Morreu Fernando Lyra | Fábio Campana

Morreu Fernando Lyra

Do blog do Noblat:

O ex-ministro da Justiça Fernando Lyra acaba de morrer no Instituto do Coração (InCor), na capital paulista. Ele estava em coma há mais de 20 dias, respirando mecanicamente.

Havia sido internado no dia 5 de janeiro, quando foi transferido do Hospital Português, no Recife. Apresentava um quadro de insuficiência cardíaca congestiva grave, associada a infecção sistêmica e insuficiência renal aguda.

Especial: Em vídeo, Fernando Lyra fala dos bastidores da redemocratização do Brasil

O quadro se desenvolveu a partir de uma infecção urinária agravada pela doença no coração, que o acomete há 20 anos.

Lyra foi ministro da Justiça do governo Sarney, de março de 1985 a fevereiro de 1986. Foi deputado federal por sete mandatos seguidos, entre os anos de 1971 e 1999. O último cargo público ocupado por ele foi o de presidente da Fundação Joaquim Nabuco, de 2003 a 2011.

O coro dele será velado na Assembléia Legislativa de Perambuco, na rua da Aurora, no Recife. E enterrado no cemitário de Paulista, no Grande Recife.

(Com informações da Agência Brasil)


3 comentários

  1. fabio
    quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 – 18:54 hs

    :(

  2. ORLANDO PESSUTI
    quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 – 22:19 hs

    como emedebista que sou desde 1966, tive a oportunidade de estar ao lado do Fernando Lyra, em muitas oportunidades. Numa delas foi no anfiteatro do Colégio Estadual do Paraná (na década de 70) na campanha de Euler Bentes à Presdiência da República pelo MDB, ainda no período das eleições indiretas,via colégio eleitoral. Neste mesmo dia lá estiveram, dentre tantos, Teotônio Vilela, Ullysses Guimarães, Marcos Freire, Alencar Furtado. Já quando Ele era Ministro da Justiça e eu Deputado Estadual, me ajudou a conseguir a Utilidade Pública Federal, para a Casa do Estudante Universitário, além de tantos outros serviços prestados ao Paraná. MORRE UM GRANDE DEMOCRATA. MORRE UM GRANDE BRASILEIRO.

  3. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013 – 8:30 hs

    Ditadura de Médici no Brasil – anos de chumbo – e de Stroesnner no Paraguai.
    Aqui e lá, o pau comendo adoidado.
    Em campanha eleitoral, Maurício Fruet, Alencar Furtado e Fernando Lyra – acompanhados de outras lideranças emedebistas, percorriam Francisco Alves, Altônia, Iporã, Terra Roxa, Guaira. Nessa última, conheceram as depois finadas 7 Quedas – que eram 50, resolveram atravessar o Paranazão para uma visita a Salto Del Guayrá, no PY, a pedido do deputado pernambucano.
    Lá pelass tantas, foram almoçar no restaurante de um amigo brasileiro onde jjá se encontrava um radialista curitibano, contemporâneo do Mauricião, quando este deitava e rolava em seus programas na Capital.
    O dito profissional colocou o microfone da rádio paraguaia à disposição do nosso deputado.
    Num mais ou menos compreensivo portunhol, Fruet saudou os paranaenses expulsos pelo êxodo rural e que haviam procurado o país guaraní como segunda pátria.
    Nem bem se passaram minutos, a frente do restaurante encheu-se de jipes e peruas e deles desceu uma dúzia de bravos soldados do exército de Dom Alfredo S., empunhando pesadas carabinas.
    Maurício, Alencar, Lyra e os demais comensais se entreolharam, começaram a suar frio, imaginando o pior.
    O pelotão invade o restaurante e perfila-se diante da mesa dos oposicionistas não só ao regime de exceção que vigorava no Brasil, como a de toda ditadura em qualquer parte do mundo.
    Assume a frente da armada, um garboso oficial que, empertigando-se todo, bate uma continência que quase lhe derruba o quepe e discursa:
    “En nombre del generalíssimo Alfredo Stroessner, la grand nácion paraguaya saluda los ilustrados parlamentares brasilenos, enseando-lhes feliz estada acá em Salto Del Guayrá”.
    Foi mais ou menos isso que ouví.
    Após a saudação, o oficial cumprimenta um a um e, do alto da sua autoridade, dá voz de comando a seus soldados que, em formação, deixam o restaurante envolto em nuvem de poeira deixada pelos jipes.
    DDepois de limpar com um lenço o suor que lhe escorria pela testa, Mauricio olhou pros seus colegas, que também guardavam os seus lenços, piscou prá Lyra e disse:
    ‘INICIAMOS HOJE O PROCESSO DE ABERTURA POLÍTICA AQUI NO PARAGUAI”.
    Eu e o finado Caio Perondi, almoçamos com Lyra, Heitor Alencar, Osvaldo Macedo, Hélio Duque, Jarbas Vasconcelos, Fausto Wolff (Pasquim), Miguel Arraes, na recepção a este último quando do seu retorno do exílio, 17 de setembro de 1979.
    100 mil pessoas na praça Santo Amaro.
    Caio e eu fomos de ônibus, às custas duma vaquinha na Assembléia, gabinete do Nilso Sguarezi.
    Voltamos de avião, depois duma vaquinha dessa turma ai de riba.

    Sniff…Sniff…por Fernando Lyra!

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