O paradoxo do PMDB | Fábio Campana

O paradoxo do PMDB


Merval Pereira, O Globo

O PMDB se prepara para um dos momentos mais importantes de sua trajetória política enfrentando um paradoxo que não lhe é desconhecido.

Por um desses desígnios da sorte vai presidir as duas Casas do Congresso nos anos vitais para a sucessão presidencial, mas seus indicados para o cargo, o deputado federal Henrique Alves e o senador Renan Calheiros, se têm uma aparente tranquilidade para se eleger junto a seus pares, não desfrutam junto à opinião pública de uma imagem que permita ao partido se impor como uma alternativa de poder.

O fato de terem uma imagem interna melhor que a externa provavelmente indica que o Congresso é uma instituição em choque com a opinião pública, tendo perdido já há algum tempo a característica de representar o pensamento médio brasileiro, seja pela influência financeira nos pleitos, seja pelas possibilidades que o sistema eleitoral brasileiro dá para desvirtuar o voto popular com as coligações proporcionais. Ou ainda pela distribuição não proporcional das cadeiras pelos Estados da Federação.

O PMDB terá nos próximos dois anos a oportunidade de ter sob seu controle o Congresso Nacional, um dos Poderes da República que, no entanto, está tão desmoralizado na posição subalterna em que se colocou diante do Executivo e do Judiciário que dificilmente dá a seus representantes a possibilidade de se igualarem aos seus pares dos demais poderes.

Mesmo assim, o PMDB terá condições de barrar iniciativas do Executivo, de propor ações concretas, de não limitar sua ação ao fisiologismo, se quiser ter um peso decisivo na eleição presidencial de 2014.

Essa preocupação não é só do PMDB, mas de todos os partidos aliados do governo que têm projetos políticos de mais longo prazo, como o PSB e até mesmo o recente PSD, mal nascido e já inquieto com a disputa do poder político paulista.


4 comentários

  1. sábado, 19 de janeiro de 2013 – 20:25 hs

    Confiram: Pmdb,fora de governo,e peixe fora da água.O PP,antiga Arena,do tempo dos militares,transformou se em PDS,posteriormente se ocultaram no PP. E sao base de apoio do Governo Petista.Quanta vergonha, o que vale e o SIFRAO,e CARGOS,nada além.

  2. sergio silvestre
    sábado, 19 de janeiro de 2013 – 23:44 hs

    Parece revoada de patos sobre o RIO PARANA,fazem redemoinho,flechas e formação militar,parecem o stephanes,a cada minuto muda a configuração.

  3. kiko
    domingo, 20 de janeiro de 2013 – 11:20 hs

    O velho de guerra só luta pela própria sobrevivência, não tem chance alguma de emplacar um presidente. Os tais quadros do partido são tão velhos que ainda são negros, mas eles insistem em práticas antigas, coronelistas, próprias dos tais rincões que o dr Tancredo tanto falava. Ele deveria saber, afinal de contas era do partido. ACarlos

  4. Parreiras Rodrigues
    segunda-feira, 21 de janeiro de 2013 – 12:54 hs

    Quem diria que Greta Garbo iria parar no Irajá.

    Quem diria que o maior partido de Oposição de todo o Ocidente, rasgaria uma gloriosa história e a substituiria por uma daquelas aventuras desenhadas por Zéfiro em seus famosos catecismos.

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