Dilma em alta. Na França | Fábio Campana

Dilma em alta. Na França

A revista francesa “Challenges” traz na capa da edição deste mês, veja só, a presidente Dilma.
A chamada diz “Brasil: o país onde devemos estar” e a matéria principal é sobre as oportunidades de investimentos na terra de Dilma.


14 comentários

  1. Juca
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 1:50 hs

    Saiu na Carta Maior excelente artigo de Marcos Dantas:

    LEI DOS MEIOS: DOIS DEZEMBROS DEPOIS, NENHUM AVANÇO

    Numa reunião em Brasília, em abril de 2011, diante de quase 20 lideranças do movimento pela democratização das comunicações, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu que “até dezembro” submeteria a consulta pública, o ante-projeto de uma nova Lei Geral de Comunicações, a nossa “Lei dos Meios”. Dezembro de 2011 passou – e nada. Dezembro de 2012 acabou de passar, e nem se fala mais nisso.

    É verdade que, com o tempo, o que seria um ante-projeto de Lei Geral, transformou-se em “perguntas” para um debate público. Não seria uma má solução. Politicamente, seria uma tentativa de obrigar os “his mater’s voice” do oligopólio mediático a discutir conceitos, no lugar de tocarem o samba de uma nota só sobre uma fantasmagórica “censura”. Mas nem isto aconteceu. Ao cabo de dois anos de governo Dilma e ministério Bernardo, o Brasil, ao contrário de seus vizinhos sul-americanos, não avançou num um único mísero passo no caminho da democratização das comunicações.

    O atual sistema de comunicações que temos é um entulho autoritário que sobrevive após mais de 25 anos de vigência da atual Constituição democrática. Até 1964, nas grandes cidades brasileiras, um bom número de jornais de circulação e influência política similares disputavam os corações e mentes dos leitores. Se alguém fizer uma pesquisa na imprensa brasileira pré-64, perceberá sem dificuldade como ela era numerosa mas, sobretudo, diversificada: cada jornal, cada dia, trazia manchetes diferentes, destacava temas distintos, competia efetivamente pela preferên-cia do leitor através do que poderíamos denominar, hoje em dia, “diferenciação do produto”.

    Tínhamos no Rio, um grande jornal nacional-populista (“Última Hora”), jornais de direita (“O Glo-bo”), jornais de centro liberal (“Jornal do Brasil”, “Correio da Manhã”), jornais popularescos (“O Dia”), jornais de esquerda, de menor tiragem mas bem visíveis e influentes (“Novos Rumos”, “Semanário”), assim como um jornal de extrema direita, também de menor tiragem mas muito visível e influente (“Tribuna da Imprensa”). Tudo isso desapareceu. Sobrou “O Globo”.

    Contávamos também com uma grande rádio estatal, a Nacional, audível em todo território brasileiro e fundamental para a construção de um sentido de identidade brasileira que, apesar dos pesares, ainda sobrevive até hoje; bem como dezenas de rádios, de diferentes estilos, em nossas principais cidades. A televisão, dominada pelo Conglomerado Associado, ainda era incipiente, pouco influenciava as nossas práticas culturais e as nossas referências informativas.

    Em 1962, o Congresso brasileiro aprovou o nosso primeiro Código de Comunicações, um tipo de lei que em países como Estados Unidos, Reino Unido, França, Japão, tantos outros já existia desde os anos 20 do século XX, quando não antes. O Código não tinha nada a ver com imprensa. Tratava de comunicações eletro-eletrônicas: telefonia, rádio, televisão.

    Entendia, como o mundo (capitalista liberal) sempre entendeu, que esse tipo de comunicação envolve emprego de recursos públicos (a começar pelo espectro eletro-magnético) e exerce uma enorme influência cultural e educativa no conjunto da sociedade, por isto não podendo ficar à margem de mínimas regras normativas. O Código de 1962, no entanto, buscou essencialmente tornar claras e menos discricionárias as regras de concessão ou cassação de concessão, poderes estes deste então atribu-ídos exclusivamente à União (até então, Estados e até municípios podiam permitir serviços de telefonia e radiodifusão). Não tratou do “conteúdo”.

    Infelizmente, o Código foi posto em prática pela ditadura civil-militar instalada dois anos depois. Uma de suas primeiras decisões foi substituir, via decreto-lei, o mais transparente Conselho Nacional de Comunicações (Contel) pelo mais vertical Ministério das Comunicações. E se, por um lado, é inegável que tenha feito uma autêntica revolução nas comunicações brasileiras, tirando-a de um atraso secular, através da Embratel e da Telebrás, por outro, conduziu esse processo nos termos de suas políticas autoritárias, elitistas, concentradoras de renda.

