Dilma lança programa para atender mulheres vítimas de violência | Fábio Campana

Dilma lança programa para atender mulheres vítimas de violência

Em 2012, a cada hora dez mulheres foram vítimas de algum tipo de violência no Brasil.

A presidente Dilma Rousseff anunciou, nesta quarta-feira (13), o programa “Mulher, viver sem violência”. Coordenado pelas ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Eleonora Menicucci (Política para as Mulheres), tem como uma das principais ações a instalação de centros especializados integrados de atendimento às mulheres em situação de violência. A proposta é ofertar, em um único lugar, unidade da delegacia da mulher, varas ou juizados, Ministério Público e Defensoria Pública e equipe multidisciplinar de atendimento psicossocial. No centro também serão disponibilizadas orientação sobre emprego e renda, além de espaço de convivência e recreação para crianças.

O programa prevê também a criação de seis novos núcleos de atendimento às mulheres nas fronteiras – Brasiléia (AC), Corumbá e Ponta Porã (MS), Santana do Livramento e Jaguarão (RS) e Bonfim (RR) – e a ampliação de outras três unidades já existentes – Foz do Iguaçu (PR), Pacaraima (RR) e Oiapoque (AP). O objetivo é combater o tráfico internacional de mulheres. Além disso, o “Mulher, viver sem violência” também realizará campanhas continuadas de conscientização, formação e informação para mudança de comportamento.

“Queremos que o País se aproxime cada vez mais do dia em que o nosso País, a nossa sociedade, e os governos tenham tolerância zero com a violência praticada contra a mulher. Queremos que esse país seja um país com tolerância abaixo de zero, porque esse crime envergonha a humanidade” afirmou Dilma.”Eu sei que nenhum governo sozinho é capaz de dar conta dessa luta, mas nos esforçamos para fazer a parte do governo federal”, completou. Ao todo, as ações terão investimento federal de R$ 265 milhões.

A preocupação do governo não é à toa. “Dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) mostram que em 2012, foram computados 732,4 mil registros na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, sendo 88,6 mil relatos de violência, ou que significa dez a cada hora. Segundo o balanço, o risco de morte chega a 50%, de espancamento a 39% e de estupro a 2%. Dentre as unidades federativas o Distrito Federal está na liderança, seguido por Pará e Bahia”, alerta Gleisi Hoffmann.

Segundo a ministra, Curitiba foi uma das capitais que já manifestou interesse em ter um dos centros integrados. “O objetivo do governo é que cada capital abrigue um desses centros integrados, mas isso depende de parceria com Estado e município”, explica Gleisi. No caso do Paraná, a Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria da Mulher, já se manifestou junto ao governo federal para abrigar uma unidade, que vai atender a todo o Estado.


6 comentários

  1. tadeu rocha
    quinta-feira, 14 de março de 2013 – 10:34 hs

    É BONITO TUDO ISSO, DONA DILMA, para mim eu acho para muitas gentes, isso se chama politicagem, ainda a ministra sempre junta, temos eleiçoes para o governo, e a senhora esta abrindo muitas coisas politicamente, e as drogas que a senhora falou que ia acabar, porque a ministra nao fala disse porque dilma e a senhora. isso sim é muito importante, nao eesas besteiras.

  2. salete cesconento de arruda
    quinta-feira, 14 de março de 2013 – 11:12 hs

    Até o STF prestigiando DILMA e suas MINISTRAS!
    Só nessa foto 3 MULHRES PODEROSAS!
    Que lindo – Fábio!
    Nunca ANTES o Brasil foi tão FEMININO graças à coragem de um homem não machista.
    Sobre drogas… sugiro que cada cidadão cobre dos seus governos que estão tão próximos e detém nas mãos a SEGURANÇA e a JUSTIÇA.
    Fácil!
    Participam de CONSELHOS COMUNITÁRIOS.
    Ou os Conselhos não mais servem?
    Coragem!
    A parte do governo federal vem sendo feita.
    E pelo que dizem também a do estado e município.
    Mas só quem sabe é quem está na cidade.
    Me conte.
    Como está a Curitiba ecológica?
    Quantos novos parques?
    Quantas praças nos últimos 5 anos?!

  3. TROLL
    quinta-feira, 14 de março de 2013 – 11:16 hs

    Pode até fazer sentido toda esta integração, porém a prioridade deveria ser : uma “camaçada” de pau nos canalhas que agridem e violentam, e ato continuo ,”cadeia” até que apodreçam.
    Isto sim seria tolerância abaixo de zero.

  4. Cajucy Cajuman
    quinta-feira, 14 de março de 2013 – 13:13 hs

    Toda e qualquer iniciativa contra a violência é louvável.
    Porém, a sociedade brasileira está sendo vilipendiada em seus direitos constitucionais a cada minuto no Brasil pela violência desenfreada que toma conta do país.

    É preciso um projeto de governo mais eficiente, mais competente que venha dar um basta nos índices alarmantes de crimes contra o cidadão. Matança essa maior que em muitas guerras mundo afora.

    A imprensa e às emissoras de televisão tem mostrado diariamente que mesmo com tais medidas do governo, o crime continua desafiando às autoridades e a sociedade decente é quem paga o preço e perde a liberdade de ir e vir com segurança nas vias públicas, mesmo pagando um dos impostos mais caros do mundo.

    É preciso não confundir medidas oportunistas e eleitoreiras com projeto de segurança pública nacional. Esta, a necessidade do Brasil presente.

  5. doido sudoeste
    quinta-feira, 14 de março de 2013 – 14:10 hs

    Tadeu, vc acreditou?

  6. Roque Alves
    quinta-feira, 14 de março de 2013 – 18:42 hs

    Sugestão. A entidade criada pelo governo federal para proteção das mulheres deveria ter um nome com caracteristas politizantes, tais como: Comitê Brasileiro das Mulheres. Pois este nome poderia motivar as mulheres para intensiva a participação política na vida do Brasil…
    Cordialmente, Roque Alves.

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