Ex-funcionária diz que foi forçada a omitir socorro na UTI do Evangélico | Fábio Campana

Ex-funcionária diz que foi forçada a omitir socorro na UTI do Evangélico

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Da Estelita Hass Carazzai:

Uma ex-funcionária do Hospital Evangélico de Curitiba, cuja UTI é alvo de investigação por supostos homicídios, relatou à polícia que foi ordenada a “fazer de conta que não viu nada” quando um paciente entrou em parada cardíaca. O depoimento consta do relatório final do inquérito policial, ao qual a Folha teve acesso.

Concluído na última segunda-feira (4), o documento se fundamenta principalmente em depoimentos de ex-funcionários para indiciar cinco médicos e uma enfermeira sob suspeita de homicídio qualificado e formação de quadrilha.

Todos negam as acusações e afirmam que tudo isso é fruto de um equivocado entendimento de termos médicos.

O depoimento da ex-funcionária, cujo nome não foi revelado, relata que ela foi segurada pelo braço por uma enfermeira, quando reanimaria um paciente em parada cardíaca. “Faz de conta que você não viu nada”, teria dito a funcionária à testemunha, ao impedir que ajudasse o paciente, que morreu em seguida.

A denunciante, que diz ter trabalhado na UTI em setembro e outubro de 2012, ainda afirma que as mortes eram antecipadas pela aceleração da sedação. Em vez de o medicamento pingar pela bomba infusora, por exemplo, ele era ministrado com uma injeção, ou então o ritmo da bomba era acelerado.

O relatório da polícia menciona 32 depoimentos, dos quais 24 levantam suspeitas sobre os indiciados.

O documento também é acompanhado pelos prontuários de 25 pessoas que morreram na UTI, cujas mortes foram supostamente provocadas pelos suspeitos. A polícia não detalha, porém, quem teria causado a morte de cada um dos pacientes.

O documento afirma que os prontuários estão sob análise de equipes do Ministério Público e da polícia. Segundo especialistas ouvidos pela Folha, eles serão peça-chave da acusação, porque podem indicar erros na condução do tratamento.

Para o advogado Elias Mattar Assad, que defende a chefe da UTI, Virgínia Helena Soares de Souza, o relatório é “tíbio”. “Não diz dia, hora e local de nada, não prova a relação de causalidade e nem prova a existência de fato criminoso”, diz.


4 comentários

  1. Pedro Pedra
    quinta-feira, 7 de março de 2013 – 10:01 hs

    Essa matança, só tem um objetivo, tráfico de órgãos, matar por matar sem objetivo, somente pra idiotas acreditarem que é matança pra liberação de espaço fisico na UTI.
    Tem que haver investigação quanto ao tráfico de órgãos.

  2. Rodrigo
    quinta-feira, 7 de março de 2013 – 11:27 hs

    e o pior é que o advogado da drª tem razão. se o inquérito está todo montado apenas com base em depoimentos de testtemunhas, vai dar xabu essa história e ficar muito, mas muito feio para a polícia civil.

  3. Cajucy Cajuman
    quinta-feira, 7 de março de 2013 – 12:08 hs

    Esse caso do Hospital Evangélico cada dia fede mais. Será que o que diz acima o cognominado Pedro Pedra tem fundamento? Se tiver, aí então é salve-se quem puder…

    Dá até um arrepio quando se fala em internação hospitalar. Aliás, quero deixar de público que, caso eu tenha que me hospitalizar por algum motivo, antes contrato os serviços do Dr. Elias Assad para minha eventual defesa. O “cara” é bom!

  4. salete cesconeto de arruda
    sexta-feira, 8 de março de 2013 – 13:56 hs

    Como ficou a OMISSÃO do São Vicente em relação ao Saul Raiz – Fábio?
    O POVO QUER SABER!

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