Perdemos o Mussa | Fábio Campana

Perdemos o Mussa

Mussa José Assis, mestre, amigo, companheiro, morreu hoje. Um enfisema o levou. Com ele aprendi muito, quase tudo que sei, sobre jornal e mais que isso, dele recebi lições de vida nos momentos mais difíceis. Dirigiu os jornais O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná e Correio de Notícias. Secretariou, em São Paulo, a Última Hora de Samuel Wainer. Trabalhou no Estado de São Paulo, onde publicou a única e antológica entrevista concedida a ele por Dalton Trevisan. Seu conhecimento sobre jornalismo era incrível. Da redação às máquinas, dominava todo o processo. Foi responsável pela modernização do jornalismo nativo. Perda irreparável.

Mussa também foi Secretário de Comunicação Social do governo do Paraná. Deixa a mulher, dona Guiomar, e os filhos Marcelo, Rodrigo, Fernanda, Érica, Cláudio e Chico Assis.


22 comentários

  1. quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 16:41 hs

    Um super jornalista e amigo, aprendi muito quando trabalhei no jornal O Estado do Paraná e Tribuna, em poucas palavras ele mandava o seu recado, inteligente, criativo, gozador e principalmente humilde.

    Ao Mestre com Carinho, meus eternos sentimentos a toda familia.

  2. josé-maria
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 16:53 hs

    UM exemplo de vida. Ele tinha de sobra o que falta aos nossos jornalistas de hoje. Vislumbrava antes que os outros os rumos da notícia.

    Grande Mussa, querido Mussa, em todos os momentos carregou a grandeza da humildade e a humildade da grandeza.

    Vamos em frente, bondoso mestre.-

  3. Israel
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 16:53 hs

    Fabio
    Fiquei triste com a notícia.

    Fiquei lembrando daquele jeitão de grande líder árabe: que sabia identificar as qualidades de sua tropa. Era um grande pai na redação, cobrando quando erravamos e elogiando quando acertávamos.

    Foi um dos poucos chefes que gostava e valorizava o repórter. Preferia dar um dinheiro por fora a colocá-lo na edição, local o qual dizia ser a morte de um jornalista. Sinto muito a morte dele. Aprendi muito com ele. Ele me ajudou em uma época financeira difícil. Descanse em paz, Mussa!

  4. José Diniz
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 17:01 hs

    Quando adolescente, conheci o Mussa pessoalmente.
    Sentimentos à família.
    Jornalismo de LUTO.

  5. PALAZZO PIZZAS
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 17:30 hs

    Grande sujeito. Inteligente, sagaz, justo e principalmete frofundo conhecedor da natureza humana.
    O Parana perdeu um grande filho.

  6. Rafael Cury
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 17:59 hs

    Quero deixar meus agradecimentos pelo apoio que sempre tive em minhas atividades pelo Grande Mussa. Uma pessoa de visão e sensibilidade. Até Breve.

  7. Paulo Roberto Moreira Silva
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 18:49 hs

    Hoje ,trabalho em Brasilia ,quando comecei a trabalhar com jornalismo no Paraná ,conheci um proficional que Tina prazer em colaborar,ensinar,incentivar,humano,conforto para familia,realmente ,uma figura que construiu uma grande história !

  8. SYLVIO SEBASTIANI
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 18:51 hs

    Mussa José Assis, fomos colegas na Assembleia Legislativa, na TV Iguaçú e no Governo de Álvaro Dias, quando ele foi Secretário de Comunicação e eu assessor do Governador.
    Ainda um grande e sincero amigo, que muito nos orientava na área que ele mais conhecia:”Comunicação”. Na minha idade, estou constantemente perdendo amigos, companheiros o que me dá tristeza constante. Mussa é mais um.

  9. Carlos Molina
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 19:05 hs

    Grande perda!!!

    Ele além dos valores profissionais enquanto um dos melhores quadros de comunicação do estado era uma das melhores pessoas que conheci. Humilde, leal amigo, bondoso, enfim, portador de uma grande empatia na relação com todos que com ele compartilharam sua vida.

