"Sem disfarce e sem utopia", escreve FHC | Fábio Campana

“Sem disfarce e sem utopia”, escreve FHC

Neste domingo, como faz no primeiro final de semana de cada mês, Fernando Henrique Cardoso publicou um artigo em vários jornais do país. Sob o título ‘Sem disfarce nem miopia’, o texto anota que “as forças governistas, depois de precipitarem a campanha eleitoral, voltaram ao diapasão antigo: comparar os governos petistas com os do PSDB.” Uma referência à decisão de Lula de escorar o lançamento da recandidatura de Dilma na velha ladainha. É o que segue.

Sem disfarce e sem utopia

“As forças governistas, depois de precipitarem a campanha eleitoral, voltaram ao diapasão antigo: comparar os governos petistas com os do PSDB. Chega a ser doentio! Será que não sabem olhar para frente? As conjunturas mudam. O que é possível fazer em uma dada fase muitas vezes não pode ser feito em outra; políticas podem e devem ser aperfeiçoadas. Porém, na lógica infantil prevalecente, em lugar de se perguntar o que mudou no país em cada governo, em que direção e com qual velocidade, fazem-se comparações sem sentido e imagina-se que tudo começou do zero no primeiro dia do governo Lula.

Na cartilha de exaltação aos dez anos do PT no poder, com capa ao estilo realismo socialista e Dilma e Lula retratados como duas faces de uma mesma criatura, a história é reescrita para fazer as estatísticas falarem o que aos donos do poder interessa. Nada de novo sob o sol: é só lembrar dos museus soviéticos que borravam nas fotos os rostos dos ex-companheiros caídos em desgraça… O PSDB não deve entrar nesta armadilha. É melhor olhar para frente e deixar as picuinhas para quem gosta delas.

Quanto ao futuro, o governo está demonstrando miopia estratégica. Depois de quatro anos iniciais de consolidação da herança bendita, a política econômica teve de reagir ao violento impacto da crise de 2007/2008. Foi necessário, sem demora, expandir o gasto público, desonerar setores produtivos, ampliar o crédito através dos bancos públicos, etc. Em situações extraordinárias, medidas extraordinárias. Mas o cachimbo foi entortando a boca: a discricionariedade governamental tornou-se a regra desde então. Com isso, a credibilidade do BC foi posta em xeque, a transparência das contas públicas também. Cresceram as dúvidas sobre a inflação futura e sobre o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal.

Não há que exagerar na crítica: por ora, o trem não descarrilou. Mas as balizas que asseguraram crescimento com estabilidade, (câmbio flutuante, metas inflacionárias e responsabilidade fiscal), mesmo ainda em pé, se tornam cada vez mais referências longínquas. A máquina governamental está enguiçada como o próprio governo sente; e sua incapacidade para consertá-la é preocupante. Os expedientes utilizados até agora com o propósito de acelerar o crescimento deram em quase nada (o Pibinho). Na ânsia de acelerar a economia, o governo beijou a cruz e apelou para as concessões (portos, aeroportos, estradas) e mesmo privatizações (de partes da distribuição energética). Mas a viseira ideológica, o hábito de fechar-se em pequenos grupos, a precariedade gerencial não permitem dar efetividade a decisões que ferem o coração de suas crenças arcaicas.

Enquanto a China puxar as exportações de matérias-primas e de alimentos, tudo vai se arranjando. Mesmo assim, a produção industrial torna-se menos competitiva e perde importância relativa no processo produtivo. A balança comercial já deixou de ser folgada, mas com o financiamento estrangeiro as contas vão fechando. No curto prazo, tudo bem. A prazo mais longo, volta a preocupar o fantasma da “vulnerabilidade externa”.

Já se veem no horizonte sinais de retomada na economia mundial. Não me refiro a uma incerta recuperação do emprego e do equilíbrio fiscal, este em alguns países da Europa, aquele nos Estados Unidos. Refiro-me ao que Schumpeter salientava para explicar a natureza do crescimento econômico, uma onda de inovações. Provavelmente serão os Estados Unidos que capitanearão a nova investida capitalista mundial. O gás de xisto e os novos métodos de extração de petróleo tornarão aquele país a grande potência energética. Junto com ele, Canadá, México, Argentina e Brasil podem ter um lugar ao sol. De ser isso verdade, uma nova geopolítica se desenha, com, por um lado, um polo chinês-asiático e outro americano. Isso em um contexto político e cultural que não aceita hegemonias, no qual, portanto, a multiplicidade de polos e subpolos requer uma nova institucionalidade global.

