Licitação da nova ferrovia de Cascavel a Paranaguá deve sair em 2013 | Fábio Campana

Licitação da nova ferrovia de Cascavel a Paranaguá deve sair em 2013

O governador em exercício Flávio Arns, o secretário da Infraestrutura e Logística José Richa Filho e o presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, durante o Fórum Futuro 10 (Chuniti Kawamura/ANPr).

Da AEN:

A licitação para a construção de nova ferrovia ligando Cascavel a Paranaguá deve ser aberta até o final do segundo semestre de 2013. O prazo foi anunciado nesta segunda-feira (05/11), em Curitiba, pelo presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, durante reunião do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná.

O traçado é uma reivindicação da sociedade paranaense e corrige a proposta apresentada no plano de concessões ferroviárias lançado recentemente pelo governo federal, ligando Cascavel/Mafra/São Francisco do Sul/Paranaguá. “Com uma linha mais moderna e menos sinuosa, será possível ampliar em oito vezes a capacidade de transporte ferroviário até o Porto, hoje estimada anualmente em 10 milhões de toneladas”, afirma o secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Segundo ele, a nova ferrovia é resultado de estudos feitos pelo Governo do Estado em parceria com o Instituto de Engenharia do Paraná e outras 15 entidades que compõem o Fórum Paraná 10. O governador em exercício Flávio Arns disse que a obra é uma necessidade para o Paraná e para o Brasil. “A licitação atende um anseio antigo do setor produtivo e é uma conquista de todos os paranaenses”, destacou.

De acordo com Bernardo Figueiredo, o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) será feito pela Valec – empresa pública responsável pela construção e exploração de infraestrutura ferroviária no País. A estatal fará tanto o estudo para a construção da nova linha entre o Oeste paranaense e o porto como o da implantação do trecho da ferrovia Norte-Sul que passará pelo Paraná.

“O governo federal vai executar os dois estudos ao mesmo tempo”, informou Figueiredo. “A diretriz da União é fazer ferrovias como forma de induzir o desenvolvimento e a produção. O governo federal nunca teve dúvida de que este (nova linha até Paranaguá) era um projeto prioritário. Hoje estamos iniciando o trabalho de construção”, salientou.

O novo traçado entre Cascavel e Paranaguá atenderá as principais regiões produtoras de grãos do Paraná, em especial as de soja e de milho. O ramal vai ampliar a velocidade média de transporte de carga, dos atuais 15 km/h para 65 km/h. Outra vantagem é que será possível aumentar a quantidade de vagões transportados, com um traçado menos íngreme e sinuoso.

Bernardo Figueiredo disse que o novo traçado integra o esforço de investimentos para a eliminação de passivos no setor de infraestrutura e que a expectativa é que a nova ferrovia comece a operar até o fim de 2014. Segundo ele, os paranaenses terão uma ferrovia construída em um ambiente competitivo que vai oferecer ao mercado o menor preço possível. “A ferrovia vai praticar preços competitivos”, afirmou.

MARACAJU – A Valec, empresa vinculada ao Ministério dos Transportes, está reformulando o termo de referência para a contratação dos estudos relativos a outros trechos da ferrovia. O presidente da Empresa de Planejamento e Logística disse que já está em processo a contratação do projeto de ligação entre Maracaju (MS) e Cascavel. O prazo é junho do ano que vem.

Além do Paraná e do Mato Grosso do Sul, a construção do novo ramal ferroviário vai atender os estados do Mato Grosso e Goiás, além do Paraguai. O presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araujo, disse que a notícia trazida por Figueiredo é um marco para o desenvolvimento do Estado. “As demandas dos produtores paranaenses e de estados vizinhos poderão finalmente ser atendidas”, avaliou.


9 comentários

  1. tonto
    segunda-feira, 5 de novembro de 2012 – 20:58 hs

    Se dependesse do governo do Paraná …… Nem foto desses dois teria.

