Advogado da médica Virginia contesta versão da polícia | Fábio Campana

Advogado da médica Virginia contesta versão da polícia

O advogado Elias Mattar Assad, que defende a médica Virginia Soares de Souza, enviou nota a este blog em que contesta as notícias que trazem a versão da Polícia Civil de que ela teria apressado a morte de pacientes, inclusive a do próprio marido. É o que segue:

“Meu gentilíssimo amigo Campana,

Se alguém nos acusar hoje de termos matado o nosso avô, com um saco plástico na cabeça e isto deflagrar um BOATO sem que se tenha um laudo prévio do IML neste sentido, não há prova da materialidade de qualquer crime. Quanto ao ex-marido da médica, conversei ontem (depois da sua publicação) com os médicos que o atenderam na época e eles disseram que nada de irregular ocorreu. Essa afirmação foi mais uma falsidade dos acusadores oficiais e anônimos que se conluiaram nesses crimes contra a administração da Justiça. Em breve tudo se esclarecerá.

Sou leitor cativo de seus escritos.

Abraços.

Elias Mattar Assad”


15 comentários

  1. José
    sábado, 2 de março de 2013 – 12:39 hs

    Em minha singela opinião, a Polícia trocou a ordem das coisas.
    Deveria se apurar tudo, inclusive com a exumação dos corpos, colher material e fundamentar a denúncia com provas materiais. Com robustez da materialidade, entrar com o pedido da medida cautelar, prisão preventiva.
    Sem deixar qualquer brecha pra descaracterizar aos provas, daí sim chamar a imprensa e fazer o “espetáculo” das prisões. Quem sabe com helicópteros, microcâmeras, outras câmeras posicionadas em pontos estratégicos e, se aparecer, com a equipe da RPC.
    Até agora temos visto muita fumaça, nada de fogo, e famílias sofrendo com a morte de entes queridos. Alguém perguntou como estão os familiares de quem morreu na UTI do Hospital evangélico nesse período?
    É sofrer duas ou, mais vezes.
    “Moralistas”, agora me pichem, me xinguem, mas se tudo deu contrário ao festival de “notícias” e investigações, quem pagará a conta?

  2. Marcos Souza
    sábado, 2 de março de 2013 – 12:54 hs

    Esse advogado e uma piada por que ele não interna a mãe o pai o filho ou a esposa com essa medica. Duvido que ele teria coragem pago para ver. Ou ele quer fazer a gente acreditar em papai noel.

  3. CLOVIS PENA
    sábado, 2 de março de 2013 – 13:06 hs

    Lembro de comentário que fiz aqui bem no início do caso, desejando saber com mais clareza as justificativas para as prisões de tantos médicos, sem entrar no mérito das acusações.
    Quanto a avaliação do procendimento de um médico, entendo que é assunto para uma junta de profissionais especialistas e preferentemente sob a guarda instituicional de conselho fiscalizador do exercício profissional. Penso que os danos de uma prisão alardeada para o mundo são de difícil reparo e na prática já consistem em uma severa penalidade, para ser ameno. Não conheço nenhuma das pessoas envolvidas e não pretendo defender ninguém, senão apenas retratar o que sinto da repercussão dos atos e fatos divulgados em relação à imagem e a honra das partes, de ambos os lados.

  4. carlosrochapedracc
    sábado, 2 de março de 2013 – 13:55 hs

    Até agora muita coisa foi falado nessa questão do Hevangalico cada as prova nada, o que um agente policial ficou fazendo meses na UTI e nada se fez, com esse caso estão desviando a da crise que passa o hospital, a que grupos isso interessa?

  5. Vitor
    sábado, 2 de março de 2013 – 14:08 hs

    Esqueceu de dizer que a Dra… é testemunha de defesa dos Yared contra o Carli… Esquisito não? Tem algo podre nessa defesa da médica Homicida. Acredito na Policia, 1 ano de investigação não é 1 mes.

  6. sergio silvestre
    sábado, 2 de março de 2013 – 16:08 hs

    Condenaram a médica pelo dominio do fato,aquela aberração juridica
    de mais de 70 anos atráz.Essa prática de satanizar sem provas esta ficando corriqueira no Brasil,até por pirotecnia de algum orgão,ou volupia para dar a noticia.
    Fico aqui pensando,que se não for provao nada contra este pessoal e que na verdade foi uma grande trapalhada,a vida destas pessoas estaram acabadas moralmente e os acusadores e desmembradores das noticias ficaram na mesma.
    Então dr Elias,talvez algum dia ,os advogados na hora de um calculo trabalhista,ou na veemencia do fato criminoso,fique do lado de suas convicções.

  7. Monica
    sábado, 2 de março de 2013 – 18:55 hs

    Dr. Elias : Estamos aguardando as suas provas. Será que no proprio hospital não tem gente pra depor a favor desta médica? não é possível que um hospital daquele tamanho não se ache 1 testemunha a seu favor.

  8. Relho
    sábado, 2 de março de 2013 – 19:29 hs

    Cumpre o seu papel …..

  9. Analista de Bagé
    domingo, 3 de março de 2013 – 3:15 hs

    Culpada ou Inocente (acredito que a maioria das provas midiatizadas apontam para futura condenação), o que não pode faltar é respeito com o devido processo legal e seus partícipes.

