Supremo deve manter entendimento ao julgar réus por corrupção ativa | Fábio Campana

Supremo deve manter entendimento ao julgar réus por corrupção ativa

Do Painel, Folha de S.Paulo:

Sob nova… Na fase crucial do mensalão, ministros do STF admitem, nos bastidores, que o mesmo entendimento que pesou para corrupção passiva deverá valer para o crime de corrupção ativa, do qual são acusados os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.

… jurisprudência Ao condenar outros réus por corrupção passiva, ministros avaliaram que o ato de ofício não era imprescindível. O revisor Ricardo Lewandowski, que deve reconhecer uma “trama criminosa” no PT, pode adotar a opinião da corte para condenar um ou mais réus.

Retranca A defesa de José Dirceu adiou para depois do voto de Joaquim Barbosa a entrega do último memorial. Vai rebater os argumentos do relator sobre os principais pontos da acusação.


Um comentário

  1. ernesto
    quarta-feira, 3 de outubro de 2012 – 16:17 hs

    A última sessão do STF produziu um duríssimo voto do ministro decano da Corte, uma pregação moralista digna de um apostolo dos Evangelhos. Um visitante de Marte pensaria que o Caso mensalão é uma erupção vulcânica única no território brasileiro, que pegou o País de surpresa porque nunca antes tinha acontecido algo remotamente similar.
    A coisa toda soa falsa porque o país convive com situações de conluios políticos continuados e de proporções maiores e mais graves desde a fundação da Nova República, apenas para delimitar um período, situações a que o tribunal assistiu impassível e tranquilamente.
    O próprio ministro decano foi nomeado por um dos governos de maior vulnerabilidade ética desse período, o Governo Sarney. Essa mesma oligarquia conseguiu do complexo STF/TSE um feito extraordinário de altíssima controvérsia, a deposição do Governador do Maranhão Jackson Lago por firulas diminutas do processo eleitoral, nomeando-se em sequência a atual governadora Roseana Sarney, amplamente rejeitada pelos eleitores maranhenses, com votação muito inferior ao governador cassado. A interpretação do feito foi seletiva, invés de se fazer nova eleição colocou-se no lugar a segunda e muito mal votada herdeira da oligarquia, tudo com apoio do tribunal.
    No julgamento do ex-presidente Collor, o mesmo decano que fustigou os imorais do mensalão votou pela absolvição do ex-presidente, cujo tesoureiro de campanha manipulou quantias em nome do presidente que fazem os valores do mensalão serem meros trocados. Não viu então o decano imoralidade suficiente para qualquer condenação e muito menos discurso moralista.

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