Gaeco investiga casos de corrupção na polícia | Fábio Campana

Gaeco investiga casos de corrupção na polícia

Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. Entre os alvos estão a DFRV, o 6º Distrito Policial, a Divisão de Crimes Contra o Patrimônio e a casa de três delegados.

Da Gazeta do Povo:

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Paraná (MP-PR), deflagrou na manhã desta quarta-feira (3) a operação Vortex para investigar uma rede de extorsão formada por policiais civis, incluindo delegados, centralizada dentro da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba.

O caso estaria ocorrendo há mais de um ano e a extorsão teria sido institucionalizada por meio da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio. Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos (a informação inicial era de que eram 21, mas foi corrigida pelo Gaeco). Entre os locais estão duas delegacias de Curitiba: a DRFV e 6º Distrito Policial, no bairro Capão da Imbuia. Além disso, a sede da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, no centro da capital, e a casa de três delegados também foram alvo dos promotores do Gaeco.

Esquema

Algumas equipes da DFRV que fazem fiscalizações em lojas de peças e ferros velhos de Curitiba e região estariam cobrando propina semanalmente para fazer “vistas grossas” a supostas irregularidades nestes estabelecimentos.

Prisões

A operação Vortex não teria mandados de prisão para cumprir. Mas, duas pessoas teriam sido presas em flagrante por motivos ainda não esclarecidos. O Gaeco, porém, não confirma oficialmente a informação nem os nomes dos detidos.

O delegado Gérson Machado, titular do 6º Distrito Policial, foi visto ao entrar na sede de Gaeco nesta manhã. Antes de atuar no DP do Capão da Imbuia, ele trabalhava na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) da capital. Machado causou polêmica quando foi transferido da DFRV para o 6º. DP em setembro do ano passado. O delegado divulgou uma nota com os motivos da transferência, segundo a visão dele.

Em nota, Machado disse que, dois meses depois de ter assumido a DFRV, foi chamado pelo seu superior imediato, o delegado Luiz Carlos de Oliveira, responsável pela Divisão de Crimes Contra o Patrimônio. Segundo Machado, seu chefe “veio com um pedido relacionado a ‘lojas de autopeças’, e que eu disse que não iria atender, por ser contra meus princípios”.

Após a divulgação da nota, ele voltou atrás e explicou à Corregedoria da Polícia Civil que seria contra os seus princípios “sobrecarregar ainda mais os investigadores, que estão afastados de suas funções, fazendo as vezes de carcereiros”, segundo uma nota da Polícia Civil. A nota do delegado causou a indignação do delegado Luiz Carlos de Oliveira. À época, ele classificou Machado como uma pessoa “perigosa” e “mentirosa” e negou ainda que tenha havido reunião entre os dois para que investigações sobre autopeças não fossem adiante.


7 comentários

  1. ze loko
    quarta-feira, 3 de abril de 2013 – 12:09 hs

    nada contra a operação, mas isso ja existe a anos, eu digo a anos mesmo, muitooooo tempo!!! teve muito delegado que se aposentou muito bem!!!!
    tomara que tenha algum efeito, pq ate onde eu sei, a PM leva os ladroes de carros ate a delegacia, la o ladrao fala com o delegado, ai ja chega um pacote de $$$$, e o cara ta liberado, nao chega nem ser fichado.

  2. Parreiras Rodrigues
    quarta-feira, 3 de abril de 2013 – 13:58 hs

    Santa Isabel do Ivai é um dos pequenos municípios do Paraná que, apesar de sediar comarca com jurisdição sobre os vizinhos Santa Mônica e Planaltina do Paraná, sofre, há décadas, com a frequente falta de delegados. Aliás, de juízes também.

    Uns anos passados, no ônibus do Expresso Maringá, percurso Curitiba-Querência, desceu em Santa Isabel do Ivai um rapaz que logo que desceu na rodoviária local, disse que não iria ficar muito tempo “num patrimônio”. Quando designados para cá, eles “mexem os pauzinhos” e logo são transferidos para cidades maiores, sabe, onde “existe mais movimento”. Entendam os parênteses…

  3. José
    quarta-feira, 3 de abril de 2013 – 19:15 hs

    GAECO, ta certo, prender por porte ilegal de armas dois delegados.
    Enquanto isso, os bandidos fazem a festa.
    Ta certo o GAECO, agora tem luzes câmeras e ação… Ação com espetáculo da notícia.

  4. Eita!!!
    quarta-feira, 3 de abril de 2013 – 21:10 hs

    O Delegado Luiz Carlos de Oliveira faz parte do Conselho da Polícia Civil e julga casos de corrupção na instituição, ajuda a decidir quem será ou não penalizado…

    Há pouco tempo foi flagrado pela imprensa fazendo uso de viatura em horário de expediente para ir a uma “sauna”.

    Por que ele ainda está no comando de uma das mais importantes divisões da Polícia Civil? Por que ele ainda permanece conselheiro?

    São tantos porquês… quiséramos nós cidadãos que a SESP e o Governador, que foi quem indicou o referido Delegado para ser conselheiro, tivessem uma explicação plausível para ainda não tê-lo afastado, quando por muito menos outros servidores da PCPR o são.

  5. Mr.Scrooge
    quarta-feira, 3 de abril de 2013 – 21:40 hs

    Se o GAECO quer mesmo investigar a corrupção dentro da Policia, ela acaba. E nem vamos sentir falta. ACarlos

  6. luiz
    quinta-feira, 4 de abril de 2013 – 8:41 hs

    Uma boa e profícua investigação no patrimônio dos envolvidos pode ajudar no esclarecimento das condutas.
    O Promotor sabe disso….

  7. LEO
    sexta-feira, 5 de abril de 2013 – 18:51 hs

    delegados idosos..que ja passarao do tempo de se aposentar..porque nao estao aposentados..e dar o lugar para delegados que prestarao concurso e aguardao ser nomedados..esses delegados idosos ,e o cancer dentro da instituicao…

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