    Quando tentamos nos abstrair deste contexto e visualizarmos o todo e não apenas uma parte, logo vem a sensação da odiosa cultura do apedrejamento público, onde a massa ensandecida, baseada em informações unilaterais, sem nenhuma preocupação de ouvir a parte contrária, simplesmente (a famosa “unanimidade burra”) matam uma pessoa (nos dias de hoje matam a sua imagem) sem nenhum remorso ou sensação de injustiça…

    Fica evidente que este caso merece sugerir (como a recente tragédia gaúcha) providências dos órgãos de controle para impedir que a hipótese ocorra (facilidade e clandestinidade, em tese, para a prática da eutanásia.

    Não notei, até o presente momento, uma comoção nacional (como ocorreu no bárbaro episódio gaúcho) onde responsabilidades, numa primeira leitura, atingem não só o privado, mas também provável descaso do poder público.

    A falta de mobilização da sociedade, não em apedrejar publicamente a imagem destes futuros réus em processos, mas de EXIGIR prontamente uma avaliação completa para diagnosticar eventuais falhas de controle e fiscalização que possam continuar permitindo, na hipótese, uma reunião mórbida de condições favoráveis a praticas hediondas desta natureza, como a eutanásia.

    Enfim, o caso merece muita atenção, mas no que toca a nós, meros espectadores, deveríamos pressionar nossas autoridades para criarem mecanismos de controle que evitem ao máximo condutas como as descritas pela investigação policial deste caso.

    Não precisamos de curso de Direito para chegar a estas simples conclusões… Vamos exigir que todas as UTIs de Curitiba sejam fiscalizadas!

  10. Vitor
    domingo, 3 de março de 2013 – 8:47 hs

    Prezados Comentaristas da Materia, As prisões foram feitas após 1 Ano de investigaçoes, UM ANO. É dificil sequer imaginar que após UM ANO de investigaçoes a Policia iria prende-los, sem nada nas mãos… Hä quem defenda a DRA e seus cumplices, Isso é direito deles (a Defesa), Caro José, a exumação, só poderia ser pedida ao Judiciario após instaurado oo Processo e Detidos os envolvidos. NAda se justificaria um pedido de exumaçao sem provas ou suspeiçao. A detençao dos envolvidos, foi uma forma de evitar que os mesmos se evadissem do Pais e juntos manipulassem ou “alinhassem” seus depoimentos. Agora vai o Processo ao Min Publico, ai sim teremos respostas mais diretas, se o Procedimento policial comprova o Crime ou não. Cabe lembrar que o “desespero”do Advogado de defesa se deve ao fato de que a DRA, é testemunha de defesa da familia Yared contra o Ex deputado Carli Filho, Quando do acidente ele foi levado a UTI do Evangelico e que o atendeu foi a DRA, que pode afirmar no Tribumal que o carli estava Alcoolizado. Por isso essa angustia do Advogado em tentar livrar a Dra Virginia.

  11. salete cesconeto de arruda
    domingo, 3 de março de 2013 – 18:02 hs

    E como fica o caso SÃO VICENTE – Fábio?

  12. PAULO
    domingo, 3 de março de 2013 – 19:25 hs

    afinal…a medica ja foi para o manicomio judicial….afinal trata-se uma psicopata em serie.

  13. Marcia
    quarta-feira, 6 de março de 2013 – 23:02 hs

    Quando prenderam a médica, escutei de varios enfermeiros que trabalharam no Evangélico, relatos sobre o comportamento explosivo e desrespeitoso, mas nenhum afirmava que os médicos matavam os pacientes. As gravações são ridiculas, pois como todos os profissionais do mundo também temos (eu sou médica tbém) humor negro, uns mais outros menos, mas isso não nos faz assassinos. Não digo que eles não tem culpa, simplesmente não sei. Mas estranho muito essa falta de cuidado da policia em ter uma visão mais cuidadosa e sem esclarecimento de especialistas em UTI. E me deu muito medo quando soube que a Dra Virginia é testemunha do caso dos Yared. Meu Deus, será possível que isso tudo foi uma estratégia, para anular ela como testemunha?
    Tomara que eu esteja “surtando”, pois vou perder muito a esperança de ter um país um pouco menos impune se aquele desgraçado for inocentado.

  14. Leo
    terça-feira, 12 de março de 2013 – 0:45 hs

    Noto a inocência de alguns em achar que a “descoberta” de que Dra Virgínia é há 30 anos uma serial killer do SUS foi por acaso feita no mês em que ela seria testemunha no caso Yared contra Carli Filho. Sim, essa família que conseguiu apagar imagens dos radares, adulterar cameras de segurança, esconder amostras de sangue, transferencia para o Einstein para uma “plastica de face de emergencia”, cujo advogado Dr Dotti tenta reformar a lei para transformar seu dolo eventual em culposo para TODOS OS CASOS EM QUE QUEM CAUSOU O ACIDENTE ESTEJA ALCOOLIZADO tenha redução da pena para 1/6 a 1/3!
    Sim! Eles tem o poder de influenciar em causar prisão relâmpago, sem prova material e mantendo a médica presa, às vésperas do juri popular do ex-deputado, já sem seu foro privilegiado, veja só!
    Essa acusação ocorre ao contrário do que estão comentando aqui.
    Só pra pensar um pouco fora da caixa. Fora do que a tv te mandou pensar.

  15. jair
    domingo, 17 de março de 2013 – 10:39 hs

    Cara Márcia. Também achei muito estranha a atitude contra um hospital específico. Se a denúncia for verdadeira pergunto porque outras UTIS de outros hospitais também não foram investigadas ? Agora entendi e estou novamente decepcionado com a Justiça brasileira. E neste caso trata-se de duas vidas perdidas. É o poder econômico e político contra reles mortais como nós.
    Perdi a esperança….

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