  2. VERDADE
    segunda-feira, 5 de novembro de 2012 – 20:59 hs

    Alguma coisa me diz que aí tem…

  3. Luiz
    segunda-feira, 5 de novembro de 2012 – 21:32 hs

    Enquanto planejam projetos mirabolantes, no porto um navio deve descarregar um pouco da carga em um berço mais profundo antes de seguir para outro. Isso faz com que berços fiquem ociosos e a demora aumente.
    Alguns comissionados nem aparecem para trabalhar, recebem altos salários, e as horas extras efetivamente feitas pelo pessoal operacional, estão sendo cortadas.
    O Governador baixa um decreto pedindo redução de despesas e o envio do excedente para o Governo do Estado. Como isso é possível para o porto sendo uma Autarquia, com recursos próprios e tendo que reinvestir o superávit no próprio porto?
    Enquanto isso, compram-se helicópteros e cobrem-se os gastos de campanha.

    ACORDA PARANÁ!!

  4. Bagrinho
    segunda-feira, 5 de novembro de 2012 – 21:38 hs

    D-U-V-I-D-O que este projeto saia do papel. Sabem o que vai acontecer? O MPF vai se juntar com o MP estadual, e vão reunir uma meia dúzia de índios, quilombolas, passaralhos-da-cabeça-vermelha, ONGs famosas, cineastas gringos, Marina Silva e mais um bando de inocentes-úteis, e vão entrar com uma ação na Vara Federal Ambientalista de Curitiba, que sentenciará pela inviabilidade ambiental do projeto, pelos famosos princípios da Precaução e da Prevenção, e daí acaba tudo…Querem apostar?

  5. VLemainski - Cascavel
    segunda-feira, 5 de novembro de 2012 – 22:15 hs

    Parece que o “Estado de Respeito” começa a chegar até aqui na região oeste…

  6. jobalo
    segunda-feira, 5 de novembro de 2012 – 23:54 hs

    a LICITAÇÃO , SAIRÁ EM 2013, E O COMEÇO DAS OBRAS SERÁ POR COINCIDÊNCIA BEM NO ANO DAS ELEIÇÕES , E AINDA OS JACUS FICAM CONTENTES COM MIGALHAS DA CONVENIÊNCIA.

  7. Vigilante do Portão
    terça-feira, 6 de novembro de 2012 – 3:06 hs

    MENTIRA!

    Não vai ter licitação alguma.

    Em 2007 ou 2008, não lembro bem, anunciaram a mesma coisa.

    Naquela época, reunidos: Requião, Ministro dos Transportes, Gleisi, Paulo Bernardo, Gov. de MS., políticos e até representantes do governo do Paraguai, ANUNCIARAM que a obra (essa mesma) seria iniciada em 6 meses.

    A TV Educativa transmitiu e repetiu a reunião.
    Teve 3 ou 4 “Escolinhas”, mostrando o traçado e falando que Requião era o “maioral”, pois havia conseguido a tal ferrovia.

    MENTIRA!

  8. Romão Miranda Vidal
    terça-feira, 6 de novembro de 2012 – 6:52 hs

    Não existe um estudo elaborado há muitos anos atrás, que contempla um traçado mais seguro e curto, feito pelo Instituto de Engenharia do Paraná e Engenheiros da antiga RVPSC? Este traçado ligaria Curitiba à Paranaguá e algumas obras de arte já estaria prontas. Inclusive a bitola seria larga, atendendo a moderna concepção ferroviária. Existe algumas obras de arte que se fazem presentes no Contorno Norte-Sul.

  9. Anônimo
    terça-feira, 6 de novembro de 2012 – 22:37 hs

    O Bagrinho tá certo. O MPF e o escambau acham mais importante preservar meia dúzia de passáros e índios ( que vão passar a morar bem no traçado), do que modernizar a infraestrutura do estado, aumentar a arrecadação e com isso ter mais dinheiro para projetos ambientais.

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