  10. Geraldo Serathiuk
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 19:44 hs

    Fabio. Tive oportunidade de trabalhar com o Mussa quando assumiu a Secretaria de Estado da Comunicação em teu lugar em 1990 e sou testemunha, que foi extremamente fiel e dedicado a candidatura do PMDB ao governo na eleição daquele ano.
    Durante os anos tinha o costume de visita-lo em casa, junto com amigos comuns ou na redação, ao final da tarde.
    Quando soube da noticia, a primeira coisa que veio a minha mente, foi como admirava nele aquele jeitão simplório de um sábio e o sentimento de amor e dedicação para com a sua família.

  11. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 20:01 hs

    Ontem, meio-dia, eu tava empinando um papagaio numa agência do BB e à resposta da profissão, a funcionária que tava no questionário danou mimar Mussa. Só não o chamou de pai. Jornalista também, trabalhou desde 00 até 08 com o Mussa. O marido dela também era fotógrafo lá. Me lembro das vezes que ia levar algum material. Porta da chefia aberta e uma disposição danada prá ajudar a gente. Tomara que o Dante Alberti, meu vizinho de quarteirão, não fique sabendo. Tá doentão também o outro esteio dos jornais do dr. Paulo.

  12. Bitte
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 20:23 hs

    Fábio: tá diminuindo o círculo de gente boa prá conversar e ouvir. Até jogando conversa fora o Mussa era ótimo. Vão os mestres, ficam os pupilos.

  13. ROBERTO CANTO
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 20:26 hs

    O MUSSA FOI UMA GRANDE PESSOA E UM EXCELENTE JORNALISTA,CORRETO E ETICO. E MAIS QUE TUDO TRATAVATODAS AS PESSOAS DA MESMA MANEIRA INDEPENDENTE DA POSIÇÃO SOCIAL , CARGOS ETC… AGIA COM INTELIGENCIA E HUMILDADE
    A PERDA É GRANDE
    MEUS PROFUNDOS SENTIMENTOS A FAMILIA

  14. salete cesconeto de arruda
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 20:38 hs

    Eu sei,
    Eu sei.
    A gente morre. Todos morreremos mais cedo ou mais tarde.
    Mas desde que o Charles partiu tão cedo que eu tenho estado triste com a morte dos nossos queridos e bons jornalistas.
    O Mussa, assim como Charles eram meus queridos Mestres. Eles me ajudavam a fazer da coluna “SEXO” da qual fui a pioneira no dia de FUTEBOL da TRIBUNA – um sucesso! Eram muitas as cartas recebidas todas as semanas. E nas segundas lá estava a minha coluna com desenhos incríveis graças a eles que cuidavam de tudo. Eu só mandava o texto e as respostas aos leitores.
    Que saudades Mussinha!
    Espero que você e o Charles se encontrem e lembrem da gente com carinho e do RESPEITO que sempre tivemos por todos os que nos escreviam. Fale com o Charles que ainda lembro dos dias em que pedia a ele que fugisse daquele AQUÁRIO de paredes de vidro e fosse viver a vida. E ele me respondia que bem que gostaria de fazer mas que além de precisar trabalhar JORNALISMO é um vício. Um bom vício quando se faz com ÉTICA o trabalho.
    Saudades e que os familiares e amigos estejam em PAZ pois poucos serão lembrados com tanto carinho.

  15. Ney Leprevost
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 20:43 hs

    Pai de família, amigo e jornalista exemplar.
    Vai fazer falta ao Paraná.
    A todos os entes queridos do Mussa, minha solidariedade diante desta ausência que será muito sentida.

  16. RANCIARO
    quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 – 22:25 hs

    Uma grande pessoa. Meu pai já falecido Hugo Ranciaro, trabalhou com ele na Jornal Estado do Paraná e Tribuna. De vez em quando eu dava uma mão na revisão. Um pessoa simples e generosa. Foi na época em que o Mario Celso fazia o horóscopo do Jornal (não lembro se foi na Gazeta ou Estado), Meu pai trabalhou nos três jornais. Faz tempo, mas o Mussa era imbatível. Descanse em paz. Merece um um busto em bronze.

