A bagunça da atual administração da política econômica | Fábio Campana

A bagunça da atual administração da política econômica

Da Miriam Leitão, O Globo:

Pode levar anos para consertar o que a bagunça da atual administração da política econômica do Brasil tem feito. Aos poucos, está sendo dilapidado o patrimônio de solidez fiscal do país.

Com truques contábeis, jeitinhos, mudanças de regras, invenções, o ministro Guido Mantega está minando o que o Brasil levou duas décadas para construir: a base da estabilização.

De todos os erros do ministro, esse é o pior. Mantega está tirando a credibilidade dos números das contas públicas. Mesmo quem acompanha o assunto já não sabe mais o valor de cada número que é divulgado.

O governo autorizou o resgate antecipado de R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano. Isso é 81% de um dos fundos do FSB. Além disso, o BNDES pagou R$ 2,3 bilhões e a Caixa R$ 4,7 bilhões, definindo esse dinheiro como dividendo antecipado para o Tesouro.

Está fabricando dinheiro. O Tesouro se endivida, manda o dinheiro para os bancos públicos, depois extrai deles recursos antecipados, alegando serem dividendos de balanços ainda nem fechados. Os recursos são registrados como arrecadação no fechamento das contas do ano. É estelionato fiscal.

Foram tantos truques em que dívida do Tesouro virou receita do governo para fingir o cumprimento de metas fiscais que hoje ninguém sabe dizer qual parte é confiável dos números que o governo divulga.

Só com truques, diferimentos, transformismos e abracadabras, o Ministério da Fazenda conseguiu chegar à meta do ano.


9 comentários

  1. Dieter
    domingo, 6 de janeiro de 2013 – 16:50 hs

    Truques contábeis, investimento baixo, fracasso na reforma agrária, etc. etc. e etc. E ainda tem os mongolóides que exaltam o (des)governo dessa “coisa”.
    LAMENTÁVEL.

  2. Osnei Arantes
    domingo, 6 de janeiro de 2013 – 18:22 hs

    jeito pt de governar, jeito pt de enganar

    jeito pt de promover estelionato fiscal.

  3. domingo, 6 de janeiro de 2013 – 19:06 hs

    E viva a Argentina .

  4. Constanza Del Piero
    domingo, 6 de janeiro de 2013 – 19:52 hs

    Qui nem, qui nóis na Argentina! – Tanto lá, como cá, impera o terrorismo contábil, com contas que não fecharão nunca; balancetes escamoteados; números fictícios, irreais,mentirosos. Só isso. É isso que sobrou dos governos de Dilma e Cristina, reles terroristas, transformadas em pseudas estadistas.
    E há quem acredite nelas…

  5. Vigilante do Portão
    segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 – 3:33 hs

    Só o Mantega e a Dilma não viram que o MODELO ESGOTOU.

    Entretanto, para enganar o povão, continuam insistindo em INSUFLAR o consumo, adotando medidas pontuais.

    Não fizeram as reformas prometidas.
    Exemplos:

    Reforma Tributária, gestada desde os tempos do FHC, deveria REDUZIR TRIBUTOS e simplificar o m odelo de arrecadação.
    Qual nada, Lula e Dilma preferiram acirrar a guerra fiscal, antecipando a briga pela grana do Petróleo.
    Não tiveram a coragem de propor uma redução gradual dos tributos.

    No caso da Reforma Administrativa, a idéia era de REDUZIR o tamanho do Estado.
    Entregaram várias tarefas à iniciativa Privada (PRIVATIZAÇÔES), sem, no entanto, REDUZIR o tamanho da máquina pública; Ao contrário, AUMENTARAM o número de Ministérios e de empresas públicas.
    CABIDÃO de empregos para aliados e comparsas.

  6. walter
    segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 – 6:34 hs

    e aí, o que acharam dos 50% da Dilma no Paraná?

  7. Francisco de Assis
    segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 – 12:19 hs

    O desespero dos rentistas esta fazendo eco nas palavras da Mirian Leitão, que não aponta qual setor esta fazendo agua nesse governo. Critica por criticar, faz parte daqueles que torcem por multinacionais e rentistas, e nunca pelo Pais. Ela esta com saudades da administração que o FMI impos aqui, de forma ate abusada, entre os anos de 1995 a 2002

  8. kiko
    segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 – 12:36 hs

    É duro envelhecer, e ainda é pior quando não se perde a memória, porque já vi este filme antes. Nos áureos anos da Gloriosa de 31 de março, e depois nos tempos da inflação galopante do saudoso Sarney, também o Governo se valia destes artifícios contábeis, como se uma boa contabilidade se refletisse nos nossos bolsos. Mágicas, prestidigitações parecem ser mesm coisa de gente não séria, e que quer enrolar alguém. Kiko

  9. salete cesconeto de arruda
    segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 – 21:12 hs

    Leitão e suas TSUNAMIS combina com FH e seus chistes freudianos

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