Namorado confessa ter matado irmã de Bertoldi | Fábio Campana

Namorado confessa ter matado irmã de Bertoldi

O acusado pela morte de Mariana Bertoldi, 39 anos, na noite de terça-feira (4), no bairro Rebouças, em Curitiba, se apresentou a Delegacia de Homicídios no começo da tarde desra sexta-feira (7). Mariana é irmã do deputado estadual licenciado Osmar Bertoldi (DEM), que atualmente é secretário municipal de Habitação na Prefeitura de Curitiba. Mariana foi morta com pelo menos cinco ferimentos que atingiram barriga, peito, costas e pescoço, golpe que degolou a vítima.

O acusado, Leandro de Góes, 25 anos, era namorado de Mariana há pelo menos dois anos e uma briga dentro do carro dele teria motivado o crime. De acordo com o delegado Rubens Recalcatti, ele se apresentou devido à investigação, que apontava ele como o autor do crime. “Ele dá a versão dele, alega que tiveram uma briga e lutaram dentro do veículo, daí perdeu a cabeça e cometeu o homicídio”, comentou.

Mariana estava com dois meses de gestação e a insatisfação do namorado dela por causa da gravidez já consta nos autos e foi declarada por diversos familiares que prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios. “Ele afirma que queria ficar com a criança, já que o namoro não deu certo, mas cometeu o crime”, disse o delegado.
O veículo em que teria acontecido a suposta briga foi levado para a realização de perícia.

Crime

Mariana Bertoldi foi encontrada morta na rua Alferes Poli por um motorista que passou pelo local e acionou a polícia. Ela não portava nenhum documento e deu entrada no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba sem identificação. O reconhecimento aconteceu na quinta-feira (6) pelos familiares da vítima.

“Poucas informações foram repassadas para a polícia. A mulher aparentemente está bem vestida e não é moradora de rua”, disse o cabo Britto, do 12° Batalhão de Polícia Militar, durante o atendimento no local de morte, sem saber sobre a identidade oficial da vítima.

No dia do crime, o Instituto de Criminalística constatou que a mulher tinha fios de cabelo nas mãos, um indício de que ela teria lutado com o autor do crime.


8 comentários

  1. Igor
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 – 17:51 hs

    Meus pêsames à família da vítima.

    Interessante… a imprensa não publica foto do “cidadão” que confessou este homicídio hediondo…

    Quando é “pobre” ou “perseguido politicamente” não perdoam, não?

    Lamentável “proteção” à imagem que existe apenas para poucos neste País…

    Não duvido que este criminoso cruel e covarde deve ter relações com algum órgão de imprensa…

  2. Vigilante do Portão
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 – 18:18 hs

    Cadê o Banco de dados de impressão digital?

    A PESSOA morre, SEM DOCUMENTO, E FICA NO GAVETÃO, ATÉ QUE A FAMÍLIA PROCURE E IDENTIFIQUE.

    PQP.

    Nos EUA, desde os anos 40 e,xiste banco de dados de Impressões Digitais.

    No Paraíso da Dilma, e do Beto, não conseguem implantar.

    Lula, O MENTIROSO, prometeu a CARTEIRA de IDENTIDADE NACIONAL – foi no 1º mandato – . Seria um Cartão, parecido com Cartão de Crédito, COM FOTO DIGITALIZADA.

    Como sempre,

    Ficou na PROMESSA.

  3. PIANO
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 – 19:39 hs

    É UM VAGABUNDO,NAO VALE O PÃO QUE COME.