    Será então, no contexto de um cenário maior de desenvolvimentismo elitista e consumista, que as comunicações brasileiras caminharão para adquirir o perfil que atualmente exibem. A ditadura privilegiará, com políticas e recursos, a formação e consolidação de grandes conglomerados midiáticos nacionais. Eles eram necessários ao capitalismo monopolista que então se consolidava, exigindo a expansão, no Brasil, de um mercado de consumo conspícuo, marqueteiro. Um punhado de grandes marcas (automóveis, eletro-eletrônicos, alimentos e bebidas, bancos, estes também em acelerado processo de concentração e verticalização) impunha, através de um conjunto também concentrado de grandes agências publicitárias, um regime publicitário que exigia poucos veículos para atingir uma enorme população, em todo o país.

    De Manaus a Porto Alegre, de Recife a Rio Branco, onde havia classe média consumista, esta precisaria ser conquistada pela mesma mensagem publicitária, mirar-se nos mesmos comportamentos exibidos nas novelas e programas de auditório, mover-se pelos mesmos impulsos para comprar os mesmos bens de uma indústria concentrada econômica e até espacialmente (em São Paulo).

    Será então que, sobre a infraestrutura construída pela estatal Embratel, avançarão as redes nacionais de televisão, Rede Globo à frente. O grupo Abril, fundado, nos anos 1950, por um imigrante ítalo-americano que, antes de chegar ao Brasil trabalhara com Walt Disney na Flórida, lançará sua revista Veja para convencer a nossa classe média urbana, como já fazia antes com Pato Donald e Claudia, das delícias do consumismo estilo american way of life. Em poucos anos, nas pequenas e médias cidades brasileiras, Veja vai se transformar na segunda fonte de informação, além do Jornal Nacional da Rede Globo, das famílias com renda e status para assinar uma revista cujas matérias não lhes causassem incômodos em uma época quando eram muitos os assuntos que poderiam incomodar uma classe média emergente e satisfeita.

    Nenhuma regra foi sequer estatuída para limitar o poder desses conglomerados, como aquelas que existiam até nos Estados Unidos: obrigatoriedade das emissoras locais transmitirem ao menos 25% de programação local; proibição de um mesmo grupo controlar radiodifusão e imprensa escrita; etc.

    Ao mesmo tempo, a censura, o boicote econômico e até a violência política, vão forçando o desaparecimento de vários importantes veículos: “Última Hora” e “Novos Rumos”, por óbvio; mas também o “Correio da Manhã”, o “Diário de Notícias”, a revista “O Cruzeiro”… Mais à frente, até o “Jornal do Brasil” seria levado à decadência e morte, depois de acreditar que, por seus bons serviços, mereceria receber um canal de televisão, assim como o recebera o seu maior adversário, “O Globo”.

    No Rio de Janeiro, São Paulo e, também, nas demais capitais e principais cidades brasileiras, o entretenimento e a notícia, tanto eletro-eletrônicos quanto impressos, tornaram-se propriedades de um pequeno grupo de grandes famílias midiáticas. Acabou a diversidade. Aliás, “Última Hora”, nos anos 1960, já demonstrara que a grande tiragem pode não ser suficiente para atrair grandes anunciantes. Sucesso de público nunca chegou a ser sucesso de anúncios. O “mercado” sabe punir muito bem quem não reza 100% pela sua cartilha…

    Quando os militares se recolheram aos quartéis e voltaram às suas necessárias ocupações profissionais (apesar de alguns saudosistas de pijama), os civis que estavam com eles, já não precisavam deles: poderiam agora exercer plenamente, com ares e discursos de legitimidade demo-crática, sua ditadura midiática. Os meios de comunicação elegeram Collor de Melo, para evitar a eleição de Lula ou Brizola. Os meios derrubaram Collor de Melo porque estava cobrando muito caro por seus serviços.

