'Saio confiante na Justiça', diz médica acusada de mortes | Fábio Campana

‘Saio confiante na Justiça’, diz médica acusada de mortes

Do G1 PR:

A médica Virgínia Soares de Souza, acusada pelo Ministério Público de ter antecipado as mortes de pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico, em Curitiba, afirmou nesta segunda-feira (1º) que está confiante na Justiça. “Eu saio confiante na Justiça. A verdade requer tempo e ela vai aparecer”. A médica também disse que vai alegar exercício médico.

Segundo denúncia do Ministério Público, pacientes internados na UTI, que foi chefiada por sete anos pela médica Virgínia Soares de Souza, foram mortos por asfixia, com uso do medicamento Pavulon e diminuição de oxigênio no respirador artificial. Além da médica, outras sete pessoas foram acusadas, sendo que cinco chegaram a ser presas. A médica foi a última a conquistar a liberdade. Ela ficou um mês detida e agora responde ao processo em liberdade, contudo, deve se apresentar mensalmente à Justiça. O Ministério Público entrou com um recurso solicitando que a médica seja novamente presa.

A declaração da médica foi dada na saída do Tribunal do Júri. Ela e os demais acusados no processo foram convocados para uma audiência com uma equipe técnica do judiciário. Nesta audiência, não são analisados aspectos do processo. Os técnicos questionam os acusados sobre assuntos particulares com o objetivo de traçar o perfil de cada um.

Defesa diz ter nova testemunha
O advogado da médica Virgínia Soares de Souza, Elias Mattar Assad, afirmou que possui uma testemunha sigilosa que desmascara toda a operação que deu início ao processo. Segundo ele, a operação do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) foi comandada por São Paulo. “Esta operação não começou aqui, começou em São Paulo e nós vamos revelar os bastidores vergonhosos que nortearam este processo na fase policial”.

Assad não se prolongou ao falar sobre esta testemunha. Ao G1, afirmou apenas que a testemunha é uma pessoa bem esclarecida. “Batia muita coisa que ele falava”, acrescentou o advogado. Ainda de acordo com o jurista, a testemunha disse não concordar com “o que está acontecendo no Paraná”.

Segundo Assad, após um contato telefônico, ele pediu que a testemunha escrevesse uma carta com os detalhes que estava revelando. Segundo ele, esta testemunha é da área econômica e também da área do ensino. “As autoridades do Paraná foram manipuladas e muito bem manipuladas”, declarou.

O advogado destacou que esta carta vai contar porque a operação foi feita no Hospital Evangélico e porque a “doutora Virgínia foi escolhida”. Segundo Assad, o inquérito está todo errado e a carta derruba a tese da acusação de que a médica Vírgina tenha provocado mortes na UTI. “Desmente, indiretamente, sim”, afirmou Assad. O advogado prometeu explicitar o conteúdo obtido com esta nova testemunha dentro de 10 dias.


9 comentários

  1. tadeu rocha
    terça-feira, 2 de abril de 2013 – 13:25 hs

    DR. ELIAS, SOBRE O CASO DO DEP. CARLLI, VOCE NAO APAREÇEU TANTO COMO AGORA, É ISSO QUE NAO ENTENDO, PORQUE DR, PERDEU E FICOU QUETO , NO CASO DO DEP,, E AGORA DR. ESTA LOUCO PARA INOCENTAR ELA, SE ELA FES TUDO ISSO VAI TER QUE PAGAR COM A SUA PROTEÇAO OU NAO.

  2. verdade
    terça-feira, 2 de abril de 2013 – 13:47 hs

    Esta medica estah sendo condenada antes do julgamento! Ateh agora ninguém do ramo veio a público falar sobre quais os procedimentos são ou podem ser adotados numa UTI! O assunto eh muito delicado e com certeza muita gente estah querendo tirar uma graninha da situação…porque não se manifestaram antes? Conivência ou oportunismo!

  3. Varão de Plutarco
    terça-feira, 2 de abril de 2013 – 13:54 hs

    Só vi gente muito ruim nessa foto,deploravel.

  4. mariana
    terça-feira, 2 de abril de 2013 – 14:31 hs

    A “bomba” que o advogado da DEFESA, está ameaçando divulgar e desqualificar a operação policial, é que uma empresa de SP, tentou desmoralizar a imagem e a fama do Hosp e Faculdade Evangelica, por interesse de compra/aquisição, por custos bem inferiores (princ a Faculdade de Medicina)…. (isso é o que corre no meio médico).

  5. Anônimo
    terça-feira, 2 de abril de 2013 – 17:06 hs

    PELO JEITO QUANDO ESTA VERDADE APARECER VAI SER DE ARRANCAR OU ARREPIAR OS CABELOS.

  6. Raquel
    terça-feira, 2 de abril de 2013 – 17:18 hs

    Vamos “raçiossinar”…..
    O ex-deputadozinho Ribas Carli Filho ficou internado na UTI em que a Dra Virgínia era diretora……e ela iria ser testemunha de acusação da família Yared! Olha a coincidência de advogados.
    Lembram que, logo depois da prisão da médica o julgamento dele foi adiado porque a defesa alegava, de novo que os exames de sangue para dosagem de álcool (e de outras coisas….) não podiam ser usados como prova?????????????????????????
    Já ouviram falar em desqualificação de testemunha…..o que adianta agora o depoimento dela? o júri iria chorar de pena do deputadozinho e dar graças a Deus pelo fato de ele ter sobrevivido às garras da assassina…..( mesmo que tenha matado por esmagamento dois jovens)
    E fico até pensando se o ex deputadozinho não ameaçou contar com que fazia um suposto racha que nunca foi provado….mas que nunca foi afastado devido ao “sumiço” das imagens e dos radares…….

  7. Irineu
    terça-feira, 2 de abril de 2013 – 19:56 hs

    Consolidando o dia 1° de Abril é o dia da mentira.

  8. Irineu
    terça-feira, 2 de abril de 2013 – 20:02 hs

    O Sr.Assad está se saindo um excelente investigador , só falta ele dar cursos a polícia.

  9. Odair
    quarta-feira, 3 de abril de 2013 – 9:26 hs

    Respeito o Elias Mattar Assad, como pessoa e como brilhante advogado, mas ele que não me venha contar que a cliente dele esta sendo prejudicada por ela ter atestado que o ex-deputado estava bebado.

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