Dilma chama Eduardo Campos para conversar | Fábio Campana

Dilma chama Eduardo Campos para conversar

Do Josias de Souza:

Eduardo Campos, o emergente, tornou-se um político monotemático. Todos os encontros do presidente do PSB com os microfones resvalam em 2014. Enquanto se aparelha, o enigma de Pernambuco foge da decifração: “Para o Brasil, quanto mais a gente deixar 2014 para 2014 será melhor. O Brasil estando bem em 2014 é melhor para todos que fazem política.”

Eduardo conversava com os repórteres quando foi informado sobre um telefonema de Brasília. Era Dilma Rousseff, ele contaria depois. A presidente convidou-o para uma conversa em Brasília. Quando? Nos próximos dias. Para quê? “Ela pediu para eu ser muito discreto com vocês”, o emergente desconversou.

Eduardo disse que seu partido continua no condomínio partidário que dá suporte congressual a Dilma. Em São Paulo, a despeito de ter apoiado Fernando Haddad, o PSB não cogita retirar-se da base política do governo tucano de Geraldo Alckmin.Disseram ao governador que petistas queixaram-se do corpo mole do PSB na campanha de São Paulo. E ele: “Prefiro ficar com a palavra do Haddad, de agradecimento. Também conversei no sábado com o presidente Lula, que ressaltou a importância do nosso apoio.”

Eduardo acrescentou: “Uma relação de tantos anos, de momentos bonitos, de momentos duros, não vai ficar ao sabor do disse-me-disse. Lula e eu temos maturidade para colocar cada coisa em seu lugar.” Como se vê, o governador pode ser acusado de muita coisa, menos de não ser jeitoso.


6 comentários

  1. OBSERVADOR
    segunda-feira, 29 de outubro de 2012 – 20:12 hs

    Uma vitoria eleitoral sempre abre novas perspectivas, ainda mais quando se prenuncia uma nova fase como esta que esta começando a se delinear com eleitos vindos não da classe politica com o caso do novo prefeito de Londrina.
    OGovernador de Pernambuco é um politico nordestino mas bem diferenciado e parece ser obstinado pelo poder. Até FHC esta pregando “os tucanos precisam renovar” e aqui em Curitiba os ares de renovação fez terra rasa da velha politica. Fazendo uma análise desta eleição se pode perceber claramente que DUCI, começou a perder a eleição logo que assumiu a Prefa no lugar do Beto, ao cortar o canal de comunicação direta com a população que eram as AUDIENCIAS PUBLICAS, responsáveis diretas pela POPULARIDADE do ex-prefeito BETO RICHA.
    Sem carisma pessoal, sem uma comunicação social eficiente, isolou-se nos gabinetes não conseguindo passar à população o bom trabalho que vinha realizando.
    Não impediu que Derosso buscasse ser seu vice, pelo contrário estimulou e ajudou a empurrar de vez o Fruet para a oposição. O contagio do escândalo que abalou a Câmara e sua base de apoio tambem o enfraqueceu fazendo que com sua
    deficiência como político e candidato, fosse alvo nos debates.
    Ironicamente muitos dos seus eleitores migraram para Fruet, dizendo: “fez um bom trabalho, mas é um péssimo candidato” e disso foi Fruet quem capitalizou-se pela forte rejeição do eleitor anti-ratinho, muito maior que o anti-petismo que quase tirou Fruet do segundo turno.
    RATINHO, no vai da onda de renovção – fenômeno mundial já detectado na primavera árabe, apresentou-se como o novo e com novas idéias, numa campanha alegre e colorida.
    Deslumbrado com o resultado das pesquisas e do primeiro turno deixou-se ofuscar pela ascendência do pai milionário que tem imagem de rejeição nas camadas mais esclarecidas e numa cidade universitaria e conservadora, assim como o PT, sofreu da dúvida instalada pela situação quando usou toda uma retorica da falta de preparo, como aquele comercial do Duci que apresenta o Comandante Junior, imaginário piloto que não sabia pilotar o aviao e ficava em duvida no qual botão devia apertar.
    Não soube defender-se do seu apelido, preferindo vitimar-se, quando seria fácil explicar-se o uso de apelido como usados com sucesso pelo Beto aqui em Curitiba e Lula nacionalmente.
    Escondeu seu VICE. Um arquiteto seria o up-grade da falta de qualificação e experiência de Ratinho se tivesse mostrado quem é seu vice.
    Ao agarrar-se ao que achou ser sua salvação, nomeou antecipadamente o Delegado Francischini. como o salvador da pátria na questão de segurança. A fanfarronice do “deixa comigo” reprisou a trágica experiência do Requião quando ele mesmo ao estilo despótico dos oportunistas, se auto-nomeou Secretario de Segurança e deu no que deu.
    Além disso, este fato não apenas mostrou oportunismo, mas evidenciou não estar preparado para a execução de um plano de governo, pois ao mudar ao sabor do mero interesse eleitoral, tornou ainda mais falsa sua acusação de que Fruet estava nesta eleição para ser base de apoio em 2014, e com isso ficou naquela do “faça o que digo, mas não o que faço”.
    Mas o erro maior do Ratinho foi ter agregado no seu staf , principalmente no segundo turno, quando se abraçou com as figuras derrotadas e ultrapassadas da política estadual – antíteses de renovação – redundando no aumento de rejeição e num verdadeiro “abraço da morte”.
    Ja o GUSTAVO FRUET, acertou em não entrar na provocação de vira-casaca. A verdade histórica é bem conhecida porquanto levou FRUET, ícone dos tucanos no Congresso Nacional, ao braços do PT. Em 2010 Fruet teve 646.886 votos na eleição de Senador aqui em Curitiba, disparadamente o mais votado e não repetiu a votação pelo antipetismo que anulou e votou em branco como nunca em outra eleição.
    Mas com habilidade soube conter e frear o ímpeto petista para não ofuscar sua personalidade e história pessoal, com isso resistiu o anti-petismo do eleitor curitibano para ganhar a elição.
    As especulações de quem ganhou com a eleição de Curitiba fica ao sabor das expectativas futuras.
    Mas a recomendação de FHC, é preciso renovar, não deve ser apenas entendida com a lista de candidatos mas tambem com propostas e metodos de governo.
    Claro que a partir de hoje Gustavo já se preocupa com a reeleição. Conseguida a reeleição ele terá otimas condições de passar a praca e chegar ao Palácio Iguaçu, assim como fizeram Ney Braga, Jaime Lerner. Requião e Beto Richa.
    Imprtante mesmo para o Gustavo e sua proxima eleição, até porque daqui dois anos o quadro não será o mesmo de hoje.
    Quem viver verá.

