Faep repudia taxação da exportação de soja e milho | Fábio Campana

Faep repudia taxação
da exportação de soja
e milho

A Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) repudiou hoje, através de manifesto, “qualquer tentativa de taxação na exportação de qualquer produto da agropecuária, numa tentativa de derrubar a Lei Kandir, que tantos benefícios trouxe ao produtor rural”.

“Intervenções como essa não têm sentido no livre mercado. Taxar as exportações somente leva ao desastre, como está acontecendo com nossos vizinhos na Argentina. Intervenções do Governo Federal, como esta que se esboça, não têm sentido algum em regime de livre mercado como deve ser, por enquanto, o Brasil”, diz o manifesto da Faep.

No Leia Mais, a íntegra do manifesto. 

“O Governo Federal estuda taxar a exportação de soja e milho sob o pretexto de evitar a falta desses produtos para a produção de carnes e para reduzir o preço de tais produtos no mercado interno e, em consequência combater a inflação, que se projeta ser alta este ano.

Em primeiro lugar é preciso salientar que não houve falta de produto para ração animal no país, o que houve foi uma gestão deficiente dos estoques por parte do próprio Governo.

Enquanto os avicultores, suinocultores e produtores de leite da região sul se queixavam da falta desses produtos, sobravam no Centro/Oeste, principalmente o milho. A Faep, em diversas ocasiões, solicitou que o Governo providenciasse a transferência de milho daquela região para o Paraná, sem resultados.

Ademais, o problema do preço de ambos os produtos é conjuntural. A severa estiagem que assolou os Estados Unidos fez com que as cotações de milho e soja subissem extraordinariamente em todo o mundo, situação essa que deverá ser revertida ate o final do ano.

Taxar as exportações somente leva ao desastre, como está acontecendo com nossos vizinhos na Argentina. Intervenções do Governo, como está que se esboça, não tem sentido algum em regime de livre mercado como deve ser, por enquanto, o Brasil.

Ouvidos pela imprensa, lideranças dos setores que teoricamente se beneficiariam pela medida, como os presidentes do Sindicato Nacional de Alimentação Animal e da União Brasileira de Avicultura, já se manifestaram contrários à medida pela carga de protecionismo que ela carrega e que não interessa, inclusive por beneficiar um setor da agropecuária em detrimento de outro.

Assim, manifestamos nosso repúdio a qualquer tentativa de taxação na exportação de qualquer produto da agropecuária, numa tentativa de derrubar a Lei Kandir, que tantos benefícios trouxe ao produtor rural.”

Conselho de Representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná – FAEP


8 comentários

  1. Cabeza de vaca
    terça-feira, 29 de janeiro de 2013 – 19:17 hs

    O governo tem que controlar mesmo a exportação de soja e milho no pais, do jeito que esta ocorrendo esta impactando o custo de vida, bem como, causando desemprego e inflação, pela falta dos produtos basicos para a população carentes, tais como carne de frango e suino e demais derivação desses cereais.
    A alimentação é de segurança nacional o governo tem que intervir sim e urgente, ante que cause colopso na economia brasileira.

  2. ouvinte
    terça-feira, 29 de janeiro de 2013 – 19:28 hs

    E o povo brasileiro parabeniza! Chega de as empresas só explorar a nossa terra e nossa gente.

  3. loop
    terça-feira, 29 de janeiro de 2013 – 19:55 hs

    erdade! Deixem o álcool ir graciosamente para (…) China, o açucar … e ó no brasileiro … Exportem o excedente sem ônus ….

  4. Estevão
    quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 – 9:42 hs

    A Lei Kandir foi feita para desindustrializar o país, é um absurdo exportar produtos “in natura” sem agregar o mínimo de mão de obra. O imposto devia regular e impedir isto, quanto mais industrializado o produto menos imposto é cobrado. Hoje somos uma República das Bananas, exportamos minério de ferro e importamos Aço, exportamos soja e importamos derivados beneficiados. Com o advento da Lei Kandir o Paraná perdeu várias fábricas de óleo de soja que viraram somente terminais de exportação. Isso é desindustrialização.

  5. Heráclito
    quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 – 9:42 hs

    Quando o chamado “agro-negocio” tem qualquer prejuízo correm aos cofres públicos em busca de subsídios e todos nós pagamos a conta. Quando os preços do mercado internacional são mais caros, obtem com isso lucros fantásticos , e simplesmente aumentam os preços aqui dentro também, e nós mais uma vez pagamos a conta.

  6. Zé Roberto
    quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 – 9:47 hs

    A exportacão de produtos primários deve sim ser taxada.

  7. Juca
    quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 – 10:49 hs

    Se o medo é a falta de alimentos incentive o produtor, um exemplo: o descaso foi tanto com triticultor que hoje as moageiras preferem comprar trigo importado. De 2002 onde comemorava 100 milhões de toneladas, hoje com um pequeno aumento de area projeta-se algo em torno de 180 milhões de toneladas. O produtor é competente e responsivo a incentivos, mesmo com todos percalços que o governo impõe.

  8. Parreiras Rodrigues
    quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 – 12:33 hs

    Gostaria de saber quando a presidentE (só escrevo errado quando erro) ocupará rede nacional de tevê para comunicar a alta nos preços dos combustíveis.

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