Morrem mais jornalistas no Brasil do que em países em guerra | Fábio Campana

Morrem mais jornalistas no Brasil do que em países em guerra

De Jamil Chade, O Estado de S.Paulo:

O Brasil se transformou, em 2012, no quarto país mais perigoso para se trabalhar como jornalista no mundo. Em um ano, onze profissionais da imprensa foram assassinados, um recorde no País.

A situação brasileira é pior que a do Afeganistão, Iraque ou Gaza. Somando os assassinatos nesses três países, o número de vítimas chega a oito. Apenas Síria, Somália e Paquistão vivem cenários mais dramáticos para os jornalistas que o Brasil.

Os dados foram divulgados hoje pela entidade Campanha Emblema para a Imprensa, que defende maior proteção a jornalistas em locais de risco.

Segundo a instituição, com sede em Genebra, 2012 marcou um número recorde de assassinatos de jornalistas pelo mundo. No total, foram 139 mortes, em 29 países. O número mundial é 30% superior ao de 2011 e representa cerca de duas vítimas a cada semana.

Na avaliação da entidade, 2012 foi o ano mais sangrento para os jornalistas desde a Segunda Guerra Mundial.

Pelo menos 36 jornalistas foram mortos na Síria em 2012. Desses 13 eram estrangeiros. Na Somália, o número chegou a 19. Já no Paquistão, doze jornalistas perderam suas vidas. O México, em meio a uma guerra contra o narcotráfico, se iguala aos números do Brasil.


13 comentários

  1. sergio silvestre
    quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 – 22:27 hs

    Perai Campana,as vezes um locutor não é jornalista,e me parece que assassinaram mais locutores motivados por politica.
    Em cada camara ou assembléia tem mais operador de latinhas que compram espaços para fazer campanha,ai dá no que dá,começam a conspirar com outros candidatos e da estes desarranjos.Mais da metade é do norte nordeste.

  2. ONDE ESTÃO OS SINDICATOS?
    quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 – 23:29 hs

    O que faz a categoria quando o patrão não lhes dá a segurança necessária para o trabalho?
    Quem ganha com os meios de comunicação mais poderosos do Brasil nas mãos de 3 ou 5 famílias?
    O patrão ou o coleguinha?
    Quem determina a LINHA do meio de comunicação: jornalistas ou o grupo que financia o tal PIG – PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA que hoje atua feito máfia no Brasil?
    Se eu fosse jornalista LUTARIA todos os dias por LIBERDADE DE EXPRESSÃO. E jamais CHAMARIA patrão de coleguinha como bem o diz o Paulo do CONVERSA AFIADA.
    Quanto é o piso salarial de um jornalista – Fábio?
    Talvez falte um LULA para ser líder da categoria antes que os bons desapareçam de vez e se restem os que se sujeitam a puxa saco de patrão.
    Dura realidade. Não por acaso tantos morrem do coração e de câncer e não apenas de assassinatos.
    Conheço BONS JORNALISTAS que ganham mísero salário e trabalham CORAJOSAMENTE por amor à profissão. Lamento que uma categoria tão IMPORTANTE PARA A DEMOCRACIA acaba amordaçada na coleira dos patrões.
    E você?
    O que acha?
    Deve ser triste para um BOM PROFISSIONAL ser obrigado a viver sob o jugo de político ou não – SEM ÉTICA – onde o que vale é o dinheiro e o poder a qualquer preço.
    O que leva tantos jornalistas para bebidas e outras drogas?
    Se contar todas as mortes precoces veremos que esse número de estatística é só mais uma FARSA dos que não querem encarar a realidade de que é tempo de exigir que o PATRÃO também seja jornalista e não os MURDOKS da vida.
    Não é verdade?

  3. ricardo crovador
    quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 – 23:44 hs

    É claro que a violência é sempre ruim, mas é bom observar que quase todas as vítimas no Brasil praticavam o jornalismo do tipo “amanhã eu vou publicar (ou dizer) o nome de fulano ou fulana que fez tal coisa”. Achaques que podem gerar ataques.

  4. Vinicius
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 – 1:13 hs

    Me diga sr. campana…Qtos jornalistas se vendem ou se permitem corromper para ter espaço em TV Radios e Jornais? Isso ninguem diz, Infelizmente no Brasil O Jornalismo é fonte de renda extra. compram materias mentirosas, se aliam a pessoas espulias, tripudiam politicos porque se venderam a outros, é parcial e sensacionalista. e depois acham que só porque usam o termo JORNALISTA, estao acima da Lei.