    Houve mobilização popular? Claro que houve. Na forma de um grande espetáculo nas primeiras páginas de jornais e nas telas da TV. Outras mobilizações populares aconteceram e seguem acontecendo por este país a fora, sem a mesma “cobertura”…

    De um jornal para outro, as manchetes são as mesmas, de um telejornal para outro, as notícias importantes são semelhantes. O caso recente do “mensalão” está a merecer um estudo especial. Menos pela dimensão mediática que o assunto tomou, mais pela absoluta similitude de tratamento às questões, dada por egrégios juízes, diplomados jornalistas e doutos “especialistas”. Os “especialistas” então, são um caso à parte: sempre os mesmos e jamais transmitindo visões contraditórias. Leia-se a Folha ou O Globo e sairemos convencidos de que só cabe um enfoque para a notícia, só cabe uma análise para os fatos. Nenhum espaço à dúvida e à polêmica. Fabrica-se o consenso. Daqui a 100 anos, o historiador que quiser entender o Brasil de hoje pelas páginas dos jornais de hoje, não conseguirá responder a uma questão elementar: como podem governos tão ruins e tão corruptos terem sido seguidamente eleitos, terem recebido tanto respaldo popular?

    Mas esse historiador também não conseguirá responder a outra pergunta: como pode um governo democrático e popular, diante do tratamento parcial e não raro injusto que recebe dos meios, não ter tomado medidas concretas para democratizar ou, no mínimo, tornar mais plural o sistema de comunicação do país?

    Os princípios para regulamentar democraticamente as comunicações no Brasil estão fixados na Constituição. Basta obedecê-los. A Constituição diz que uma concessão de rádio ou TV não é uma mera licença para alguém fazer o que bem entender com o espectro lhe concedido, mas antes deverá privilegiar programas culturais e educativos, respeitar valores éticos da família, promover a produção independente e a regionalização da programação. A Constituição diz que deverá haver espaço para transmissão tanto de canais comerciais, quanto de público-estatais e públicos não-estatais. A Constituição também diz que os meios não podem ser objeto de monopólio ou oligopólio, direta ou indiretamente. A Constituição diz, claramente, que nenhuma lei “conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística”.

    Logo, qualquer regulamentação não poderá também ferir este princípio, com as ressalvas estabelecidas no seu artº 5º, dentre estas (item IV): “é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato”. Isto vale também para a internet…

    A Constituição é muito clara, no seu artigo 222, § 3º: “Os meios de comunicação social eletrônica, independentemente da tecnologia utilizada para a prestação do serviço, deverão observar os princípios enunciados no art. 221, na forma de lei específica, que também garantirá a prioridades de profissionais brasileiros na execução de produções nacionais”.

    A Constituição, pois, em especial o seu artigo 221, será aplicada não apenas à rádio e televisão abertas, mas também à televisão por assinatura, à internet e talvez até mesmo, ao menos em alguns casos, às plataformas móveis. Mas dois anos depois de o ex-ministro Franklin Martins ter anunciado que legaria ao atual governo um ante-projeto de regulamentação, continua faltando a “lei específica”. Até quando? Dezembro de 2014?

  2. Ocimar
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 8:46 hs

    COITADOS,DA MISSA ELES NÃO SABEM UM”TERÇO”.

  3. Gilmar Trento
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 9:16 hs

    Acho normal ela é Ótima

  4. bacamarte
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 9:59 hs

    Desindustrialização,sem investimentos em infra-estrutura, capital volátil, royalties indo para matrizes no exterior, engenheiros ganhando o mesmo que operários, sobrando empregos que exigem altissimas qualificações, logo copeiras com mestrado e falando 3 idiomas, …………………..e temos que aguentar os decadentes europeus falando e fazendo um monte de besteiras.

  5. sergio silvestre
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 10:48 hs

    fRANÇA,ESPANHA PORTUGAL ,e os tigres asiaticos nos olham diferente dos agiotas ingleses.Porque o que move este pais que só produz juros e apolices de seguro,gosta de paises subservientes que volta e meia vai de chapeu na mão pedir lhes dinheiro a juros altos.
    O BRASIL está indo para o caminho certo,está continuidade de poder foi e esta sendo benefica para o pais,mas tem aqueles que estão sendo menos favorecidos com esta continuidade.
    A grande midia mais carente de verbas,já que governo bom,não precisa tanta propaganda.
    A oposição,sem o poder central a decadas pode dissipar como nuvens,e sua maioria de adeptos se bandeando para o governo.
    Foi uma pena o PSDB se aliar com os demos e se elitizar,
    virando um partido sem causa e sem saber que lado ideologico seguiu.
    Com isso o PT coleciona loas de todo o mundo,mesmo nossa midia tentando distorcer alguma coisa que é certa.

