Minha casa no país do carro zero, por Sérgio Magalhães | Fábio Campana

Minha casa no país do carro zero, por Sérgio Magalhães

De Sérgio Magalhães*, O Globo:

Preocupada com a qualidade de obras do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), a presidente Dilma Rousseff declarou: “Eu não fui eleita para dar casa de qualquer jeito para a população”.

É de meados do século passado que data a grande expansão demográfica e de ocupação territorial que caracteriza o Brasil de hoje. Foram as cidades que suportaram o crescimento populacional e proporcionaram grandes melhoras nos indicadores sociais.

Em setenta anos, os moradores em cidades passaram de 12 milhões para 170 milhões. E os domicílios urbanos, que eram 2 milhões, passaram a 50 milhões, multiplicando 25 vezes. Hoje, 85% dos brasileiros vivem em cidades.

E como foram construídas as moradias para essa população? Foram construídas pelo próprio povo, na precariedade que a falta de recursos impõe. Daí, expressiva parcela morando em condições irregulares, em favelas e em loteamentos sem infraestrutura adequada.

De fato, 80% dos domicílios foram erguidos exclusivamente com a poupança familiar, sem financiamento algum. Isto, apesar de, desde os anos 1940, o governo ter assumido a responsabilidade de prover a moradia popular.

Através de programas habitacionais que se sucedem, seja o dos IAPs, da Casa Popular, do BNH, do Minha Casa Minha Vida, são os governos os protagonistas. Mudaram os regimes, ditadura, democracia, ditadura, democracia — mas o modelo permanece o mesmo. É o governo que diz onde e como o povo deve morar.

Diferentemente do que ocorre com os automóveis, para os quais há crédito direto, abundante, a juro zero, e o interessado escolhe o que quer, no caso da casa popular é o governo que escolhe. Escolhe a tipologia a construir, escolhe onde e quem constrói, e detém o monopólio do financiamento.

Mas, nestes setenta anos, promoveu apenas 20% das moradias urbanas — somando tudo que foi construído por todos os governos, em todas as instâncias, mais o que foi financiado pelo BNH, Caixa e todos os bancos privados.

Ou seja, a família brasileira construiu, sozinha, quarenta milhões de domicílios, enquanto a soma de todas as políticas habitacionais alcançou dez milhões.

Leia a íntegra em Minha casa no país do carro zero.

*Sérgio Magalhães é arquiteto.


6 comentários

  1. ACORDA BRASIL
    sábado, 27 de abril de 2013 – 20:14 hs

    OCC – Organização de Combate à Corrupção

    27/04/2013

    Situações extremas exigem medidas extremas! Nas reformas sociais Deus age através das Pessoas de Bem e das Forças do Bem! Quando a corrupção e a desnacionalização à serviço de interesses escusos e de doutrinas enfraquecedoras da vitalidade nacional atingem os índices
    atuais é hora das Pessoas de Bem e das Forças Patrióticas tomarem atitudes firmes e corajosas
    https://www.facebook.com/events/577676018933745/?ref=22

  2. Strapasson
    domingo, 28 de abril de 2013 – 6:00 hs

    Ué, por que não está aqui o comentário do Daniel Correa:”
    Anunciar até papagaio anuncia. Quero ver bater palma.”
    Só para começar: onde estão as 6000 creches da presidanta- gerentona? Até agora só 27.
    Ah, sei, ela está esperando para entregar junto com os 800 aeroportos, com o trem-bala, com a transposição do rio São Francisco, etc, etc, etc.
    Eta, país sem memória!!!

  3. sergio silvestre
    domingo, 28 de abril de 2013 – 11:50 hs

    Se essa OCC é uma ong,começamos acabar com a corrupção acabando com as ongs.

  4. Observador
    domingo, 28 de abril de 2013 – 13:46 hs

    Dizem que em Curitiba não existe mais espaço para construção de moradias populares, mas basta passear no bairro Pilarzinho, para verificar que moradias populares estão sendo demolidas e no seu lugar estão sendo construidos vários sobrados, para atender as classe de melhor poder aquisitivo.
    Constata-se também a existência de grandes áreas ociosas que outrora destinava-se a moradias populares e atualmente devido a grande valorização da região, que é previlegiada com o Parque Tinguí e nos próximos anos o Parque Linear do Rio Barigui. Certamente nessas áreas também serão construidos sobrados em condomínios fechados e os poucos moradores que habitam há décadas essas áreas correm o risco de serem tranferidos para locais mais distantes da Capital paranaense.

  5. Jo Hansen
    domingo, 28 de abril de 2013 – 18:02 hs

    Caro FÁBIO, pela avaliação da sociedade que participa como construtora e como adquirente de casas no programa MINHA CASA, MINHA DIVIDA, a parcela significativa da sociedade que mais necessita de casa, moradia digna, ainda não conquistou a sua oportunidade. Os recursos foram elevados impedindo a sua obtenção, porém o governo fedral em momento algum deixou de faltar recursos para os grandes empreendimentos imobilários, pois são esses que podem dar o retorno financeiro desejado aos mandatários. O limite de financiamento para construção de moradia digna não poderia ultrapassar o valor razoável de R$100.000,00 por unidade, incluindo o valor do lote, valor para o BRASIL. Nesse patamar o governo sério da gerente presidente D. DILMA estaria indo de encontro com a população que deseja assumir compromisso de conquistar uma moradia digna. Atenciosamente.

  6. domingo, 28 de abril de 2013 – 20:56 hs

    as autoridade e religioso de curitiba Estão serto de querem emcruir curitiba no turismo religioso mais não porta a região tanto fala de deus de verdade eu sou catolico

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