Médicos defendem aborto até 12ª semana de gestação | Fábio Campana

Médicos defendem
aborto até 12ª semana
de gestação

A proposta de dar à mulher a opção de interromper a gravidez até a 12ª semana, ampliando os casos previstos de aborto legal, ganhou o apoio de conselhos de medicina. A posição é inédita e respalda o anteprojeto da reforma do Código Penal entregue ao Senado no ano passado, de acordo com o CFM (Conselho Federal de Medicina).

“Defendemos o caminho da autonomia da mulher. Precisávamos dizer ao Senado a nossa posição”, diz Roberto D’Ávila, presidente do CFM.

O entendimento foi aprovado pela maioria dos conselheiros federais de medicina e dos presidentes dos 27 CRMs (Conselhos Regionais de Medicina) reunidos em Belém (PA) no início do mês. Antes disso, o tema foi debatido internamente por dois anos.


16 comentários

  1. CLOVIS PENA
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 8:55 hs

    Barbárie ! Assusta esta posição do conselho !

  2. Anônimo
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 9:06 hs

    Considerando o que alguns médicos fazem, o mundo poderia ter sido poupado deles, se suas mães os tivessem abortado desde logo.

  3. Sergio R.
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 10:29 hs

    Qual a diferença da médica Virginia e dos médicos do conselho? Uma supostamente abrevia a vida no final. Outros querem abreviar a vida no início (dos casos não previstos em lei). Esse é o avanço para transformar a sociedade em meras coisas manipuláveis e descartáveis. Se um filho é um fardo para as “feministas” (tipo aquela ministra Eleonora que ensinava o auto-aborto), porque não lutam para serem esterilizadas? Assim não passam o gene homicida para as futuras gerações.

  4. Leitora
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 10:36 hs

    Isso que na 12ª semana tudo isso já ocorreu com o bebê:

    “Os membros já estão formados. Os músculos estão em formação, as mãos se fecham, ele pode sugar e engolir os líquidos que o envolvem. Suas pálpebras já fecham sobre os olhos, as unhas começam a crescer e a boca abre e fecha.
    O comprimento do bebê é de 61 mm, com peso de 9 a 13 gramas. O útero já cresceu até 10 cm de largura e tornou-se grande o suficiente para assentar-se na sua pelve e avançar até o abdômen.”

    http://www.hospitalgeral.com.br/1_com/maternidade/desenvolvimento.htm

    Estão brincando de Deus…a opção em não ter um filho deve ser decidida ANTES de engravidar, e não com um assassinato depois do fato consumado. A ressalva deve ser SOMENTE em casos de estupro ou risco materno.

  5. Kharin
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 11:28 hs

    Sou mulher e sou contra Campana. Ninguém tem o direito de interromper uma vida. Politica interesseira, um ganho a mais para a medicina. Porque não investem em medidas de prevenção, através da educação???

  6. quinta-feira, 21 de março de 2013 – 12:01 hs

    Talvez isto seja parametrizado pelo princípio do critério neurológico adotado em outros países.

    Há duas facetas escondidas na confluência da decisão dos conselhos:

    – a realidade do aborto, clandestina e assassina, é um dos grandes problemas da saúde pública feminina. A taxa de mortalidade de mulheres brasileiras que morrem por abortos clandestinos (procedimentos invasivos e princípios químicos) é uma das maiores do mundo.

    – o período indicado para o procedimento é o que a classe médica considera que os efeitos psicológicos e fisiológicos do aborto são menos impactantes ao corpo feminino.

    É claro que a imensa maioria das pessoas ignoram estes fatos e os grupos políticos que representam a ala mais conservadora irão combater esta movimentação da classe médica.

    Enquanto isso… as hemorragias em decorrência de úteros perfurados e do Misoprostol continuarão levando nossas mulheres ao túmulo…

  7. Analista de Bagé
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 12:31 hs

    Autonomia da vida de uma mulher para decidir sobre a morte de outro ser humano, que carrega em seu ventre por pura irresponsabilidade da própria gestante?

    Um bebê com potencial para nascer saudável, sendo gerado no ventre materno, que não tenha sido concebido por violência sexual e tampouco ofereça risco à saúde da gestante, VAI PERDER O DIREITO À VIDA, PORQUE MÉDICOS TEM OPINIÃO FORMADA e Políticos querem legislar sobre o fim da vida sem consulta pública de grande porte, como um referendo?

