Pedra no caminho, por Dora Kramer | Fábio Campana

Pedra no caminho,
por Dora Kramer

Da Dora Kramer, O Estado de S.Paulo:

Enquanto uma ala do PT força a mão para que o partido e o governo desde logo tratem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como um adversário eleitoral, outro grupo prega paciência.

Sob o argumento de que a realidade adiante poderá se encarregar de “esvaziar” a ideia de candidatura presidencial e levar Campos a tomar outro rumo.

É também o que pensam políticos do PSDB hoje celebrantes do altar do pernambucano por ele representar a possibilidade de um cisma sério no campo governista.

Esses tucanos e aqueles petistas compartilham do raciocínio de que embora em tese a candidatura de Campos tenha tudo para prosperar no espaço aberto pelo desgaste da dicotomia PT-PSDB, na prática a fragilidade estrutural do PSB criaria para ela um obstáculo intransponível na hora da formação das alianças regionais para sustentar a campanha.

Um número significativo – senão a quase totalidade – de deputados federais do PSB se elegeu sob a égide da união com o PT, vale dizer, o governo. Em 2014 também vão precisar de coligações fortes para se reeleger. E aí, como fazer?

Na visão tucana, a própria base do PSB pode acabar pressionando pela desistência da candidatura presidencial para não pôr em risco o partido. Pode parecer contraditório à primeira vista, considerando que partido que concorre à presidência em princípio “puxa” votos para a formação de bancadas.

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Um comentário

  1. Politico
    terça-feira, 2 de abril de 2013 – 22:01 hs

    O país precisa se modernizar, inovar, ir adiante…..O governador de Pernambuco seria um excelente nome para substituir a patuléia..

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