Prometeu e não entregou | Fábio Campana

Prometeu e não entregou

De Celso Ming, O Estado de S.Paulo:

A presidente Dilma Rousseff vai colecionando recordes de popularidade. Resultam das transferências de renda e do aumento do emprego proporcionados pela política econômica.

E, no entanto, o setor produtivo está prostrado com o avanço altamente insatisfatório do PIB pelo segundo ano consecutivo: crescimento de 2,7% em 2011 e, provavelmente, inferior a 1,0% em 2012. Enquanto isso, a inflação segue uma das mais altas do mundo, numa paisagem global em que prevalecem os temores de deflação e não de escalada dos preços – veja a lista no Confira.

São indicadores decepcionantes não apenas quando confrontados com as expectativas do governo Dilma, mas também quando comparados com os números que estão sendo apresentados por outros países. A tabela que vai no Confira dá uma ideia do contraste.

O ministro Guido Mantega aposta na virada imediata do jogo. Todos os dias repete que, em 2013, o PIB finalmente apresentará avanço entre 4,0% e 4,5%.

Ele põe fé na força dos estímulos: mais dinheiro na economia (proporcionado pela queda dos juros); crédito em expansão de pelo menos 14% ao ano; desoneração das folhas de pagamento; redução de impostos; e mais investimentos. Conta, também, com uma certa melhora da economia mundial ou, pelo menos, com o seu não agravamento.

Nos últimos meses de 2011, Mantega apontava para 2012 as mesmas projeções que faz agora para o desempenho da economia de 2013. O Banco Central também irradiava otimismo, embora mais contido do que o do ministro.

O Relatório de Inflação divulgado em dezembro de 2011 cravava crescimento do PIB em 2012 de 3,5%. E, no entanto, deu no que deu.

Leia a íntegra em Prometeu e não entregou


6 comentários

  1. Gilmar Trento
    terça-feira, 25 de dezembro de 2012 – 9:33 hs

    A direita mercenaria , morre de inveja da nossa Dilma, e voce os defende

  2. Antonio carlos
    terça-feira, 25 de dezembro de 2012 – 9:41 hs

    Acho que a medição do PIB diz muitas coisas, mas o fato que interessa é o mundo real, aquele que não há medição econômica , a satisfação da população que está visivelmente melhor se comparada aos antigos governos, antes dela e do lula .

  3. Juca
    terça-feira, 25 de dezembro de 2012 – 10:13 hs

    Fabio, Feliz Natal
    Um presente para você:

    Postei no Esmael também, com uma dedicatória a vocês dois, lados diferentes da mesma notícia…Vamos ver qual dos dois vai amarelar e censurar o comentário…

    Acrescente alguma outra pergunta se quiser…

    Oito perguntas para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) sobre o aparecimento de sua fortuna de mais de R$ 16 milhões:

    1) Tem cheque da organização de Cachoeira nos R$ 16 milhões da venda das casas, assim como aconteceu com o colega tucano Marconi Perillo? Afinal, por que Álvaro Dias votou contra o indiciamento de Cachoeira na CPI?

    2) A grilagem de terrenos públicos em Brasília para especulação imobiliária sempre foi caso de polícia no Distrito Federal, principalmente nos governos de Joaquim Roriz, mas também há indícios durante o governo de José Roberto Arruda (o do mensalão do DEM). O senador tucano poderia divulgar a escritura pública de aquisição dos terrenos e a certidão no Registro de Imóveis? Ou o jornalismo investigativo terá que fazer busca nos cartórios?

    3) Qual foi a empreiteira que construiu as casas? E por qual valor por metro quadrado?

    4) Há lobistas ou corruptores atuantes no Senado entre os compradores das casas? O senador tucano poderia divulgar as escrituras públicas de venda das casas? Ou o jornalismo investigativo terá que fazer busca nos cartórios?

    5) O senador tucano oferece seus sigilos bancários e fiscais para averiguação da origem da fortuna superior à R$ 16 milhões?

    6) O senador tucano vai pedir para Comissão de Ética e Decoro parlamentar abrir uma investigação sobre si, já que votou no passado pela cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), por um problema de pensão semelhante, porém envolvendo valores muito mais baixos.

    7) O senador tucano vai pedir para o Instituto de Criminalística da Polícia Federal fazer uma investigação sobre sua evolução patrimonial, semelhante à que foi solicitada no caso do senador Renan Calheiros?

    8) O senador tucano vai pedir para o Procurador Geral da República abrir um inquérito sobre a origem dos R$ 16 milhões, da mesma forma que exigiu no caso do ex-ministro Palocci?

  4. Caçador de Petista substituto
    terça-feira, 25 de dezembro de 2012 – 11:02 hs

    O endividamento de mais de 60% das familias brasileiras é que vai decidir a eleição. Como estes que estão endividados e ja gastaram menos neste natal (os indices provam isso), e a maior esta com dividas em cartões de credito, daqui ano e meio, quando as eleições acontecerem, é que este eleitorado vai dizer se esta satisfeito com a economia e quer continuar pagando o preço do endividamento que o governo petista induziu e estimulou que fosse feito. Afinal no Brasil não temos crise, é apenas uma marolina como disse o NÃO SABIA DE NADA…e quando a porca torce o rabo e grunhir da porcada é ensurdecedor…..

  5. sergio silvestre
    terça-feira, 25 de dezembro de 2012 – 11:43 hs

    O que muitos não sabem que crescimento tem que ser dosado com produção de energia para crescer.O Brasil estava costumado a crescer só para os 3% da população que tinha um pib de 20% ao ano,enquanto o pobre estacionava próximo de zero.
    Gozado que ninguem se atenta a isso.Não interessa pib de bancos e de grandes holdings.O que interessa é que o povo trabalhador esrá em alta e isso que é importante.
    Esses miraculosos economistas já encheram muito o saco,e seus metodos heterodoxos de dar palpites na economia,farolou por decadas sem sucesso.
    Porisso não dou muita bola nem teço loas para estas noticias.

  6. ernesto
    quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 – 12:39 hs

    Viva a era tucana onde o PIB era negativo, os juros eram de dois dígitos, assim como a inflação no último anod o FHC. Aliás, esse bacha era ministro do FHC e esqueceu de tomar a dose diária de fosfosol.

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