  2. Paulo Junior
    segunda-feira, 29 de outubro de 2012 – 21:44 hs

    Novo Collor de Mello?

  3. Max
    segunda-feira, 29 de outubro de 2012 – 22:20 hs

    A verdade é que o maior vencedor dessas eleições foi Eduardo Campos do PSB, não tem prá ninguém e daí é surge um Lula apavorado , os Mensaleiros amedrontado e Petralhas com as cuecas nas mãos
    Região mais difícil de derrotar o PT ERA o nordeste onde lula perdeu fragorosamente. A cidade destaque que PT ganhou foi S.Paulo, sendo que no momento qualquer candidato ganharia de Serra então não teve vantagem.
    Eis a questão , os PETRALHAS estão correndo atrás de Eduardo Campos.

  4. Vitor
    segunda-feira, 29 de outubro de 2012 – 22:55 hs

    Excelente análise, Observador! só acho que o Gustavo deve primeiro pensar em concluir o mandato e ficar os 8 anos na prefeitura, porque o Beto deixou nas mãos do Ducci e deu no que deu… depois o Gustavo pensa em voos maiores, agora ele que cuide bem da nossa Curitiba.

  5. bacamarte
    terça-feira, 30 de outubro de 2012 – 0:10 hs

    Eduardo Campos o emergente da maracutaia, um novo político mas com velhos hábitos. Dilma demonstrará a gratidão dos mensaleiros do PT à excepcional performance da mãe Ana Arraes em amenizar a criminalidade. Em país sério essa famiglia estaria presa, e em país educado nem eleito seriam.

  6. Helena
    terça-feira, 30 de outubro de 2012 – 12:34 hs

    Uai!!! a Dilma está querendo adotar um filho de “barriga de aluguel”. O velho ditado pode ser citado: “QUEM DESDENHA QUER COMPRAR”…..

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