Diante disso, como ficará o Brasil: pendendo para a Alba, de inspiração chavista? À margem da nova aliança atlântica proposta pelos Estados Unidos que, por agora, contempla apenas a América do Norte e a Europa? Iremos fortalecer nossos laços com o mundo árabe longínquo, ou este terminará por se aconchegar na dupla formada pela China e pela Índia, ambos países carentes de energia? E como nos situaremos na dinâmica da nova fase do capitalismo global? Ao que eu saiba, ela continuará dependendo do aumento contínuo de produtividade para assegurar as bases do bem-estar social (que não será decorrência automática disso, mas de políticas adequadas). Como, então, querer acelerar o crescimento utilizando truques e maquiagens, do tipo subsídios tópicos, exceções de impostos setoriais, salvamento de empresas via Hospital BNDES ou Caixa Econômica?

Quando o PSDB fez o Plano Real percebeu as oportunidades que se abriam para o Brasil com a globalização, desde que ajustássemos a economia e iniciássemos políticas de inclusão social. Na época o PT não entendeu do que se tratava. Queria dar o calote da dívida externa e sustentava o inadequado programa Fome Zero que jamais saiu do papel. Foram as bolsas que o PSDB introduziu que salvaram o PT quando este, tardiamente, se deu conta de que era melhor fazer uma política de transferência direta de rendas. Em geral se aferrou à ideia de que a globalização seria uma ideologia – o neoliberalismo – e não a maneira contemporânea de organizar a produção com base em novas tecnologias e novas normas. Não estará o PT repetindo o equívoco, com uma leitura míope do mundo e distorcida do papel do Estado? A resposta cabe ao governo. Ao PSDB cumpre oferecer a sua visão alternativa e um programa contemporâneo que amplie as possibilidades de realização pessoal e coletiva dos brasileiros. Sem esquecer o passado, mas com os olhos no futuro.”


23 comentários

  1. Cajucy Cajuman
    domingo, 3 de março de 2013 – 11:51 hs

    Excelente artigo. Irretocável.

  2. domingo, 3 de março de 2013 – 12:19 hs

    O artigo acima relata aquilo que os petistas não reconhecem, a humildade em analogias passadas, que não levam a nada. Tudo o que está dando certo (pouca coisa) veio do esforço e contemplação de outros governos. Nós precisamos pensar no futuro para que o país não caia em bancarrota. Pensemos grande, pois ninguém quer que nosso país afunde, por não ser eleitor do PT não significa que queira que o País não vença todas as dificuldades. Não somos daqueles que pensam (como diz o pinóchio Lula) que quanto pior melhor. Só na cabeça de um insano pode ter tal conceito.

  3. domingo, 3 de março de 2013 – 12:21 hs

    Fernando Henrique e muitas pessoas sabem,que se O lula tivesse ganho a eleição que concorreu com o collor , nunca mais seria lembrado neste pais,pois todos sabem que o PT nunca teve um programa De governo, só sabem fazer oposição irresponsável.
    Mas teve a sorte de perder para o collor e assumir, com o plano real em pleno sucesso.
    Aquela frase que disse para Fernando Henrique ” voce esta deixando um amigo aqui” durou só enquanto pronunciava, pois o poder fez com que o lula perdesse a noção da lealdade.
    Se acha o dono do Brasil…mas o tempo escreve a verdadeira historia e mostrara no futuro mesmo que seja em memória póstuma.

  4. Deutsch
    domingo, 3 de março de 2013 – 12:44 hs

    Realmente é um governo doentio. Pior ainda são os idiotas que nele votam e não tem condições de exigir melhora nas políticas públicas, pois seus deuses são a encarnação da perfeição em administração.
    Todos idiotas doentes.

  5. CLOVIS PENA
    domingo, 3 de março de 2013 – 13:17 hs

    Muito acadêmico. Como sempre, embora respeitável, muito acadêmico. O PSDB precisa falar para o povo.

  6. TRABALHADOR
    domingo, 3 de março de 2013 – 14:55 hs

    O FHC é um cara muito inteligente, merece respeito, mas é um político. Políticos tendem a assumirem o papel de super-heróis junto ao povo, e não o são.
    Ex-presidente, não foi o “PSDB que fez o plano real”, foi o senhor quando era ministro do governo Itamar Franco ( que nunca foi do PSDB). Aliás o senhor foi presidente somente devido ao apoio do falecido Itamar, lembra que depois o sr. o desprezou quando não precisava mais dele. O “PLANO REAL”, foi algo que colocou o Brasil nos trilhos, mas foi um dos maiores golpes eleitoreiros, pois foi lançado às vesperas das eleições, muito parecido com o “minha casa-minha vida” que o Lula usou para eleger a Dilma.
    O que quero dizer que o PSDB não é o FHC, porque infelizmente poucas pessoas podem/conseguem ser como ele. O PSDB infelizmente é formado em seus quadros em grande parte por políticos de pouca expressão, é uma pena, porque é o partido fundado pelo Zé Richa e o Mário Covas, grandes líderes que tivemos.
    Então Ex-presidente o PSDB não vai conseguir ” olhar para frente e deixar as picuinhas para quem gosta delas”, nem o PT também. Não temos grandes cabeças pensantes nos quadros diretivos destes partidos e seus membros estão perdidos e os seus super-heróis se aposentando.
    Então está na hora de mudanças e precisamos de um novo caminho.

