Autorizada a compra de caminhões de combate a incêndio para aeroportos | Fábio Campana

Autorizada a compra de caminhões de combate a incêndio para aeroportos

O governador Beto Richa assinou, nesta terça-feira, convênio com o Governo Federal para a compra, via processo licitatório, de três caminhões contra incêndio de aeródromo da categoria AP-2. Serão dois caminhões para Maringá e um para Cascavel. O total do investimento será de R$ 5,4 milhões, sendo R$ 4,860 milhões do Governo Federal e os outros R$ 540 mil do Governo do Estado. O Governo Federal repassou os recursos do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos. A licitação para a compra dos veículos acontece nos próximos dias. As equipes serão montadas pelas prefeituras locais, que também destinarão combustível.


2 comentários

  1. Zé Deodoro de Piraquara
    quarta-feira, 3 de abril de 2013 – 11:38 hs

    Parabéns ao governador por essa iniciativa. Aqui em Piraquara temos o problema do aeródromo Bonacin II, cuja construção causou danos ambientais ao lençol freático, ao qual se acrescenta total descaso com quesitos obrigatórios de segurança operacional ( que em inglês é denominado safety).
    O “safety” refere-se à prevenção de falhas no sistema que possam levar à ocorrência de acidentes e envolve diversos procedimentos, como os relativos ao combate a incêndios, que acertadamente o governador providencia. Entre outros esses procedimentos estão previstos na RBAC/ANAC 156. Lá em Piraquara não tem sequer planos de prevenção contra acidentes com aves (Esclareço aos leitores que o aeroporto em questão localiza-se próximo a Serra da Baitaca, nome local da Serra do Mar, que recebe esse nome graças a abundância dessas aves na região eque tem hábito de voar em bandos perpendicularmente a cabeceira da pista no sentido Serra-represa do Iraí-Serra) e nem seuqer um plano de zoneamento de ruídos.
    No entanto, em Piraquara, esse aeroporto (já fechado ao tráfego aéreo pela portaria ANAC 100/SIA/2013) ainda tem os seus defensores. Advogam que seria a salvação para o desenvolvimento de Piraquara. Amaldiçoam a legislação ambiental que restringe certas atividades econômicas no município, mas no fundo demonstram total desconhecimento da legislação de aeronáutica que antecede a ambiental, visto que envolve questão de segurança nacional.
    A lei Federal 7565/1986 (Código Brasileiro de Aeronáutica – CBA) é a lei maior da aeronáutica brasileira,uma espécie de bíblia. No artigo 30, §2, fica clara a proibição de atividades comerciais em aeródromos privados! Ou seja, o aeródromo Bonacin II, não pode operar comercialmente por sua natureza privada. Ora,vivemos numa sociedade capitalista, na visão tradicional de desenvolvimento é o lucro, entre outras fontes advindo da atividade comercial, que gera o desenvolvimento que vocês defendem. Pergunto-lhes: como que uma atividade que não pode ser comercial (gerar lucro, divisas, etc…) vai trazer desenvolvimento?
    Entendam: mesmo que aeroporto não tivesse sido fechado ao tráfego aéreo pela ANAC, não poderia desempenhar atividade comercial (transporte de cargas, pessoas). Isso poderia até ocorrer por algum tempo meio disfarçado, mas com o tempo a autoridade aérea, o MPF cairia em cima e ai os penalizados seriam os responsáveis e os omissos. Isso não éum problema exclusivo de Piraquara,é uma legislação federal…afeta toda e qualquer tentativa privada de estabelecer algum tipo de iniciativa comercial em aeródromo privados em todo o território nacional.
    O que as cabeças pensantes do nosso município, os empreendedores, incluindo a empresa responsável pela aeródromo, tem que entender é como saber enfrentar as adversidades da legislação para conciliar o desenvolvimento local com as legislações ambientais que restringem certas atividades econômicas em Piraquara.
    Urge a criação de um Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável em nosso município para reunir as cabeças pensantes e os setores produtivos da nossa sociedade para encontrar soluções (as adversidade podem ser as soluções…).Temos que ter em mentes novos paradigmas e saber tirar proveito de mecanismos já existentes, como por exemplo, a lei de pagamento por serviços ambientais sancionada pelo Governador Beto Richa (Lei 17134 – 25 de Abril de 2012) que paga pela conservação ambiental, a inserção nos mercados de crédito de carbono entre outros.
    Ou vocês tem ilusão que toda a RMC vai abrir mão de um dos últimos mananciais de água preservados da região em troca de investimentos privados de pouco retorno para a economia regional e para os grandes grupos que realmente dominam a economia, inclusive os que dominam a água (ou pretendem dominá-la…lembrem a água é o “petróleo transparente”). Acorda Piraquara!

  2. aline
    quarta-feira, 3 de abril de 2013 – 20:42 hs

    Boa seu Zé!Essa turma de Piraquara tem que aprender o que é, por exemplo, desenvolvimento sustentável, economia verde e outros conceitos mais moderninhos!

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