Papa Francisco se esforça para justificar o nome | Fábio Campana

Papa Francisco se esforça para justificar o nome

Do Maurício Savarese:

Em vez de uma série de palavras em latim, como o ritual prevê, um simples “boa noite”. A cruz de ouro ficou de lado: a preferência é pela de madeira, usada há anos pelo arcebispo de Buenos Aires.

O carro oficial acabou desprezado duas vezes em 24 horas. E que “Deus perdoe” os cardeais que o elegeram, segundo o próprio eleito. O papa Francisco, primeiro jesuíta no cargo, já alterou bruscamente a dinâmica do Vaticano.

O carro oficial do pontífice não saiu da garagem. Logo depois de eleito, o papa preferiu retornar à Casa Santa Marta no mesmo ônibus no qual chegou com seus cardeais, segundo os porta-vozes do Vaticano.

Nesta quinta-feira, o argentino de 76 anos escolheu um carro de polícia para ir à Basílica de Santa Maria Maggiore, sua primeira visita como chefe da Igreja Católica.

Na saída, voltou ao local onde se hospedou antes do conclave. Buscou sua bagagem, cumprimentou os funcionários e pagou a conta do próprio bolso. O objetivo: “dar exemplo”, segundo o Vaticano.

E lembrar São Francisco de Assis, que viveu uma vida de pobreza. Dias agitados esperam a Cúria Romana, administração da Igreja Católica e envolvida em denúncias que vão da corrupção ao acobertamento de pedofilia.

A comitiva modesta para ir à basílica no centro de Roma permitiu que fosse visto e cumprimentado por crianças de uma escola da região.

Os seguranças ainda estão se adaptando ao novo estilo, bem mais pastoral do que o do teólogo e antecessor, papa emérito Bento XVI. A prerrogativa de determinar a distância que terá com o povo cabe inteiramente a Bergoglio e ele não deu sinal de que mudará muito por causa do cargo.

“O estilo dele já nos deixa estupefatos”, disse o chefe da assessoria de imprensa vaticana, padre Federico Lombardi, também jesuíta. “Nós temos mais um sentido de servir, de obediência, não de governar dioceses. Que dirá toda a igreja. Não estávamos preparados psicologicamente.”

Em Buenos Aires, ele costumava tomar ônibus e metrô. Passou grande parte da vida trabalhando em favelas. Talvez o cargo de sumo-pontífice o impeça de ser tão informal, mas que o choque de cultura no Vaticano já começou não há dúvida.


4 comentários

  1. Viezzer
    quinta-feira, 14 de março de 2013 – 22:36 hs

    Desejo que ele obtenha sucesso durante o seu papado…Mas convenhamos que o verdadeiro Cristianismo ocorreu nos três primeiros séculos, nas catacumbas, escondido do regime tirano de Roma…Esse nunca mais volta…Tomara que Francisco consiga ao menos lembrar-nos um pouco de como era…

  2. Confiança no Brasil
    sexta-feira, 15 de março de 2013 – 9:17 hs

    Aí tá certo…é só lembrar o que Jesus fazia: entre o povo, sem pompa…ao natural ! Começou bem o hermano !

  3. Leila Pontes
    sexta-feira, 15 de março de 2013 – 9:20 hs

    Estou com fé que este Papa vai enfim fazer o que a igreja ja tinha que ter feito ha 100 anos. Acabar com a ostentação e ficar junto aos pobres e oprimidos.

  4. Ironilda
    sábado, 16 de março de 2013 – 18:20 hs

    Agora sim…habemos Papa!!!!!!!!!!!!!!!

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