Debatida criação da Frente Parlamentar contra o Crack | Fábio Campana

Debatida criação da Frente Parlamentar contra o Crack

A criação da Frente Parlamentar contra o Crack motivou debate na Câmara Municipal de Curitiba, na sessão desta quarta-feira (6), sobre o combate às drogas na capital. O requerimento apresentado em plenário para deliberação, de autoria do vereador Valdemir Soares (PRB), deu início à argumentação. A proposta agora deve ser aprimorada com a participação de todos os parlamentares.

Valdemir defendeu a participação das comissões da Casa e de toda a sociedade em “ações diretas de conscientização” sobre as drogas. O crack, para ele, é o “mal do século”, inimigo da sociedade e da família. “O alarmante é que a pessoa se torna dependente já na primeira dose”, alertou o líder do PRB.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública, o vereador Chico do Uberaba (PMN), líder do bloco formado entre seu partido e o PSD, defendeu na tribuna a intenção de promover no colegiado o debate sobre o combate ao crack. Mestre POP, líder do PSC, sugere que a iniciativa aborde todas as drogas. “A maconha é um dos primeiros passos para o crack. Acredito muito na prevenção”, registrou o parlamentar que há 15 anos atua junto a projetos sociais na periferia de Curitiba.

Jorge Bernardi, líder do PDT, lamentou o tráfico e o consumo de substâncias ilícitas na praça Eufrásio Correia, em frente à Casa, e reafirmou o compromisso de Gustavo Fruet no combate às drogas. Já o líder do prefeito, Pedro Paulo (PT), em explicação a apartes sobre a Secretaria Antidrogas Municipal, disse que a pasta não será extinta, e sim, agregada à Secretaria Municipal da Defesa Social, para a integração de ações. O parlamentar destacou que não basta apenas a criação da frente parlamentar sem a promoção de atividades, sendo necessária a efetivação de uma política municipal de combate ao crack. A opinião foi compartilhada por Professora Josete, líder do PT, que reforçou a necessidade de ações articuladas. Ela classificou a questão como um problema de saúde pública.

Também participaram do debate os vereadores Tico Kuzma, líder do PSB, Noemia Rocha, líder do PMDB, Carla Pimentel (PSC) e Cristiano Santos, líder do PV.

Propostas
Valdemir propõe, a partir da frente parlamentar, a realização de audiências públicas, eventos de conscientização nas escolas e comunidades e a apresentação de emendas parlamentares para a construção de uma clínica municipal de tratamento aos usuários, dentre outras medidas. O líder do PRB estima que a iniciativa possa ser construída com R$ 3 milhões, com boa estrutura para o atendimento.

“A garantia desses recursos serviria, inclusive, como apoio ao compromisso já firmado pelo prefeito de criar esses espaços. Também seria um incentivo para toda a sociedade no combate às drogas. Conversei com o presidente Paulo Salamuni e ele me sinalizou positivamente. Além disso, as lideranças partidárias, em sua maioria, já manifestaram apoio”, informou.

Ele sugere, ainda, a apresentação de abaixo-assinado contra a eventual legalização da produção e do porte de drogas para uso pessoal. O tema é um dos mais controversos na discussão de reforma do Código Penal, em tramitação no Senado Federal.

Combate ao crack
O Legislativo da capital já teve uma Frente Parlamentar contra o Crack, criada em 2010, por meio de proposição do vereador Tico Kuzma (PSB), atual líder do PSB. Diversos setores do governo e da sociedade participaram das discussões promovidas pelo grupo. A iniciativa recebeu menção de Valdemir durante a defesa de seu requerimento.


6 comentários

  1. TRABALHADOR
    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 – 17:36 hs

    Pois é o crack é um problema gravíssimo que alimenta a criminalidade em Curitiba e outras cidades, ceifa a vida e a saúde de milhares de pessoas em nosso país. Infelizmente o poder público não consegue resolver isso, porque o grande problema todo que está por trás do tráfico de drogas é a corrupção…Então só combatendo a corrupção conseguiríamos erradicar esse problema…Infelizmente nossa sociedade caminha para a degeneração…É triste, mas é verdade, estamos construindo a cada dia um mundo pior de se viver…

  2. jr
    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 – 19:05 hs

    enquanto ficam debatendo, a sociedade vai sedo corroida pelo Crack, chega de nhe nhe nhem, precisamos de ação.

  3. quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 – 19:28 hs

    Para acabar com com dependentes basta acabar com a droga.
    Para acabar com a droga basta acabar com os traficantes.
    Para acabar com os traficantes basta acabar com os distribuidores.
    Para acabar com os distribuidores, agentes a paisana devem seguir quem traz a droga para os usuários e prender a cadeia de distribuição.
    As outras ações, como a proposta aqui na matéria só servem para gastar dinheiro público, “fazer espuma” e iludir a sociedade.
    Não vou pagar com meu dinheiro o vício de terceiros muito menos os inúmeros tratamentos incluindo aí as infinitas recaidas.
    É ridículo que traficantes mantenham um comércio ilegal, aberto e visível, rindo da sociedade e das autoridades. E isso acontece no mundo todo, incluindo os USA. Chego a pensar que na verdade ninguém quer mesmo acabar com as drogas…

  4. Parreiras Rodrigues
    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 – 20:36 hs

    Por quê combater o mal depois dele instalado no organismo?

    Essa é a cultura da medicina curativa.

    A preventiva toma precauções para que o organismo se arme de defesas.

    A droga é como o câncer. Depois de instalado, difícil a sua cura.

    Policiar a fronteira, efetivamente, é o que parece não sensibilizar as autoridades que preferem discutir o sexo dos anjos.

  5. JP
    quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 – 10:27 hs

    INCOERÊNCIA !!!!! O candidato Fruet prometeu em campanha combater às drogas. Já o Prefeito Fruet, “extinguiu” a Secretaria Antidrogas de Curitiba, que era referência para todo o país, para transformá-la em uma Diretoria da Secretaria de Defesa Social, onde lá não sabem o que fazer.
    Combate às drogas, Sr. Prefeito, se faz com repressão e principalmente prevenção. E com o seu gesto de retaliação ao ex-Secretário Francischini, “extinguindo” a SAM, quebrou-se o ciclo de combate às drogas !!!!!
    Os usuários e principalmente os traficantes agradecem seu gesto.

  6. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 – 13:36 hs

    Explico:

    Pêagádês, emebeas, ólogos nisso, ólogos naquilo, tem sim, uma tendência para complicar as coisas.

    Explico II – Fiz um curso prum determinado fim, isso em 69. Final do curso, um dos teachers nos ensinou um macete. Um certo procedimento demora, digamos, uns cinco minutos. Como você vai poder justificar a cobrança de 120 cruzeiros, 150, por um trabalho que você fez em tão pouco tempo? Dai, esse negócio da gente mandar vir buscar depois duma semana,

    Arremato: Em 83 teve um simpósio sobre erosão em Maringá, inspirado pelo competente Nelton Friedrich, titular da ex-Secretaria do Interior, hoje Sedu.

    Todos os palestrantes e debatedores promoviam altas conversas e exposições, fórmulas cheias de ipsilones, xis e zês no quadro que resultavam todas, na afirmação de que a erosão era causada pelo desmatamento e dê-lhes as respostas científicas e as soluções para acabar com o flagelo do Arenito Caiuá.

    Foi quando o lóque aqui murmurou entre os doutores: Se a erosão é provocada pelo desmatamento, então a solução para conter a voçoroca é o reflorestamento.

    Quase fui linchado…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*