  4. Valéria Prochmann
    sábado, 8 de dezembro de 2012 – 0:45 hs

    Mais uma tragédia de violência extrema vitimando uma mulher, ao que tudo indica por ter ficado grávida sem o “consentimento” do homem, que no entanto não adota nenhum mecanismo contraceptivo de prevenção e depois “perde a cabeça”: para não ser pai, torna-se assassino! Chocante é o fato de que o assassino tem 25 anos, ou seja, o pensamento e o comportamento truculentos do homem em relação à mulher perduram, apesar da revolução cultural. Mulheres, temos que nos acautelar: desde o advento do DNA e dos exames de paternidade, os pais das crianças não têm mais escapatória, são alcançados pela Justiça e compelidos a assumirem suas responsabilidades. Então, eles estão matando mulheres que engravidam deles! Pensem nisso antes de fazerem sexo com um facínora. O goleiro Bruno, ao que parece, está fazendo escola. Outra lição: carro dos outros é um ambiente perigoso. Quando a briga começa, é melhor descer do carro, pois nesse ambiente os homens se sentem “todos poderosos”, já que seus carros são por eles sentidos como verdadeiras extensões de seus falos e símbolos de poder, status e glória. Esse sujeito diz que perdeu a cabeça, porém depois de desferir o primeiro golpe na moça e dela ter se jogado para fora do veículo, lá foi ele de faca em punho golpeá-la ainda mais, grávida e já abatida no chão – sinal da covardia e da perversidade desse indivíduo de alta periculosidade, que deveria ser imediatamente retirado do convívio social. Solidariedade à família neste momento de dor: que as boas lembranças ajudem a consolar os familiares de Mariana. Cumprimentos à polícia, especialmente ao 12º Batalhão da PMPR que efetuou o primeiro atendimento – como sempre esse batalhão é muito eficaz. E que o criminoso seja responsabilizado exemplarmente por seu ato bárbaro e brutal.

  5. João Armindo
    sábado, 8 de dezembro de 2012 – 12:35 hs

    Valéria, estou de pleno acordo com vc no que toca a violência mas daí me resguardo o direito de entender que em algum momento mais parece que vc quer erguer uma bandeira separatista, “mulheres, temos que nos acautelar”. Entendo que deveria ser uma chamada para tirarmos os assassinos de mulheres do convívio social.

    As prisões estão cheias de mulheres assassinas e isso não as deixa de fora dos altos indices de violência praticada, basta verificar.

    Penso que vc deva ajudar a construir pontes entre homens e mulheres, ajudar no entendimento, pois o teu “discurso” também da margem a violência, pelo menos no campo das idéias.

    Veja, mulheres são maioria e no transito também fazem do carro um simbolo de poder e “falo imaginário”. Veja no (Lacan). Percebe-se que algumas pouco se importam com as regras de sugurança e quando chamada a atenção, não é nenhuma e nem duas, mas tantas que mostram aquele dedo do meio, como se o veículo fosse uma couraça protetora a transforma-la numa mutante poderosa.

    Valéria, imagina se aparece aqui um jornalista com um discurso pronto contra as mulheres, erguendo bandeira de acautelamento só porque entende que, agora, podemos ser esquartejados, fato acontecido recentemente em São paulo e que foi notório.

    Queria desculpar-me se entendi errado!

  6. Elizeu Furquim
    sábado, 8 de dezembro de 2012 – 13:45 hs

    Meus sinceros pêsames e respeito à família. Sexo? Só com amor e responsabilidade. Violência é violência, cara amiga, venha de onde vier.

