SEDU, Comec, URBS e Assomec farão pesquisa origem/destino na RMC | Fábio Campana

SEDU, Comec, URBS e Assomec farão pesquisa origem/destino na RMC

Governo do Estado, pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano (SEDU) e Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC), mais a Urbanização de Curitiba (URBS) e Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (ASSOMEC) fecharam acordo para realizar em conjunto a pesquisa, inédita, sobre a origem e destino dos passageiros que utilizam a Rede Integrada de Transporte, que atende a Capital e outros 12 municípios. O objetivo é estabelecer o custo real da passagem de ônibus de cada linha que compõe a Rede Integrada da Região Metropolitana de Curitiba (RIT). A opção de todos foi pela realização de uma pesquisa domiciliar e os custos serão divididos em três partes iguais.

A escolha conjunta pela pesquisa domiciliar foi técnica, uma vez que permitirá fazer o zoneamento, conhecer os diferentes deslocamentos das pessoas, distâncias percorridas em ônibus, a pé, de bicicleta ou outro meio de locomoção. Abrange um contexto maior, logística positiva e ainda pode acoplar a sistematização dos dados da bilhetagem eletrônica e outros que forem necessários. O secretário da SEDU, Ratinho Junior, disse que “a transparência no processo de licitação, a seriedade no projeto de construção de um novo modelo gestor para o transporte público, com visão para 20 ou mais anos, e a consolidação da confiança, entre as partes, devem ser preservados por todos”.

Alinhados sob o mesmo pensamento, o presidente da URBS, Roberto Gregório, disse: “estamos vivendo um momento único, de transformação de governança, na busca de construir soluções para este e os próximos convênios”. No aprofundamento dessa e outras questões, na reunião desta quarta-feira, na sede da SEDU, foi acordada ainda a realização de três reuniões técnicas: para a operacionalização e efetivação da pesquisa origem/destino; para a estrutura de custos das tarifas até 7 de maio, com um convênio para solucionar a questão; e outro, a partir de 8 de maio para manter a RIT. O grupo também elegeu o diretor de Transportes da Comec, Carlos do Rego Almeida Filho, o Caco, para secretário executivo das três reuniões, onde deverá ter um representante e assessores jurídicos de cada parte.

Outros assuntos ainda foram abordados no encontro. O secretário Ratinho Junior quis saber sobre o resultado da auditoria que está sendo feita pela URBS. Para ele, os dados vão também ajudar a definir melhor o custo real das tarifas. Gregório afirmou que o processo chega em sua etapa final e logo estará concluído para ser apresentado a todos. O assessor jurídico da SEDU, Luciano Gomes, e o diretor presidente da COMEC, Gil Fernando Polidoro, lembraram o acórdão divulgado, há semanas, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que define a co-responsabilidade dos municípios das Regiões Metropolitanas das Capitais do País junto aos Governos Estaduais na busca de soluções as questões que afetam a vida das populações.

Gil Fernando e o presidente da Assomec e prefeito de Pinhais, Luiz Goulart, o Luizão, também abordaram a necessidade de se chegar à proporcionalidade para ajustar os custos de cada linha. Há muitos fatores a serem estudados, como a quilometragem de trechos percorridos, passagens gratuitas para idosos, militares, Correios e outros. Roberto Gregório incluiu na discussão, os dispêndios operacionais da URBS. Ratinho Junior destacou: “temos de pensar nestas e em todas as questões futuras, sim. Mas o convênio que dará início às primeiras soluções é pra já”. Todos concordaram.

Também participaram da reunião o coordenador da Região Metropolitana de Curitiba, Rui Hara; o diretor-geral da secretaria do Desenvolvimento Urbano, João Carlos Ortega, o procurador jurídico Luciano Borges e o assessor Arthur Buck; e pela URBS, o diretor de transportes, Antônio Carlos Araújo, e o diretor jurídico, Rodrigo Grevetti.


8 comentários

  1. paulo
    quarta-feira, 27 de março de 2013 – 16:08 hs

    o único descente dessa turma:luiz alves goulart o luizao prefeitodo PT municipio de pinhais.

  2. Marcelo Andrade
    quarta-feira, 27 de março de 2013 – 16:21 hs

    Como diria o Zé Coió…. uuuuiiaaaaaaaaaa ! ! ! ! !

  3. Carlos
    quarta-feira, 27 de março de 2013 – 18:44 hs

    Até que enfim com a mechida que o Fruet está fazendo em Curitiba os governos estão se movimentando e fazendo o correto: Estudar e analisar os assunto. Vamos ver se estas questões refletem justiça econômica para todos.

  4. joao sorem
    quarta-feira, 27 de março de 2013 – 21:08 hs

    a sorte que tem gente do bem do lado do governo.Ratinho pensando no povo de curitiba e região. se não fosse ele tudo com dantes…

  5. ???
    quarta-feira, 27 de março de 2013 – 21:40 hs

    Por que o único novo Diretor da URBS insiste em levar Diretores das gestões passadas? quando a Diretoria da URBS será alterada? ou o Presidente quer mantê-los? e o Prefeito diz o quê?
    O Presidente da ASSOMEC disse que, para viabilizar essa pesquisa, pediria ajuda financeira para o Sindicato das Empresas. será que desistiu mesmo?

  6. quarta-feira, 27 de março de 2013 – 22:57 hs

    Já que o Fruta não quer trabalhar e só sabe choramingar…. alguem tem que fazer algo pelo Transporte Coletivo

  7. Vigilante do Portão
    quinta-feira, 28 de março de 2013 – 2:25 hs

    O mais impressionante é o fato de não termos esses dados.

    Quantos FISCAIS fazem parte do quadro da URBS/COMEC?

    Fazem “Planilha de Custos” e não sabem a “origem/destino” dos passageriros?

    Com os dados, poderemos verificar QUAIS PREFEITURAS devem arcar com o custo dos seus passageiros

    Os Prefeitos da RM estão se fungindo de “mortos”.
    Fruet, espalha que a conta é do Beto Richa.
    Nada disso.

    METADE da conta é de Curitiba (RETORNO DOS PASSAGEIROS DA RM).

    As Prefeituras da RM devem arcar com sua parte (conforme o número de passageiros)

  8. fiscal
    quinta-feira, 28 de março de 2013 – 19:11 hs

    Na URBS so tem velhas raposas…..o Ratinho está movimentando o pessoal da URBS que só sabem chorar…por que a URBS não cancela a taxa de administração de 4% que cobra da prefeitura o que equivale uns 40 mi por ano??????????

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