PF investiga deputado no edifício "Rio Danúbio" | Fábio Campana

PF investiga deputado no edifício “Rio Danúbio”

Em sua coluna, Aroldo Murá da novos detalhes da operação da Polícia Federal no apartamento de um deputado federal em Curitiba. É o que segue:

a) a operação da Polícia Federal foi em outubro passado; durou horas.

b) o alvo da busca e apreensão de documentos foi o apartamento (e não o escritório) em que mora um deputado federal sob investigação da PF;

c) A operação, com mandado judicial, não foi nada discreta, pelo contrário. E ocupou horas do dia, alterando, de certa forma, a rotina dos condôminos do luxuoso Edifício Rio Danúbio, na Avenida Visconde de Guarapuava;

d) A Polícia Federal, embora não tenha escondido de ninguém a operação, não de manifestou sobre ela.

O que mais se sabe, e que adiciono à informação anterior, é o seguinte: o parlamentar estava mesmo lendo uma Bíblia, na versão do Rei James (ele, o parlamentar, não é homem culto, apenas bom financista e investidor em papéis, embora bacharel, mas tem veleidades intelectuais);

Sabe-se também que o deputado fazia pesquisa sobre a vida e obra do pregador protestante clássico Spurgeon, consultando livros sobre ele editados pela CPB, na ocasião exata da batida da PF.

Mas teria atendido a PF, na porta, com uma Bíblia na mão…

Por último, lembro que o Edifício Rio Danúbio, próximo à Igreja de Santa Terezinha, tem uma das taxas de condomínio mais altas de Curitiba, coisa de R$ 7 mil segundo informou um porteiro do prédio, que – naturalmente – pediu anonimato. Não consegui conferir o valor com outras fontes.

E mais: lá só podem ser proprietária gente do cacife do parlamentar, condôminos de alto coturno: no mercado imobiliário, cada unidade do luxuoso Edifício Rio Danúbio custa entre 2 milhões a R$ 2,3 milhões.

Os demais moradores do Rio Danúbio são gente fina, nunca estiveram sob investigação. Um deles, por exemplo, é dos notáveis dirigentes de entidade empresarial curitibana.


19 comentários

  1. Jorge
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 7:38 hs

    Tá parecendo reportagem do Alborgethi… Vou falar. Não vou falar. Diz o nome do simpático de uma vez.

  2. Dr. Primogênito
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 8:34 hs

    Um deputado sob suspeição???? Não posso acreditar!!!! Se fosse na Suécia, vá lá, mas no Brasil……

  3. Ratoeira
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 8:38 hs

    O que é isso ? Já temos um marco regulatório da mídia ? Tá parecendo aquele tipo de notícia: “vou te contar uma história …, mas não fale para ninguém”.

  4. jorge maravalhas
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 9:11 hs

    alguem conhece quem mora nesse predio?
    so falar ai agente fica sabendo quem é o cabra.

  5. quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 9:32 hs

    Se fosse um pobre coitado, o nome ja estaria estampado.,

  6. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 9:40 hs

    Fosse a visita ao meu apê – tadim, e o meu nome seria estampado com letras litrais. Com cepêéfe, rg, o escambau, né, Aroldo?

    Nintendo porque a “consideração”, uma vez que são justamente as pessoas públicas, expostas, que deveriam, além de mostrar correção de conduta, serem corretas, como a mulher de César.

    Até o cavalo vomitador do Largo da Ordem, sabe quem mora naquele endereço e, uma visita duma entidade policial não significa que o residente encontra-se em débito para com a Justiça. Trata-se duma suspeição que pode não passar duma suspeição, uai.

    Os demais moradores também nem teriam que ficar espantados.

    Quem sabe os agentes não foram convidados para um almoço, janta, cafèzinho…

  7. Julio
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 9:53 hs

    Fala o nome aí…

  8. GRANDE MESTRE...
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 11:10 hs

    Bem lembrado Jorge, só falta dizer que se não pagar o que estão pedindo, irão dizer o nome do Deputado…………… É uma nova versão do Alborgueti, mesmo!!!

  9. Duro de Roer
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 11:12 hs

    Já deu para sacar de quem se trata. Aguardem que logo este “sacerdote” vai aparecer também como produtor de discos piratas e faz parte de um grupo que se protege e faz a mesma coisa.A igreja dele fica próximo de um shopping.

  10. zangado
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 11:38 hs

    É o tal do “sigilo” para não prejudicar as “investigações” …

  11. Anônimo
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 13:45 hs

    Concordo com o JORGE, ou diz o nome logo ou cale para sempre, o como diz o velho ditado ou cag…. ou sai da moita.

  12. TUCANOS SE MATAM
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 13:59 hs

    Tudo haver!
    Tudo haver com a Itália?

  13. Gimenez
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 15:05 hs

    Campana
    Ou dá a noticia por inteiro, citando o nome do deputado, ou explique porque não o faz.
    Isso é meia notícia e não atende sua função de informar

  14. elton
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 15:08 hs

    Me disseram que ele come com os pauzinhos para não deixar impressão digital nos talheres… Mas não tenho certeza pois a fonte deixou no ar o nome do nobre deputado.

  15. olhar clinico
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 16:56 hs

    Não sei quem é o deputado. Correndo a investigação, existe o direito sagrado da defesa, a decisão da justiça, aí publica tb, se foi condenado, absolvido (em que alinea)

  16. S I N F R O N I O
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 17:29 hs

    A única coisa que sei, é que não Deve ser PETISTA, caso contrario o nome era estampado pela mídia primeiro, e a ocorrência depois.

  17. kiko
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 21:48 hs

    Fábio deixe de enrolar e nos conte o nome da fera, adoro dar boas risadas da desgraça de pilantra. E de pilantra metido a culto mais ainda. Conta logo o nome da fera porque senão vai ficar como o Francischini que, para ter mídia veio com um 171 e não disse nada de novo. ACarlos

  18. Rio Hudson
    quinta-feira, 8 de novembro de 2012 – 23:05 hs

    Não é no Rio Danubio, foi no Rio Hudson.

  19. Alemão
    sexta-feira, 9 de novembro de 2012 – 21:29 hs

    Pela riqueza de detalhes, o Aroldo Murá estava lendo Salmos com o deputado.

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