  7. domingo, 3 de março de 2013 – 15:58 hs

    Esse velho gaga ja passou da hora de se aposentar.

  8. Sergio R.
    domingo, 3 de março de 2013 – 16:22 hs

    Belo artigo sobre o momento atual do Brasil. Deveria também ter feito este artigo em quadrinhos, pois muitos petistas não vão entender. Vão somente ler o título e fazer um comentário que não terá nada a ver com o artigo. O PT governa com olhos no retrovisor sonhando com a pré revolução industrial. Por isso estamos dando um passo à frente e dois para trás.

  9. salete cesconeto de arruda
    domingo, 3 de março de 2013 – 17:57 hs

    Fumou de novo?
    Que falta faz uma MULHER INTELIGENTE feito Dona Ruht na vida de um homem tão TACANHO.

  10. Constanza Del Piero
    domingo, 3 de março de 2013 – 18:54 hs

    A pessoa que assina esse texto, é a mesma que delegou ao desgoverno petista, a tal ‘HERANÇA MALDITA’, tão alardeada pela petezada cretina.
    Não existe nos meios petistas, quem consiga sequer elaborar texto parecido com este. Imagine fazer o que esse homem fez pelo Brasil, pelas classes desfavorecidas, e pela sua economia!
    A petezada critica este homem, por conhecer sua grandeza e capacidade, e saber que eles próprios, não passam de uma farsa política; de um erro histórico, pelos quais, ainda pagaremos muito caro. O petê deve ser varrido do mapa, enquanto há tempo.

  11. George
    domingo, 3 de março de 2013 – 21:35 hs

    Quanta diferenca entre o texto direcionado à pessoas inteligentes que o FHC escreve, e a lavagem cerebral emanada por Lula e cia.

  12. OCIMAR
    domingo, 3 de março de 2013 – 22:26 hs

    ESSE AÍ O TEMPO DIRÁ QUEM FOI,O CARA É TÃO BOM QUE OS PORCOS petistas NÃO ESTÃO GOVERNANDO O PAÍS E SIM PREOCUPADOS EM DESCONSTRUIR O QUE ELE FEZ,COISA QUE SÓ UM IDIOTA NÃO ADMITE.

  13. Deutsch
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 1:08 hs

    Belíssimo texto. Inteligente, perspicaz,visionário eporque não dizer gntil, pois em momento algum atacou de forma desleal o governo petista.
    Quando nos é dada a oportunidade ler algo assim entendemos porque é que pessoas como lula, dilma, silvajr, salete e outros ignorantes desandam a escrever e falar suas bobagens; nenhum, mas absolutamente nenhum petista tem condições ou capacidade de escrever ou elaborar um texto desse nível.
    Falta-lhes cultura geral, entendimento político e conhecimento humano, bens que se adquire estudando, lendo, escutando,vivenciando o momento, e não vociferando contra o passado, renegando a história e tendo uma visão estreita do desenvolvimento de tudo que nos cerca.
    CEGO É UMA MERD@.

  14. segunda-feira, 4 de março de 2013 – 8:22 hs

    REALMENTE FHC FOI UM GÊNIO EM CONTER A INFLAÇÃO COM TAXAS EXORBITANTES QUE CORRE NO TEMPO PASSADO IDOS DÉCADA DE 80 E 90 A ECONOMIA BRASILEIRA .
    HOJE COM O DESEQUILÍBRIO DA ECONOMIA À ALTA DO CONSUMO APESAR DA VALORIZAÇÃO SALARIAL QUE IMPRESSIONANTE FEZ O PODER DE COMPRA CAIR POIS POR EXEMPLO UM PÃOZINHO QUE CUSTAVA 10 CENTAVOS HOJE CUSTA 25 CENTAVOS , GASOLINA ENTRE 1.50 HOJE 3.00 REAIS.
    O COMBATE À FOME CUIDAR DA EDUCAÇÃO CUIDAR E ZELAR PELA SAÚDE DOS MENOS NECESSITADO DEVEM SER TRABALHO CONTÍNUO DE GOVERNO E NÃO PROGRAMAS ELEITOREIROS DE GOVERNO O BRASIL BUSCA AGORA UM NOVO MODELO DE GESTÃO INTEGRAL SOCIAL DE SEU POVO .

