Com a fusão, PPS incorpora até Jaqueline Roriz | Fábio Campana

Com a fusão, PPS incorpora até Jaqueline Roriz

Do Josias de Souza:

Sucedâneo do Partidão, o PPS tem um lema forte: “Um partido decente”. Porém, ao fundir-se com o PMN, a legenda mistura a pretendida decência com o indecoroso. O PPS absorveu a deputada federal Jaqueline Roriz, presidente do PMN no Distrito Federal. Trata-se de uma filiada tóxica.

Filha do ex-governador Joaquim Roriz, Jaqueline foi pilhada em vídeo recebendo, na companhia do marido, verbas sujas das mãos de Durval Barbosa, o delator do mensalão do DEM de Brasília (repare na fita do rodapé). Levada ao Conselho de Ética da Câmara em 2011, ela adotou uma saída à Delúbio Soares.

Alegou que o dinheiro era para campanha política e não fora contabilizo. Levado a voto no plenário da Câmara, o pedido de cassação de Jaqueline foi rejeitado em votação secreta. Prevaleceu a tese segundo a qual os fatos haviam ocorrido antes do início do mandato da deputada e não eram passíveis de punição.

O caso foi denunciado pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel ao STF. Também no Supremo, Aportou também no Supremo, o ministro Marco Aurélio Mello converteu em ação penal outro processo que dera entrada no tribunal como inquérito contra Jaqueline Roriz. 
Referia-se a outra encrenca. Coisa de 2006.

Nesse caso, Jaqueline é acusada pelo Ministério Público de falsidade ideológica e uso de documento falso. Apresentada antes que a ré conquistasse mandato eletivo, a denúncia fora recebida e autuada como procedente na comarca de Santo Antônio do Descoberto (GO). Com a chegada da ré à Câmara, o processo subiu ao STF.

Marco Aurélio concluiu que os atos praticados nas fases anteriores eram válidos. E anotou em despacho: “Desse modo, trata-se, em vez de inquérito, de ação penal.” O processo encontra-se pendento de julgamento. Muita gente no PPS receava que a “janela” aberta com a fusão atraísse políticos de reputação duvidosa. A presença de Jaqueline mostra que o indecente já mora ao lado.


6 comentários

  1. quinta-feira, 18 de abril de 2013 – 8:05 hs

    O PPS já não mais é considerado o Partido limpínho, com a entrada da Jaqueline Roriz e outros elementos indesejáveis sujaram o Partido não é mais o PIMPINHO.

  2. Silvajr
    quinta-feira, 18 de abril de 2013 – 9:26 hs

    “PPS É CAPÍTULO VERGONHOSO DA POLÍTICA NACIONAL”

  3. sergio silvestre
    quinta-feira, 18 de abril de 2013 – 14:46 hs

    Tinho um amigo que poderia ser chamado de PPS.´É o famoso redão,onde passa leva tudo que é tranqueira para a cama.

  4. quinta-feira, 18 de abril de 2013 – 15:56 hs

    Esses partido quando estão desacreditados mudam de nome achando que vai enganar o povo.

  5. Pereira
    sexta-feira, 19 de abril de 2013 – 5:09 hs

    PPS partidinho igualzinho à todos os outros. Trata-se de uma legenda de aluguel onde várias de suas lideranças estão confortavelmente instaladas como subservientes de Partidos maiores. O último que sair, por favor, apague a luz!

  6. Falsas promessas
    sexta-feira, 19 de abril de 2013 – 10:42 hs

    Primeiro acreditava-se no PT. Lhes deram o poder e vimos no que deu.

    Depois foi a vez do voto limpo PPS. Aumentaram a bancada na primeira eleição, não fizeram nada e já cairam no esquecimento.

    A seguir o PV…. mesma coisa.

    A historia sempre se repete.

    Parabéns aos marqueteiros, pois o resto nada muda, nem mudará…

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