Por falta de quórum, cancelada reunião da CPI da Propina em Cascavel | Fábio Campana

Por falta de quórum, cancelada reunião da CPI da Propina em Cascavel

Do G1 PR:

A reunião desta quinta-feira (6) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o suposto pagamento de propina ao prefeito reeleito de Cascavel Edgar Bueno (PDT), foi cancelada por falta de quórum. A comissão denominada CPI da Propina é composta pelo presidente Alcebíades Pereira da Silva (PDT), pelo relator Paulo Torin (PP) e pelo membro Leonardo Mion (PSDB), porém, apenas o presidente compareceu ao encontro. Silva afirmou que esperou 30 minutos pelos colegas. O G1 não conseguiu localizar os parlamentares que faltaram.

A CPI, que só foi instalada após decisão judicial, tem como base informações do Ministério Público (MP). De acordo com o órgão, a empresa que pagou a propina foi contratada pela prefeitura para prestar serviços de manutenção em máquinas pesadas. Edgar Bueno negou as acusações. Segundo ele, as denúncias não são justas e que tudo já foi esclarecido. Ainda conforme o MP, o secretário e Obras Paulo Gorski também é suspeito de receber propina.

O prazo para a entrega do relatório é 24 de dezembro deste ano e mesmo a poucos dias desta data, o vereador Alcebíades Pereira da Silva acredita que não há intenção por parte dos integrantes de anular a CPI, uma vez que o Tonin e Mion são autores do requerimento que pediu o início das investigações.

“Não tem movimento. Está faltando interesse de quem fez tanto estardalhaço em cima disso e, até agora, não tem subsídio (…). Eles têm interesse e responsabilidade de trazer os fatos às claras”. Na avaliação do vereador, as denúncias – em ano eleitoral – tinham cunho político e não administrativo.

Na segunda-feira (10) deve ser marcada uma nova reunião. O presidente destacou que a Câmara Municipal contratou um auditor contábil para analisar o contrato em suspeita e que os integrantes da CPI visitaram a empresa mencionada na denúncia. Além disso, Silva disse que a comissão conta com o processo do MP, mesmo considerando que o documento “não traz nada de absurdo”.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*