O ministro dos meios de comunicação | Fábio Campana

O ministro dos meios
de comunicação

Da Carta Capital:

Deu curto circuito na esquerda petista e assemelhada, que agora ataca o ministro Paulo Bernardo, deixando-o numa posição desconfortável. A revista Carta Capital, que costuma refletir as ideias da tigrada petista, saiu de porrete. Leia um trecho. É o que segue:

“Quem alimentava esperanças de assistir no Brasil a uma discussão séria e fundamentada sobre a atualização das leis de comunicação pode desistir. O último projeto elaborado pelo governo, obra do ex-secretário Franklin Martins ainda no governo Lula, foi enterrado oficialmente pelo atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Em entrevista recente a O Estado de S. Paulo, Bernardo não deixou dúvidas: o governo Dilma não está disposto a bancar a regulamentação da mídia nem a considera necessária. “Temos de discutir menos apaixonadamente essa questão da mídia. Entendo que a democracia brasileira pressupõe mídia livre e liberdade de expressão. Não queremos mudar isso”, afirmou o ministro, numa platitude bem ao gosto dos donos dos meios de comunicação, embora desprovida de qualquer conteúdo.”

O ministro não é bobo e deveria saber: quem normalmente alerta para os efeitos deletérios do oligopólio midiático existente no País deseja mais e não menos liberdade. E não somente liberdade concentrada nas mãos de uns poucos.
O sistema de regulação no Brasil, cuja principal regra, a lei de radiodifusão, foi criada nos anos 1960, estimula a lei da selva, em que prevalece a vontade dos mais fortes. Contém vícios do passado e não resolve impasses do presente. Não há impedimento à propriedade cruzada, o que estimula os monopólios, licenças são negociadas ao arrepio da Constituição, o que explica o aumento do proselitismo religioso eletrônico, e políticos permanecem livres para ser donos ou sócios de emissoras de rádio e tevê, uma afronta ao jogo democrático. Fora isso, as mudanças tecnológicas em curso, com o crescimento da internet e a convergência (hoje se pode ler um texto jornalístico ou assistir à tevê no celular e no computador) exigem por si só uma rediscussão dos marcos regulatórios do -setor. Nada disso tem a ver com censura, ao contrário do discurso conservador e conveniente a quem opera sem nenhum freio.

Essas constatações tão simples parecem insuficientes para comover Bernardo. E dá-se assim, por meio de suas mãos, uma morte semelhante, por asfixia, do debate igualmente enterrado no governo Fernando Henrique Cardoso, que chegou a preparar em vão três marcos regulatórios do setor.

*Leia matéria completa na Edição 742 de CartaCapital, já nas bancas


2 comentários

  1. sergio silvestre
    sábado, 30 de março de 2013 – 9:41 hs

    O Paulo Bernardo sempre foi um petista light,pois até aliança com o Belinate fez aqui em Londrina.
    Acho que a familia Bernardo está com muito poder acumulado e com muito medo da grande imprensa.
    Tambem a presidente Dilma é da mesma linha do PB,muito zelosa com a globo e seguindo a cartilha dela,tanto que 60% das verbas das propagandas do governo vai para a Babilonia.
    Agora ,que pprecisa urgente de uma leis de midias ,isso passou da hora.Um pais não pode ficar refem de uma emissora de tv,que nos ditam normas nocivas para o crescimento intelectual da população.

  2. Eduardo Pereira
    sábado, 30 de março de 2013 – 13:44 hs

    Mais uma pisada no tomate. Dessa vez com os dois pes …Quem conhece a historia do jornalismo no Brasil , gosta de boa informação e estava vivo nos anos 60/70, deveria saber quem é o Mino Carta. Supor que ele, e outros tantos jornalistas da revista não seriam correia de transmissão de partido algum , nem arautos de ideologia. Eles tem posição politica que é explicita, mas daí a rotular a revista como a “refletir as ideias da tigrada petista” e uma tentativa de desqualificar o que a revista produz de informação São criticos implacaveis da picaretagem e , não fazem jornalismo de fachada.e de fantasia , , como é comum no jornalismo e na internet
    Acho que houve uma confusão no post . Pra refrescar a memoria do blogueiro , e dar-lhe coisas para comparar, vou lembrar de alguns jornais e revistas que eram assim: Hora do Povo , O Companheiro por exempo que eram órgãos de comunicação das tendencias da esquerda clandestina . E na midia atual, as revistas da abril , sem excessão e todas as midias da globo, folha e estado, que têm interesses e posição politica explicita ( contra tudo e contra todos que são do governo e que possa diminuir seu poder de interferencia ) e se disfarçam de órgão de informação.

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