  5. DEXTER
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 – 1:43 hs

    Tem muito jornalista vendido.
    Muito jornalista ideológico.
    Muito picareta.
    Esses não fazen falta.

    Os sérios deveriam agradecer ao PT pelo aumento astronômico na criminalidade geral, que assola inclusive a categoria em comento.

  6. Roberto
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 – 7:56 hs

    No Brasil morrem mais policiais do que soldados na guerra…

    Quantos soldados o U.S Army perdeu no Mundo este ano? E quantos policiais foram assassinados apenas em São Paulo?

    Mas como policial não tem Lobby, não dá notícia, ninguem comenta…

  7. Alaor
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 – 10:53 hs

    Se formos analisar, não perdemos quase nada pois certos profissionais da imprensa são meros cachorros mandados por safados do poder, muitos destes vão tarde demais. Deveriam se envergonhar e parar de fazer tanto mal ao nosso sofrido povo.

  8. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 – 10:57 hs

    ONDE ESTÃO OS SINDICATOS – tendenciou. Tendência é siinônimo de parcialidade, desvirtude inadmissível na prática do bom jornalismo, e ainda cita Paulo Henrique Amorim, cujo currículo não o recomenda como paradigma profissional.

    Já Crovador só faltou citar exemplo araucariano, mas cuja vida foi interrompida por um balaço chamado câncer.

    E, além das mortes – por causa disso ou daquilo, as demissões provocadas pelo jornalismo virtual.

    As faculdades tendem a diminuir. Só restarão as FACULDADES!

  9. Kacetada
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 – 12:22 hs

    O Brasiol está há muito tempo em Guerra Civil. Portanto é normal que o nosso índice de mortalidade de jornalistas seja tão alto.

  10. fiscalde realeza
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 – 18:02 hs

    A SEGURANÇAS ESTA EM QUALQUER LUGAR E DIREITOS DE EXPRESSAO DEVE EXESTIR MAS TEM JORNALISTA POR AI QUE NAO SABEM DISSO FALAM O QUE QUEREM E NAO QUEREM OUVIR O QUE MERECE
    E BANDIDO NAO TEM NEM PAI PORQUE IRIA RESPEITAR JORNALISTA MALDOSO
    DEVE HAVER ORDEM NO QUE ELES ESCREVEM TAMBEM
    QUANDO MUITAS VEZES QUANDO DAO AS NOTICIAS ELES JA ESTAO CONDENANDOS E ISSO QUEM FAIS É A LEI DEPOIS DE INVESTIGAR E JULGAR AI SIM SAI A CENTENSA DA CONDENAÇAO

    E ALGUNS JORNALISTAS ESQUERAM QUE AS COISAS FUNCIONAM ASSIM

  11. Lee
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 – 21:27 hs

    No Brasil morrem pessoas de TODAS as profissões mais que países em guerra.
    Pesquisinha pega-pato.

  12. fano
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 – 23:33 hs

    Gente como pode se falar numa situação em que a maioria dos jornais está fechando as portas e para diminuir despesas o nível intelectual dos joprnalistas está em nível precário. Em Curitiba que já teve mais de 10 jornais hoje tem apenas 3, sendo dois da mesma organização, jovens de 15 a 30 anos optam por informação na WEB e classe D e E não tem grana para comprar jornal. A tendencia é de sobrar apenas os mais qualificados, como nas outras profissões.

  13. ONDE ESTÃO OS SINDICADOS
    quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 – 17:42 hs

    Seria melhor quem fez crítica ao que escreví admitir que os SINDICATOS se vendera, estão com MEDO ou se ACOVARDARAM.
    Tapar o sol com a peneira é PERMITIR que outros JORNALISTAS continuam sendo MORTOS. Ou vivendo feito MORTOS VIVOS se não estiverem feito chatos – grudados em algum saco de patrão>
    Desculpem a dureza.
    Mas acho JORNALISMO mais do que PROFISSÃO quando vai além da notícia.
    E por isso chamo os SINDICATOS E os JORNALISTAS ÉTICOS a darem a sua OPINIÃO – sem dos patrões!

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