  17. Ruben Holdorf
    sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 – 9:22 hs

    A imprensa brasileira perde um dos mais importantes referenciais enquanto pescador de talentos. A imprensa paranaense perde o seu mais destacado pescador de talentos. O jornalismo oferece várias vertentes. Uns iniciam carreira como repórteres, outros como revisores, outros como editores; Mussa se descobriu como líder. Líder é aquele que percebe nos demais colaboradores o talento, o saber fazer. E o “Turco” tinha um faro inigualável, capacidade de sensibilizar e aglutinar os opostos, colocá-los no devido trilho, sem desrespeitar o Outro. Nos momentos de aparente crise, Mussa amparava diante do temor e se transformava em anteparo para proteger os mais frágeis. Certa ocasião, eu e minha família recebemos ameaças de um senador, enraivecido por causa de um artigo. Ao tomar ciência do problema, Mussa me chamou ao “aquário” e me tranquilizou: “Não tenha medo do ‘fulano’. Conheço esse sujeito de longa data. Ele só ladra, não morde. Se tiver problemas novamente, volte aqui.”
    Um dia, seu sobrinho, Marcos Paulo Assis, ex-diretor do Paraná Online, disse-me que eu era “culpado” por ele (Marcos) abandonar o tabagismo. Infelizmente não consegui o mesmo com o Mussa. Ele até gostaria, mas era um hábito difícil de largar. Mussa alçou voo em sua juventude para o maior jornal do País, o Última Hora. Quando eu lhe contei que partiria para São Paulo, ele não fechou portas, mas me deixou uma porta aberta para quando desejasse voltar. Agora, restam as saudades do meu orientador de “prática jornalística”.

  18. wanderley p.nunes
    sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 – 9:52 hs

    fabio campana infelizmente está é a vida, os bons vão e os ruins permanece, grande pessoa erá o mussa, trabalhei com ele na comunicação social no governo alvaro dias, ele erá uma pessoa muito interessante amigo bom profissional e sabia o que queria, todos seus subordinados tinham por ele um grande respeito, vá com deus amigo, descanse em paz, voçê já fez a sua parte aqui na terra. estes são os meus profundos sentimentos á família enlutada.

  19. sergio silvestre
    sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 – 12:33 hs

    É meus colegas,sinto que estou ficando velho a medida que os amigos e conhecidos se vão.É a parte estranha da vida em que os filhos amigos e parentes não nos pertencem.

  20. sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 – 20:06 hs

    Perdemos no plural pois êle nunca gostava de agir no singular. Sempre gostava de dividir os ganhos com a equipe. O Dep. Anibal Khoury chamava ele de professor…….. Tive a oportunidade de conviver com o MUSSI pois êle é funcionário aposentado da Assembléia Legislativa a onde sou funcionário de carreira……. Sempre foi um baita de um cara…………..Mas o cigarro infelizmente foi mais forte que êle…….. morreu mas morreuuuuuuuuuuuu feliz (fumando). Adios Mussa………. Vou batalhar para dar um nome na sala de Imprensa da Assembléia Legislativa com o nome dêle……….. mas vou mesmo……… Adiooooooooooo amigo. Joao feio

  21. sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 – 20:08 hs

    Desculpe pois o teclado nos engana… é “MUSSA” e não Mussi, pois o Musssi também é meu amigo, genro do Dr. Paulo Pimentel. jfeio

  22. Constanza Del Piero
    sábado, 23 de fevereiro de 2013 – 13:13 hs

    Isso foi me contado por ele:… Há décadas, Dª Ivone Pimentel resolveu dar um pitaco no Mussa, sugerindo que ele abrandasse ou até tirasse o mulherio pelado, e o sangue, das páginas da velha Tribuna do Paraná.
    Com toda calma, e toda educação que lhe era peculiar, ele respondeu à patrôa: “Pois não, Dª Ivone. Posso fazê-lo, sim! Só que a partir de amanhã, a sra., por favor, venha fazer o jornal!”.
    E a velha Tribuna continuou, e continua mostrando nádegas e seis, e escorrendo sangue. embora com os novos donos, nos últimos temos, de uma forma um pouco mais velada.

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