    Só um recadinho: médicos e políticos NUNCA SERÃO, JAMAIS SERÃO *DEUS*… O caso da UTI do Evangélico deixou bem claro isto… Médicos e Diretores caíram…

  8. Alessandro
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 12:37 hs

    “Médicos” no plural, como se fosse um consenso nesta classe. Não é!
    “Interrupção da gravidez”. Nome pomposo pra assassinato de bebê.
    Quem é a favor do aborto está moralmente obrigado a assistir o documentário “O grito silencioso”.
    Naquele filme, um ultrassom foi feito ao mesmo tempo em que o aborto foi realizado em um bebê de 12 semanas na barriga da mãe.
    O bebê tenta desesperadamente fugir da ponta de sucção do aborteiro, com as batidas do coração disparadas e a boquinha aberta, como quem grita de desespero.
    Depois do documentário mencionado, um dos maiores aborteiros dos EUA arrependeu-se profundamente contra a prática e virou atuante nas campanhas a favor da vida.
    E a favor da vida é a favor do bebê!

  9. Heráclito
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 13:28 hs

    Quem por motivo religioso é contra o aborto.
    NÃO FAÇA.
    Não seja hipócrita, siga os preceitos de sua religião.
    E um dos preceitos religiosos dos mais significativos em todas as religiões é o da COMPREENSÂO.
    Se por acaso uma mulher considerar que não deve levar adiante a gestação de um embrião que ainda “NÃO TEM SISTEMA NEUROLÓGICO DESENVOLVIDO”, o que minimo que se pode pedir à todos os religiosos desse país é que tenham compreensão.
    E se puderem façam mais, mostrem que valorizam a vida e procurem “de fato” mudar essa sociedade onde os cachorros dos mais ricos comem melhor que os filhos dos mais pobres.

  10. KAIRO GOMES
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 13:51 hs

    A JUSTIFICATIVA É A AUTONOMIA DA MULHER. E O DIREITO À VIDA DO NASCITURO COMO FICA? ESSE CONSELHO ESTÁ DEFENDENDO O DIREITO DE MATAR. DEVERIAM PEGAR PRISÃO PERPÉTUA, CASO FOSSE POSSÍVEL.

  11. Paulo
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 15:56 hs

    Parabéns a opinião do CFM, técnica, sóbria e sem paixões. As pessoas se pegam na religião para opinar acima da ciência, isso nos leva pra idade média

  12. Anônima
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 16:42 hs

    Nossa! Esse Paulo veio do macaco pelo jeito!!!!

  13. Anônima
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 16:52 hs

    Nossa! Isso é um assassinato!!

    Nesse período o bebê está com 14 g e mede cerca de 60 mm. Suas cordas vocais também estão em formação. Os dedinhos se alongaram e se separaram e as unhas começaram a crescer. Além de receber nutrientes e oxigênio do corpo da mãe, o bebê também já pode responder a alguns estímulos. Dentro da bolsa de água, ele consegue piscar, mover os dedos, abrir a boca e até ensaiar seu primeiro xixi, uma vez que os rins estão quase totalmente formados.

    A decisão de não ter filhos deve vir antes da gravidez, não depois!!

    Acho que somente em casos de estupro e risco materno deve ser liberado!!

  14. Sandro
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 16:52 hs

    ou seja..o CFM e favorável ao assassinato de indefesos….desde que não fossem eles os que estariam no ventre sendo “abortados”……….que interessante o ponto de vista de alguns…..querem porque querem impor goela abaixo essa aberração no país…….façam um plebiscito então…e aceitem o resultado, pois ficar ano após anos, inventando noticias e tentando diminuir a resistencia contra essa irracionalidade, já “encheu o saco”…….se imagina que a humanidade evolua, mas parece que em alguns pontos é de se duvidar…..

  15. Alessandro
    quinta-feira, 21 de março de 2013 – 20:22 hs

    A opinião do Paulo tenta rotular quem é a favor bebê de medieval.
    Assista o documentário “O grito silencioso” – é antigo, mas utiliza a sua preciosa ciência pra mostrar o desespero do bebê de 12 semanas sendo sugado vivo da barriga da mãe.
    Mas assista, por favor, se pretende me responder.
    E tente deixar suas “paixões” de lado.

  16. Viviane
    segunda-feira, 10 de junho de 2013 – 16:21 hs

    Acho que criticar é fácil, quando aqui no Brasil, a maioria da população é pobre, sou a favor do aborto, pelo simples fato de que muitas crianças nascem na classe social de baixa renda, muito se ve na televisão o tanto de criança desnutrida, mau vestida, por não ter o que comer e não ter roupas para colocar, criticar é fácil, quando não se esta na pele daqueles que sofrem, por não poderem e não terem condições financeiras para sustentar seus filhos. Cada um é responsável ppor suas escolhas, cada um sabe o que passa no dia-dia e não devemos julgar a opinião dos outros, cada um pensa como quiser , mas isso não o direito dos outros julgar!

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