  6. Koba
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 11:21 hs

    A revista francesa diz isso porque não lê a Folha de São Paulo, o Estadão, o Globo, não sabe o que esta acontecendo no país.
    O país esta um CAOS em todas as áreas, agora recentemente um black-ou de 4 minutos em Brasília, um verdadeiro APAGÃO por culpa da DILMA.
    Assim não dá, assim não dá !!
    Volta HCF digo HFC, quer dizer FHC ou melhor HSBC, ou sei lá ou que seja o COLLOR, MALUF, ÁLVARO, ETC, ETC.
    Para alegria da Direita Raivosa e Esclerosa e para a tristeza da Esquerda Demagógica e Populista.

  7. Escritor
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 12:11 hs

    O PT é um partido tão miserável, que não respeita nem a sua própria presidenta da República. Querem volta do Lula para que ele volte a instalar no Planalto toda a sua quadrilha de bandidos e assaltantes dos cofres públicos. Sem parecer exagerado, o PT lembra-me muito dos militares no poder. A única diferença são as armas, porque o resto é absolutamente igual.

    O Lula esta envolvido em tantos escândalos, que desconheço outro presidente de nossa história com o mesmo despudor, a mesma cara de pau, o mesmo discurso miserável que só empolga analfabetos políticos e os quadrilheiros que mamam nas tetas do país.

    Eles não respeitam a Presidente Dilma, que por medo desses bandidos se obriga a ficar visitando o Lula, não respeitam a oposição – compraram com dinheiro todo mundo, não respeitam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, não respeitam o povo brasileiro, não respeitam a imprensa com seu papo furado sobre imprensa golpista – só perturbado mental acredita nisso – nem ninguém mais.

    Se o PT abrisse uma sucursal no além, iria brigar com o inferno, porque o próprio diabo ia se sentir acuado diante a possibilidade de ter como concorrente alguém tão desleal, tão hipócrita, tão corrupto, de gente tão desonesta e sem o menor pudor. Os poucos que tentaram fazer do partido um lugar sério foram expulsos, sumiram de forma misteriosa ou ameaçados. Disse alguma besteira ou que não pudesse ser escrita aqui? Acho que não, todo mundo sabe disso mas faz vistas grossas por medo e sem ter a quem recorrer. Quem assistiu aos votos dos Ministros do Supremo sobre essa gente durante o processo do Mensalão vai perceber que minha descrição desse partido do inferno ficou suave, diante o vocabulário utilizado pelos ilustres Magistrados de nossa Corte Suprema.

    Quando será que nos livraremos dessa praga?

  8. antonio Carlos CVarvalho
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 13:06 hs

    Comparar o PT aos militares ou é ignorância ou maldade da pior. Comparar quem construiu Itaipú, estradas etc. comn quem manteve sua amante em viagens imorais, forneceu a ela passaporte diplomático, envergonhou o Brasil é a suprema ignoranciA. o QUE OS FRANCESES QUEREM É VENDER SEUS CAÇAS ao governo das comissões e dos escandalos.

  9. Aline
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 15:33 hs

    Êta FRANCESADA BURRA. Enquanto oo empresariado tá pulando fora porque não confia no governo que interfere demais, os franceses estão animadors. Parecem CARANQUEJO.

  10. Nelson
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 15:55 hs

    Em alta na França e no Brasil, menos na mídia parcial.

  11. BOZO
    sábado, 29 de dezembro de 2012 – 17:58 hs

    ORA, PQ NÃO A LEVAM PRA FRANÇA … SIMPLES … MARAVILHOSA IDÉIA. POR FAVOR POVO FRANCÊS, LEVEM A DILMA E A QUADRILHA DO PT PARA O SEU PAÍS. APROVEITEM E LEVEM TAMBÉM O ALI BABÁ DO LULA … DEUS PROTEJA NOSSO SOFRIDO BRASIL !!!

  12. Deutsch
    domingo, 30 de dezembro de 2012 – 0:48 hs

    Vem cá, nunca ouvi falar dessa revista “challenger”. Ou é comprada pelo pt ou é revista pornográfica!

  13. Lee
    domingo, 30 de dezembro de 2012 – 2:43 hs

    Tolinhos.
    “Rafale, F18 ou Gripen ? Le gouvernement décidera fin 2013”, diz essa mesma revista falando do governo brasileiro, na reportagem sobre Dilma.
    Eles querem é vender os caças que ninguém comprou no mundo. Até a India, que havia comprado, devolveu.
    Aí ficam falando coisinhas agradáveis pra ver se engambelam os aborígenes.

  14. Vigilante do Portão
    domingo, 30 de dezembro de 2012 – 10:07 hs

    Faz parte do jogo.

    Lula, quando se comprometeu em COMPRAR os aviões da França (Caças, para reequipar a Aeronáutica), foi LOUVADO pelos jornais e revistas da Cidade Luz.

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