  15. sergio silvestre
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 10:32 hs

    Então george,a lavagem cerebral do pt foi bem aceita pelo pobre produtivo que comprava 5 latas de azeite com seu salario minimo.
    O FHC assim como o Aécio,falam muito em numeros mas não falam muito do pobre.Para eles é só a Av PAULISTA e a Vieira Souto que corresponde ao pib nacional.O Psdb padece por não ir de encontro aos anseios do pobre e por distribuir dividendos e não renda.
    Assim enterraram um bom politico que é o fernando Henrique,o Serra
    se salvando nas beiradas o Beto e o Alkmin.
    Fhc Vai levar para o tumulo esta resignação de não ter sido escolhido pelo seu povo como um grande benfeitor.Seus aliados não o mereciam,estes calhordas hoje todos banqueiros e grandes fazendeiros estão por ai querendo aplicar mais golpes milionarios no pais.

  16. Pedro Gunha
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 10:57 hs

    Dª Salete Cesconeto de Arruda, todos esses excelentes comentários sobre o artigo do FHC, a Srª não acha que isso é coisa do PIG?, porque de PIG a srª entende. É isso aí FHC, Faça de novo esse País tomar o rumo certo,antes que seja tarde demais.

  17. Luiz Artur Gapski Pereira
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 11:25 hs

    FHC sim deveria voltar a ser candidato é o unico ater chance de desbamcar o lula o resto´não tem chance alguma. vamos pensar nisso.

  18. alexandre
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 12:10 hs

    Taxa Selic acima de três dígitos. Desemprego em alta. Privatizações (doações) do patrimônio público. Dívida externa subindo o morro. Dinheiro às pampas nos bancos quebrados (Proer). Reeleição às custas da corrupção deslavada de membros do Congresso. Por que FHC não fala disto? Foram os Governos Lula/Lima que deram credibilidade ao Brasil no exterior, resolveram o problema da dívida externa, aumentaram as reservas cambiais e deram acesso a milhões de brasileiros à casa, comida, ensino superior e crédito barato. FHC tenta requentar um discurso que já foi derrotado por pelo menos três vezes consecutivas. Não colará novamente.

  19. ernesto
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 13:22 hs

    Governo FHC tem que ser lembrado

    FHC diz que o governo do PT tem que olhar para o futuro, esquecer o passado, ou seja, esquecer o seu desastrado governo. O presidente Lula olhou para futuro assim que assumiu o governo, em 2003. Melhorou as condições de vida de todos os brasileiros. E fez do Brasil um país respeitado e admirado no mundo todo.

    A presidenta Dilma assumiu o governo em 2010 e deu continuidade ao governo Lula, também de olho no futuro. Hoje o Brasil tem uma das menores taxas de desemprego em todo o mundo. Graças também a seu governo, o país continua sendo repeitado e até invejado. Mas é muito importante que não nos esqueçamos do passado, dos anos de chumbo, do desastrado governo FHC, para que nunca mais se repitam.

    Não vamos tolerar nunca mais a falta de liberdade, a opressão, as prisões arbitrárias, as torturas e mortes. Ditadura nunca mais. Também não queremos mais nosso país com desemprego recorde, com milhões de miseráveis, com jovens sem esperança de cursar a universidade, com milhões de pessoas sem ter como adquirir a tão sonhada casa própria. Não queremos mais nosso Brasil rastejando, humilhado, pedindo ajuda ao FMI. Não queremos mais o FMI mandando na nossa economia, cortando investimentos, salários e empregos.

    Hoje, graças a Lula e à presidenta Dilma, somos um país soberano. Não queremos que as riquezas do Brasil, que nossas grandes estatais, como BB, Caixa, Petrobras, sejam privatizadas a preço de banana, como ocorreu com a Vale do Rio Doce no governo FHC. Não queremos nunca mais um governo neoliberal seguindo as normas do “Consenso de Washington”, como fez FHC, que quebrou o país três vezes.

    O desastrado governo FHC é um bom exemplo a não se seguido. Por isso tem que ser lembrado sempre, para que nunca mais se repita.

  20. ernesto
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 13:23 hs

    Deutsch, concordo, vc é cego!

  21. Aline
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 21:23 hs

    JUAREZ…
    Será que o Sr. escreve tão bem quanto este velho gagá???????Fala sério. Ô INVEJA SÔ!!!!!!

  22. Aline
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 21:25 hs

    Galera…

    A Salete Cesconeto FUMOU….

  23. Luís Lander
    terça-feira, 5 de março de 2013 – 13:04 hs

    O que corrigir em um texto que expõe a preocupação do autor com o futuro de nosso País? Quanto aos valores e conceitos que estamos vivendo? Com o legado que estamos deixando para filhos e netos? Reparo algum ! Apenas elogiar o altruísmo de um ex-presidente superior e que ainda tem energia e paciência para lidar com pensamentos pequenos, desejos egocêntricos e que usam da mentira e da agressividade para se estabelecerem. Pena estamos todos perdendo!

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