Governo estuda convocar médicos estrangeiros para atuar em periferias | Fábio Campana

Governo estuda convocar médicos estrangeiros para atuar em periferias

Prefeitos reclamam que não conseguem médicos para trabalhar em periferias de grandes cidades.

De O Globo:

BRASÍLIA — O governo federal estuda promover uma “chamada internacional” de médicos para trabalhar no Brasil. Segundo a coluna de Ilimar Franco no GLOBO desta quinta-feira, a proposta é da Frente Nacional de Prefeitos e da Associação Brasileira de Municípios. O Ministério da Saúde recebeu a tarefa de viabilizar juridicamente a ideia. Os prefeitos reclamam que não conseguem profissionais para atender na periferia das grandes cidades.

Os prefeitos Roberto Claudio (Fortaleza), Geraldo Julio (Recife), Luciano Cartaxo (João Pessoa) e Carlos Eduardo (Natal) defenderam este caminho para a presidente Dilma. A ideia é importar médicos de Portugal e Espanha, onde há muito desemprego no setor. Hoje na Espanha, a cada cinco médicos aposentados na rede pública apenas um novo é contratado. Antes da crise, cinco eram chamados.

Enquanto isso, no Brasil, cada médico que se forma tem como primeiro emprego 1,5 vagas só na rede pública. Por isso, mesmo oferecendo incentivos salariais, prefeitos e governadores não conseguem profissionais para atender nas periferias e nas cidades do interior.

Para suprir a falta de médicos em algumas regiões do pais, o Ministério da Saúde abriu, no último dia 10, as inscrições da segunda edição do Programa de Valorização do Profissional na Atenção Básica (Provab). Os médicos selecionados terão uma bolsa mensal de R$ 8 mil, pelo período de um ano, para cursar pós-graduação em Saúde da Família, com atividades práticas em locais com carência de profissionais, como municípios do interior e periferia das grandes cidades.

O prazo para os médicos escolherem onde querem atuar — entre os municípios que se inscreveram no programa — vai de 6 a 17 de fevereiro. Os municípios que ainda não tiverem aderido ao Provab podem fazê-lo até 1º de fevereiro. O ministério informou que o número de vagas em cada cidade vai depender da demanda informada pelas secretarias municipais de Saúde. A lista final com os médicos e os municípios em que vão atuar sai em 28 de fevereiro. As atividades começam já em 1º de março.

Em 2012, na primeira edição do Provab, foram contratados 381 médicos. Do total, 340 foram avaliados positivamente e, por isso, vão receber a pontuação adicional nas provas de residência.


13 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 13:33 hs

    A grande maioria dos médicos paranaenses são formados pela universidades federais, sustentadas pelo dinheiro do público.
    São pessoas que fizeram os cursos médios em colégios particulares e frequentaram cursinhos caros.
    Observe-se no pátio dos estacionamentos dessas faculdades, a marca dos automóveis dos seus frequentadores.
    Formados, poucos, mas muito poucos mesmo, vão pro Interior e os que de lá eram, esquecem suas origens e instalam-se em cidades polos e capitais.

    Por que não a obrigatoriedade dos anos de residência junto a hospitais e unidades sanitárias das pequenas cidades?

  2. marcelo
    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 13:38 hs

    A politica de saúde do nosso país é péssima,na verdade os prefeitos querem pagar um salário baixo e por isso não conseguem médicos. Importar médicos ,traz os salários lá para baixo ,assim como a qualidade do atendimento ,mas eles não estão nem aí porque eles jamais irão consultar com um médico do paraguai.

  3. antonio carlos indignado
    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 14:43 hs

    Isto é um absurdo, pois o CFM comprovou que a maioria do médicos tem uma formação acadêmica deficiente, então como é que vamos contratar médicos dos quais desconhecemos a formação que tiveram? Não é partindo para a ignorância deste jeito é que vamos conseguir resolver o problema crônico da ineficêcia do SUS. Estamos chegando no fundo do poço mesmo. ACarlos

  4. curitibana.
    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 15:00 hs

    enquanto isso os Boys and Girls, médicos brasileiros só no bem bom.Filhotes…

  5. Coelho Ricochete
    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 15:39 hs

    Chama o Ducci! Tá “de varde” desde 1o. de janeiro.

  6. Max
    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 18:30 hs

    Na primeira leva , serão 500 médicos CUBANOS que estão lá desemprengados e vão, conseguir boquinha aqui e deixar os brasileros sem emprego.
    Não é lindo PETRALHAS ?

  7. Santiago Camargo
    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 18:48 hs

    A Cohab tem uma enfermeira! Mas não está à disposição, pois está muito bem empregada!

  8. justino bonifacio martins
    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 20:53 hs

    Chamem os competentes médicos cubanos que estão prestando serviços, gratuítos, pelo terceiro mundo; eles não são mercenários porque aprenderam em Cuba que a saúde não é mercadoria.

  9. Deutsch
    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 22:05 hs

    Basta obrigar os alunos das universidades federais a passarem 1 ano atendendo nas periferias que tudo se resolve.

  10. quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 – 23:06 hs

    Já devia ter feito n é mesmo? Te pergunto: Anatomia do corpo humano do brasileiro é diferente dos outros paises ?

  11. Roberto
    sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 – 9:10 hs

    AGORA VAI!!!!!!!

    Não seria o caso de acabar com as favelas???

  12. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 – 9:38 hs

    DEUTSCH – Foi o que sugeri lá em cima. E não sou eu o autor da proposta. Estou apenas ecoando-a, como você.

    O carrinheiro do lixo ajuda no sustento das faculdades federais de medicina, pois ele, como consumidor do feijão, do arroz, do caderno pro filho na escola, da cachaça e do cigarro barato, é contribuinte, paga imposto (como o sr. Eike Batista).

    E é privado da atenção pelo médico que ele ajudou formar.

  13. LENZA TOLEDO
    sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 – 9:56 hs

    Será que Lula e Dilma também vão se submeter ao tratamento de periferia?????

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