Censura prospera | Fábio Campana

Censura prospera

Do Ilimar Franco, O Globo:

O governador tucano Marconi Perillo, de Goiás, conseguiu uma liminar na Justiça proibindo uma jornalista de seu estado de escrever seu nome, sob pena de pagar multa diária. A decisão é da juíza Luciana Silva. Marconi se sentiu ofendido por textos de Lênia Soares, críticos à sua gestão e às relações obscuras com o contraventor Carlos Cachoeira.


6 comentários

  1. Silva Jr
    domingo, 3 de março de 2013 – 13:54 hs

    Uau, o vilão não era o PT?

  2. TRABALHADOR
    domingo, 3 de março de 2013 – 14:23 hs

    Esse Marconi Perilo não é ou era, do PSDB? O PSDB não é aquele partido defensor da “liberdade de imprensa”‘? Ele também teve seu nome citado lá no caso do Cachoeira?
    Acho que esse Perilo não é um bom rapaz…

  3. Celso Rocha
    domingo, 3 de março de 2013 – 16:07 hs

    FÁBIO E DEMAIS O BRASIL ESTÁ FICANDO ESQUISITO…!?
    O RUMO DE CERTAS COISAS CONFORME DETERMINADAS OPINIÕES E DECISÕES É DE SE ESTRANHAR!

    No meio deste “blá, blá, blá” todo, vamos fazer de conta que somos alunos de 3ª e 4ª séries e estamos aprendendo a saber e a ter noção do que é o Poder Judiciário num país!
    E acredito que seriam faladas e ensinadas ás seguintes coisas:
    Os Juízes devem ser independentes e profissionais, pois, constituem a base de um sistema de tribunais justo, imparcial e garantido constitucionalmente, conhecido por Poder Judiciário. Essa independência não significa que os juízes podem tomar decisões com base em preferências pessoais, mas sim que são livres para tomarem decisões legais — mesmo que tais decisões contradigam o governo ou grupos poderosos envolvidos em um caso. Nas democracias, a independência das pressões políticas dos eleitos e do poder legislativo garante a imparcialidade dos juízes. As decisões judiciais devem ser imparciais, baseadas nos fatos de um caso, no mérito individual, em argumentos legais e nas leis relevantes, sem quaisquer restrições ou influência imprópria pelas partes interessadas. Estes princípios asseguram proteção legal igual para todos. O poder dos juízes de rever as leis públicas e de declarar que violam a constituição do país atua como um controle potencial do abuso do poder por parte do governo — mesmo que o governo seja eleito por uma maioria popular. Este poder, contudo, exige que os tribunais sejam considerados independentes e capazes de basear as suas decisões na lei e não em considerações de caráter político. Quer tenham sido eleitos ou nomeados, os juízes devem ter segurança no emprego, ou no mandato, garantida por lei, para que possam tomar decisões sem se preocuparem com pressões ou perseguições pelos que ocupam o poder. Uma sociedade civil reconhece a importância de juízes profissionais dando-lhes formação e remuneração adequadas. A confiança na imparcialidade dos tribunais — em serem vistos como o ramo “não político” do governo — é a fonte principal da sua força e legitimidade. Os tribunais de um país, contudo, não são mais imunes ao comentário público, exame e crítica do que qualquer outra instituição. A liberdade de expressão pertence a todos: tanto aos juízes como aos que os criticam. Para assegurar sua imparcialidade, a ética judicial requer que os juízes se abstenham de (ou se recusem a) julgar casos nos quais têm conflito de interesses. Os juízes numa democracia não podem ser afastados devido a pequenas queixas ou em resposta a críticas de carácter político. Em vez disso, podem ser afastados por crimes ou infrações graves através dum processo longo e demorado de impugnação (acusação) e julgamento — quer no Parlamento, quer perante um grupo independente de juízes. Um Poder judiciário independente garante às pessoas que as decisões dos tribunais se basearão nas leis do país e na constituição, não na mudança de poder político nem nas pressões de uma maioria temporária. Dotado de independência, o sistema judiciário em uma democracia serve de salvaguarda aos direitos e liberdades pessoais.

  4. Deutsch
    domingo, 3 de março de 2013 – 17:55 hs

    Marconi, gente honesta não tem medo de ter seu nome usado. deixe de ser sujo e começe a trabalhar de forma correta, ou então renuncie.
    Chega de vagabundos no poder.

  5. segunda-feira, 4 de março de 2013 – 9:55 hs

    Aqui em Foz um juiz também me proibiu de citar o nome de um notório contraventor com várias condenaçoes por improbidade administrativa…

  6. Cajucy Cajuman
    segunda-feira, 4 de março de 2013 – 23:53 hs

    Independente da coloração partidária, pau nele! Se esteve ou está envolvido com os tais “malfeitos”, lenha verbal nele. Pior para a sociedade é quando alguns juízes dão razão a tais senhores, mesmo contra o óbvio. A sociedade não suporta mais essa desfaçatez!

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