  7. Valéria Prochmann
    domingo, 9 de dezembro de 2012 – 3:53 hs

    João Armindo, no trânsito, os casos de mulheres agressivas são tão ínfimos que levam as seguradoras a concederem descontos quando a proprietária e condutora do veículo é mulher. Estatísticas comprovam que os acidentes de trânsito causados por mulheres costumam ser de pequena monta e em pouca quantidade. Certa vez ouvi um palestrante afirmar: a mulher dirige um carro do mesmo modo como opera um eletrodoméstico, um liquidificador, um microondas, uma lavalouça. Já o homem dirige um carro como um pavão, para exibir sua potência e sua virilidade, para impor a lei do mais forte, para atrair para si a atenção das mulheres (as “marias gasolina”). A extensão do falo é um conceito freudiano, vinculado à potência do ser e à virilidade. Quanto aos crimes graves, igualmente as estatísticas demonstram que o sexo masculino predomina com ampla margem em relação ao feminino. O último estudo que li fala em 85% de presidiários do sexo masculino contra 15% do sexo feminino. E na maioria das vezes, a mulher presidiária lá está como cúmplice que foi de um homem bandido – a famosa “mulher de bandido”. Nos casos de crimes entre pares afetivos, mais de 90% são cometidos por homens contra mulheres. Casos como o esquartejamento de São Paulo como também o da esposa de um PM que o matou com a arma dele esta semana em São Paulo enquanto ele dormia, constituem exceções que confirmam a regra. A regra é a mulher vítima da violência masculina: basta um dia de plantão na delegacia da mulher para que você possa constatar esta afirmação, lembrando que a delegacia da mulher é a segunda em número de atendimentos, perdendo apenas para furtos e roubos. Ou seja: quando o conflito entre o casal degenera em confronto, o homem bate, espanca, quebra os dentes e os ossos da mulher, empurra-a escada abaixo, atropela, estupra, sevicia, estrangula, esfaqueia, cobre de tiros. Eu que acompanho o assunto como feminista há mais de 30 anos, posso assegurar-lhe que o advento do DNA com a possibilidade de comprovação da paternidade de uma criança por método científico levou os homens a surtarem. Até então, eles faziam sexo com a mulher e se dessa relação fosse gerada uma criança, muitos casavam “na polícia”, outros simplesmente evadiam-se e nada assumiam. Era o tempo dos “filhos de mães solteiras”. Na atualidade, a mulher já registra o nome do pai na certidão de nascimento e a Justiça leva o pai biológico a assumir suas obrigações e responsabilidades legais e afetivas para com o filho. Então alguns dos homens que não querem que esses filhos que eles fizeram venham ao mundo estão se tornando assassinos: eles matam a mulher e o feto que ela carrega, como forma de se livrar da carga da paternidade. Este é um movimento que está acontecendo de uns tempos pra cá, uma nova forma de violência contra a mulher, uma reação violenta contra o poder que a mulher tem de engravidar e de decidir ter o filho à revelia do homem. Voltando ao carro, o que tem acontecido é o ataque muitas vezes fatal ou com graves sequelas após brigas que conduzem ao confronto. Lembremo-nos do célebre caso Daniella Perez, assassinada no carro do amante Guilherme de Pádua, no qual estava escondida Paula Tomaz – a assassina com mãos de tesoura. Assista aos seriados policiais norte-americanos de fatos verídicos ou fictícios e constate o quanto é perigoso brigar com alguém dentro do carro desse alguém: de uma discussão boba vc pode sair morto. Portanto repito meu conselho às mulheres para que agucem seus sentidos a fim de perceber qual é o tipo de psiquismo do pretendente e deletem os facínoras, os psicopatas, os psicóticos, os machões com muita testosterona (e mais propensão à agressão e à violência), os irracionais – que não conseguem controlar seus impulsos destrutivos por meio da razão -, os machões que se consideram donos do corpo e dos atos das “mulheres deles” como costumam afirmar. Uma mulher incauta pode pensar que o sujeito ficará feliz por saber que vai ser pai e que poderão se casar ou não, formar uma família, porém o que ela encontra é a morte a facadas cometida por um covarde. Seria muito mais fácil usar preservativo ou submeter-se a vasectomia para evitar filhos, mas essas são opções que o machão brasileiro não cogita, pois na cabeça dele, cabe unicamente à mulher controlar a natalidade. Ao longo dos meus 47 anos de vida, nunca dei a menor chance a homens com o menor traço de personalidade violenta, por isso estou viva e bem de saúde!

  8. João Armindo
    domingo, 9 de dezembro de 2012 – 13:05 hs

    Valéria, vou respeitar a tua opinião e focar apenas no lamento por qual deve estar passando a familia da vitima.

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