agua tratada, e ter segurança na sua casa e na rua e não ser morto pela violência seja das grandes cidades e também do interior. O que muitas vezes ninguém se lembra e que nesses lugares muito afastados existe uma mortalidade muito alta, não é so porta falta de medico e enfermeiros, mas sim por falta de condições básica de sobrevivência, comida ,moradia ,lazer, trabalho digno. O médico até ajuda, mas se as outras questões não forem resolvidas é uma gota num copo da agua e medico não é magico que vai la sozinho com uma varinha magica e não morre mais ninguém, ninguém mais fica doente. A saúde e resultado de múltiplos fatores já citados.

    -em primeiro lugar NO BRASIL os estudantes de medicina atendem pacientes gratuitamente junto com seus professores DESDE O SEGUNDO ANO DA FACULDADE na maioira das universidades ou seja já existe um trabalho os pacientes do Sistema Único de Saude desde o inicio da faculdade.
    “Sem compromisso em retribuir os cursos públicos”…
    -a questão de o médico recem formado em cuba ter de pagar com serviços gratuitos por 4anos em cuba , no Brasil se sugere o mesmo ha muitos anos para medicos formados em universidades federais. Concordo DESDE que todos os profissionais formados em UNIVERSIDADE FEDERAIS(ADVOGADOS, ODONTOLOGOS, ENFERMEIROS, ENGENHEIROS , JORNALISTAs, PSICOLOGOS, AGRONOMOS, PROFESSORES E OUTRAS PROFISSÕES), tambem tenham a mesma obrigação de traballhar gratuitamente durante um certo periodo. Ja que não é só médico que se forma em universidade publica, então todos as profissões teriam que trabalhar gratuitamente durante um certo periodo.
    “Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde”…. “Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo” Ora não se iludam isso não e resultado só de medicina preventiva, mas sim de condições básicas de sobrevivencia, comida, moradia, lazer, educação, segurança, medicamentos, agua potável.

    -JA QUE VAMOS TRAZER medicos , vamos trazer todos os outros profissinais para o brasil…..engenheiros ja que muita gente desfavorecida não consegue regularizar sua casa porque nao tem dinheiro para paga por exemplo um engenheiro para assinar o projeto da casa própria ,…. advogados porque muitas pessoas esperam meses e as vezes anos para conseguir um advogado gratuito, porque não tem dinheiro para pagar um, um psicologo , um dentista por exmplo , dentistas cubanos porque é caro, políticos ….empresas e trabalhadores chineses que produzem muito por muito pouco… o que voces acham?

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